quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Vem aí um novo mundo, mais limpo e cuidadoso

Pandemia deixa ensinamentos que as pessoas devem continuar cumprindo, especialmente enquanto vacina não fica pronta

Por Maria Eduarda Paes Coivo – 9º B

Uma coisa é certa: o mundo que existia em 2019, antes da pandemia, já não existe mais. Depois de um período de isolamento, em que a realidade se limitou a ficar em casa, vivemos agora a readaptação, com o uso obrigatório de máscaras para o deslocamento e a ampliação dos cuidados com a higiene pessoal e o distanciamento.

Acredito que, depois desse impacto inicial, o mundo vai melhorar daqui para a frente. Com a pandemia, a ciência se desenvolveu, a empatia entre as pessoas aumentou e muitos adotaram hábitos de higiene, como lavar as mãos e desinfetar os alimentos depois de chegar do supermercado.

Essas rotinas podem ser mantidas. As máscaras serão parte do dia a dia, até porque servem não só para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, mas para uma série de outros problemas. A rotina de limpeza também é fundamental para a manutenção da saúde.

Acredito ainda que as mudanças de rotina estabelecidas pela pandemia também podem causar melhorias no longo prazo. Aprenderemos a valorizar mais os momentos com as pessoas que amamos e a oportunidade de contato pessoal.

No campo da ciência também haverá desenvolvimentos. A busca por vacinas para a covid-19 é um bom exemplo, visto que a grande expectativa da população está acelerando os processos de pesquisa – ainda que tenham sido mantidos todos os protocolos de segurança e provavelmente os primeiros lotes só serão liberados em 2021.

Assim, enquanto a esperada vacina não vem, é preciso controlar a ansiedade, sair de casa apenas quando necessário e sempre tomar as medidas adequadas de higiene. Apesar de todos os sustos, podemos dizer que o mundo está mudando para melhor, seguindo os caminhos da evolução.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Globalização: seria ela a grande responsável pela propagação do coronavírus?

Expansão do comércio e do turismo entre países possibilitou que a pandemia alcançasse níveis inéditos mundo afora

Por Ana Júlia da Costa Tavares, Felipe Machado dos Santos, Gabriela Silva da Costa, Isabelle Cristine de Oliveira, Matheus Meck dos Santos e Naomi.Obara de Souza – Terceirão

O mundo se viu obrigado a parar suas atividades por conta de um vírus que surgiu na China em dezembro de 2019 e que se espalhou para o mundo em março deste ano. O gigante asiático hoje é líder mundial em comércio: exporta roupas, autopeças, telefones celulares, entre muitos outros produtos de grandes marcas, o que abriu as portas do mundo para o vírus entrar e causar a maior crise sanitária do século.

A união dos mercados de diferentes nações quebra os limites de fronteira por meio da globalização, grande responsável pela rapidez de informações e interação dos países, não só economicamente, como socialmente.

É inegável que a rede de turismo, facilitou a propagação do novo coronavírus pelo mundo, já que proporciona a interação de variados territórios e, sem dúvidas, foi o mercado mais afetado pela crise mundial consequente da pandemia.

Assim como a velocidade dos veículos de informação, o vírus se espalhou rapidamente, atingindo cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo e causando quase 1 milhão de mortes, em números atualizados nesta terça-feira, resultado em grande parte da demora das autoridades em tomar atitudes.

Com uma interação bem menor, com vacinas ainda em desenvolvimento e lidando com um inimigo invisível, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a pandemia está longe do fim. O que resta para a humanidade agora é a esperança.


terça-feira, 8 de setembro de 2020

A importância das Instituições Científicas e Tecnológicas

Conheça mais sobre lugares que fazem pesquisas de excelência no Brasil

Julia Machado Galvão – 9º B 

As Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) são órgãos de administração pública ou privada com propósitos definidos, sendo eles desenvolver e executar atividades de pesquisa (básica ou aplicada) de caráter científico ou tecnológico com tópicos diversos. 

A pesquisa científica é de extrema importância na formação profissional, no conhecimento científico e tecnológico, e consequentemente no desenvolvimento de uma sociedade em geral. 

Ciência e tecnologia são uma das fontes principais de criatividade e progresso da sociedade moderna, afetando assim o padrão e a qualidade de vida em todo o mundo. Por exemplo: nos países desenvolvidos onde há investimento em pesquisas científicas os IDHs são altos e a população tem uma ótima qualidade de vida. Isso torna as instituições de pesquisa muito importantes para o desenvolvimento de uma nação. 

Pesquisa e desenvolvimento são atividades que vêm ganhando mais espaço no Brasil. Principalmente nesse momento de pandemia as pesquisas científicas são primordiais para os estudos na eficácia de drogas, para avaliação de vacinas, para a busca de testes mais rápidos, para o teste da Covid-19, etc. 

Alguns exemplos de institutos científicos brasileiros: 

• Instituto Butantã: centro de estudos e pesquisa básica nas áreas de biologia e de biomedicina; localizado no bairro do Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo; foi fundado em 1901, e é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considerado um dos principais centros científicos do mundo. O instituto também produz uma grande variedade de soros imunoterápicos fornecidos ao Sistema Único de Saúde (SUS). É responsável por um grande volume da produção nacional de antígenos vacinais.

• Instituto Atlântico: promove a inovação com foco em Tecnologias da Informação e Comunicação. O desenvolvimento é realizado de forma rápida e tradicional. Para isso, o Instituto Atlântico oferece soluções de software, hardware, além de fornecer consultoria para implementação. Algo específico do instituto é a metodologia Tomorrow Lab, que é um framework de resolução rápida de problemas, ele aplica técnicas de desenvolvimento rápido para identificar problemas do cliente e propor uma solução de forma rápida. Fundado em 2001 pelo maior centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América Latina. 


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A ciência muda o mundo

Ações de institutos de pesquisa ajudam a sociedade a enfrentar o desafio do novo coronavírus

Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Os institutos de pesquisa são responsáveis por buscar novas informações que solucionem problemas na sociedade. Com o novo coronavírus, que se espalhou pelo mundo e provocou uma grande pandemia, os profissionais do ramo da saúde e ciência buscam soluções para evitar o contagio contínuo, assim como a vacina para conter este vírus. 

A Universidade de Brasília (UnB) que foi inaugurada no ano de 1962. é uma das instituições que busca uma resposta a respeito do Covid-19, com cerca de 90 pesquisadores na área da pandemia atualmente. Uma grande preocupação dos pesquisadores e dos profissionais da saúde é a respeito do contágio em que é transmitido o vírus, uma vez que a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de máscaras como forma preventiva de propagação. As máscaras N95 possuem matérias que filtram a maioria de partículas que podem ser inaladas, impedindo assim a transmissão, entretanto a falta de equipamentos de proteção individuais (EPIs) é um problema grave. Assim, chega a ser 50% dos profissionais que afirmam a falta de proteção, de acordo com pesquisas da Associação Paulista de Medicina (APM). 

O projeto Égide, que significa "escudo"; "proteção", estuda a produção de uma proteção facial mais eficaz, como a de barrar e inativar o vírus; outro projeto que podemos citar é o de descontaminar as mesmas, garantindo assim a total segurança de ser reaproveitada por profissionais. A criação da máscara vem de uma substância encontrada em cascas de camarões, chamada Vesta, que, além de ser uma substância biodegradável e que pode barrar o vírus, é também um material de baixo custo. Já a descontaminação pode acontecer por uma iluminação específica, a luz ultravioleta, porém, podem degradar outros tipos de materiais como o plástico; a construção desse dispositivo pode nos proporcionar a descontaminação de 2.400 máscaras por dia, o mesmo pode ser encaminhado para hospitais como os de Tocantins, Goiás e Distrito Federal, acompanhado com um protocolo de manuseio, pois certos cuidados devem ser praticados. 

Um grupo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) estão praticando uma tarefa que poderia ser comum no Brasil e não apenas em épocas de crise, pois os integrantes começaram a consertar ventiladores pulmonares mecânicos que se encontravam parados, sem uso em ambientes hospitalares. Eles verificam a segurança elétrica e a parte funcional do aparelho. 

Com a grande demanda de ventiladores parados, principalmente de hospitais públicos, as empresas especializadas não estavam conseguindo atender todas as solicitações, portanto, a universidade agirá tanto contra a pandemia quanto responderá positivamente a sociedade, podendo ajudar inúmeros profissionais da área de saúde com bons e adequados exemplos na restauração de ventiladores.  

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O impacto invisível da pandemia: que dia é hoje?

Novas rotinas exigem cuidado para não desajustar a percepção do tempo

Por Ana Julia Pedretti Raiz – 2º B

Dentre tantas mudanças e adaptações que estamos passando neste período de pandemia, vale ressaltar as diferentes percepções para a velocidade do tempo na vida de cada um. Muitos especialistas citam o fato de que este momento fase trouxe o conhecimento de como é necessário organizar o nosso tempo para conseguir concluir todas as tarefas e como é ruim não poder ter da sua vida uma “loucura” com várias obrigações.

Ao mesmo tempo, algumas das pessoas que se sentiam muito atarefadas sentiram a diferença nesta pandemia em que muita coisa parou, e a impressão é de que o tempo também parou. Os dias começaram a passar mais lentamente, a ponto de não sabermos distinguir em qual dia da semana estamos.

Estamos em tempos de inovações e principalmente, de reinvenção., para não acostumar com o fato de ficar em casa deixando a loucura e os pensamentos ruins tomarem conta de nossas mentes. Já existem diversos especialistas que alertam sobre o isolamento social nos trazer a sensação de perda de noção de tempo e o fenômeno tem até nome: distorção temporal.

Com isso, devemos nos organizar diariamente com tarefas diversas, nos exercitar, praticar a leitura, se arriscar na cozinha e experimentar diversas coisas. Com mudanças no cotidiano, manter-se ativo acabou sendo algo de grande esforço para muitas pessoas.

A disciplina, o foco, e a persistência em ter dias melhores e mais ativos trarão ainda mais a noção e a percepção do tempo mais ajustada, ajudando todo mundo a conseguir driblar esta crise que todos estamos enfrentando.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Covid-19: os números em forma de infográfico

Dados de acordo com o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba

Os gráficos abaixo foram produzidos por estudantes do 2º A com orientação da prof. Rosa, de Matemática. Os alunos pesquisaram o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba, com dados de 7 a 11 de agosto de 2020, utilizando o Microsoft Excel para confecção de gráficos.

O boletim traz informações sobre casos confirmados de Covid-19, óbitos, internações e pacientes recuperados.







 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cuidado e precaução enquanto a vacina não vem

População não pode relaxar nas medidas de prevenção enquanto medicamento preventivo não for aprovado

Por Nicolas de Paula Batista Doles – 9º C

Desde que começou a pandemia de Covid-19, todos se perguntam quando tudo isso acabará, quando as coisas voltarão ao normal. É claro que o “normal” será levemente alterado, mas mesmo assim esperamos ansiosamente retornar as nossas rotinas e ao nosso dia a dia habitual, na escola, no trabalho e nas atividades sociais.

O “normal” aguardado só será possível com a tão sonhada vacina, que nos deixará imunes ao temido novo coronavírus. Há muitas opiniões sobre o progresso e avanço dessas vacinas: alguns especialistas acham que ela sairá ainda neste ano, já outros só esperam para o ano que vem.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais 120 projetos sendo desenvolvidos no mundo todo. Oito deles já estão em fase final de testes em humanos e quatro podem sair ainda em 2020. Os projetos devem garantir que a vacina seja eficaz, segura e acessível, protegendo as pessoas sem causar efeitos colaterais.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura, acredita que esperar que a vacina esteja disponível nos postos de saúde ainda neste ano é de um otimismo exagerado. “Como o acompanhamento dos testes dura três meses, não acredito que saia ainda neste ano. O primeiro trimestre de 2021 já seria um cenário muito positivo e otimista”, afirmou. Ela explica que há fatores que podem colaborar para que o medicamento esteja disponível ainda em 2020, como a aceleração na inclusão dos participantes no estudo de fase 3, a de testes em larga escala, e a apresentação imediata de resultados positivos, o que ela considera difícil.

O professor titular do Instituto de Química da Unicamp e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Carlos Dias, também aponta para uma disponibilização da vacina da covid-19 apenas no ano que vem. “Se tudo der muito certo, teremos uma vacina para julho de 2021 e se tudo der muito, muito, muito certo, no primeiro trimestre de 2021. É preciso cautela e é importante lembrar que precisamos de produção em larga escala, pois estamos falando em vacinar oito bilhões de pessoas no mundo todo e 212 milhões no Brasil”, disse.

Enfim, é preciso ter paciência. E, enquanto as vacinas não estiverem à disposição, manter as ações de prevenção e distanciamento social para evitar que a doença continue a se espalhar na velocidade atual.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Novas mutações no Sars-Cov2 e suas possíveis implicações

Variações genéticas dificultam as pesquisas para obtenção de remédios e vacinas contra a Covid-19

Por Breno Garcia, João Igor Pisaniello Alves de Oliveira, Julia Medeiros, Leonardo de Souza. Luan Caue Rodrigues Alves, Lucas Dorta Leister Camelim e Shuyani Farias Silva – Terceirão

Compreender as mutações do Sars-CoV-2 é de extrema importância para a produção de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. Hoje, há registros de sete espécies do vírus que podem causar infecção em humanos, sendo que três delas podem acarretar doenças graves: 

  • o Sars-CoV é o agente da pandemia de Sars (síndrome respiratória aguda grave) que afetou o mundo entre 2002 e 2003;
  • o Sars-CoV2 é o vírus responsável pela atual pandemia que enfrentamos; 
  • o Mers-CoV provoca a síndrome respiratória do Oriente Médio, que ganhou esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012, e não chegou a ser uma pandemia, pois teve casos restritos a aquela região.

Essas mutações são pequenas alterações no código genético dos vírus, o que pode gerar novas características para as doenças por eles causadas. Segundo cientistas do Laboratório Nacional Los Alamos, houve por volta de 14 mutações no Sars-CoV2, e a que eles consideram mais alarmante é a D614G, que demonstrou muita facilidade em se espalhar pelo mundo.

Quando o vírus se mantém estabilizado, as pesquisas e estudos ficam mais fáceis, pois todos sabem com o que estão lidando, mas quando os vírus vão se alterando a situação se complica, porque as reações e sintomas passam a ser diferentes, dificultando o combate e a prevenção da doença.

O biólogo molecular Andrew Rambaut. da Universidade de Edimburgo, na Escócia, afirmou que em média o Sars-CoV2 sofre de uma a duas mutações por mês. Apesar de parecer alarmante, é um ritmo de transformação mais lento que o vírus que causa a gripe tradicional, cuja vacina, por causa disso, precisa ser renovada todos os anos.

Há mais de mil sequenciamentos genéticos do novo coronavírus, os quais são divididos em três grupos: A, B e C. O tipo A é considerado o “original” que foi encontrado em morcegos e pangolins; o tipo B, uma variação deste, tem maior incidências no Leste da Ásia, mas não se espalhou muito; o C é o majoritário na Europa, e foi encontrado também na França, Itália, Suécia e Brasil. 

Não se sabe ainda como esse vírus foi passado de animais para humanos, e nenhum estudo ainda conseguiu comprovar que as mutações podem torná-lo mais contagioso ou letal – mas notoriamente percebe-se que elas dificultam as pesquisas e o trabalho para a obtenção da vacina que pode nos tirar desta pandemia.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

À espera da vacina contra o Covid-19: paciência e tranquilidade

Não adianta ter pressa: é preciso aguardar os testes e continuar em distanciamento social até o resultado definitivo

Por Lucas Timpano Salles Pimentel – 9º B

Atualmente há várias vacinas contra a Covid-10 em estado avançado para teste, algumas delas sendo testadas aqui no Brasil. É preciso ter cuidado e paciência: claro que desejamos que todas essas vacinas possam dar certo para serem a cura de uma doença que já se mostrou mortal, porém pode ser que o resultado não seja tão rápido quanto gostaríamos e talvez algumas falhem na missão de conseguir servir como prevenção contra o Covid-19. 

A chance de essas vacinas darem certo é alta, porém ninguém sabe se vai ser a cura ou uma vacina igual à da gripe H1N1, cujo vírus tem mutações constantes e com isso há necessidade de fazer alterações constantes na vacina, mas o objetivo final é alcançar a cura definitiva. Para isso, os testes normalmente são feitos em pessoas de diversas idades.

Um estudo sul-coreano menciona crianças e adolescentes de 10 a 19 anos espalham muito mais facilmente o vírus do que se era imaginado. Os métodos de teste são explicados em vários artigos científicos, mas de uma forma geral eles verificam o desenvolvimento de anticorpos nas pessoas, além de eventuais reações, os chamados efeitos colaterais.

Nos estudos atuais, o que mais aponta para uma cura rápida e talvez mais certa de que vá funcionar é o uso da célula T, que tem uma ação forte contra o vírus já que produz mais anticorpos que ajudam o sistema imunológico a se defender. Essa informação pode ser vista em mais detalhes no artigo publicado no site Science Translational Medicine.

 As conclusões que podemos tirar sobre essas informações é que talvez em 2021 saia uma vacina efetiva contra o Covid-19 e temos que manter a calma nesses momentos, pois já há o bastante de preocupação e ansiedade com tudo que está acontecendo no mundo, já que tudo está mais complicado e desesperador por causa das crises econômicas e da pressão sobre os sistemas de saúde que vivemos atualmente. O ideal é que todos tenham paciência até a vacina sair e continuem a se adaptar às rotinas de distanciamento social que vamos enfrentar até que as vacinas possam ser aprovadas e usadas por todas as pessoas.


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Qual o impacto de um vírus na vida das pessoas?

Pandemia forçou mudanças de rotina e trabalhadores buscam adaptação a um jeito diferente de viver

Por Beatriz Aparecida Silva Sanches Alberto e Yasmin Galvez Assunção de Araújo – 9º A

Com a pandemia de covid-19 se espalhado freneticamente pelo Brasil, os governos tomaram atitudes para impedir que os índices da contagio cresçam ainda mais. Uma das medidas foi a restrição de atividades comerciais, a fim de garantir índices maiores de isolamento social. Isso afetou muito algumas profissões, então entrevistamos algumas pessoas para saber como estão lidando com a pandemia e a mudança de rotina. 

Ester, uma das gerentes de um salão de cabeleireiros no Shopping Iguatemi, em Sorocaba, afirma que sua rotina pessoal mudou como a de muitas pessoas graças ao vírus. Ela e a equipe não tiveram muita escolha: seguindo as determinações das autoridades e do próprio shopping, fecharam as portas no começo da pandemia. Encontraram como alternativa começar a atender os clientes em suas casas em horários espaçados, e, agora retomaram as atividades com as restrições impostas. “Tenho esperança e desejo de que tudo voltará ao normal em breve.”, diz. 

Camila mora em São Paulo e está no segundo ano do Ensino Médio; Ela está gostando da experiência de ter aulas online, mas se sente sobrecarregada pelo excesso de atividades. A distância dos amigos foi amenizada com as conversas online. “Acredito que tudo isso irá passar logo e no final teremos participado de um momento histórico”, avalia.

Aguinaldo, 42, técnico eletrônico, começou a trabalhar em casa. “Um colega foi demitido recentemente e está com dificuldades para sustentar toda a sua família, é uma situação muito complicada para várias pessoas” conta. Ele se mostra otimista por um futuro melhor quando a situação melhorar e o novo coronavírus puder ser evitado com vacinas.

Podemos concluir, assim, que embora as coisas não estejam muito boas para algumas pessoas, devemos ter fé de que tudo isso passará e nossas rotinas voltarão ao normal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Um novo mundo para o consumo após a pandemia

O coronavírus mudou muita coisa, inclusive a maneira de fazer compras e de acessar produtos culturais  

Por Nathalia Macedo Oliveira – 1º A 

O coronavírus pegou o mundo todo de surpresa. Ninguém imaginava que viveríamos em 2020 com algo tão devastador, que está matando milhares de pessoas ao redor do planeta, indo além da gripe espanhola, pandemia vivida no século passado, mas que não alcançou o mundo com a extensão do atual fenômeno.

Nunca houve nada parecido na história humana. Já sabemos que a pandemia afetou não só o cotidiano das pessoas, mas também a economia e o consumo. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamento e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia. 

Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social. De acordo com essa pesquisa, o destaque foi para compras de alimentos e bebidas para consumo imediato, índice que cresceu 79%. 

De uma forma geral, temos quatro pilares de impactos causados pela covid-19, que podemos dividir em:

Impacto radical: causa choque social e ao mesmo tempo coloca as marcas contra parede por um posicionamento. Os grandes especialistas do mundo sobre comunicação são praticamente unânimes ao dizer que a velocidade e a humanização na comunicação nesse cenário são vitais para qualquer marca. 

Novos comportamentos: Sendo obrigados a ficar em casa, é evidente que as pessoas mudem o seu comportamento, não só psicologicamente, mas também com relação ao consumo. As pessoas estão entediadas sem poder sair de cada, e consequentemente, elas acabam comprando mais como tentativa de preencher o vazio que sentem. 

Cultura: Com todas essas mudanças na cabeça do consumidor, inicia-se um processo de mudança na cultura, que afeta inicialmente apenas o indivíduo, mas que vai se proliferando em sua rua, seu bairro, sua cidade. Obviamente não sabemos ainda a velocidade em que isso ocorrerá, mas sabemos que é um caminho sem volta. Por exemplo: a pandemia ampliou o número de empresas que recorrem ao trabalho remoto, ou seja, sem que o funcionário saia de casa.

Hábitos de consumo: com tudo isso, o consumo começa a ser questionado pelas pessoas; não apenas o consumo tradicional, mas a forma e os locais em que consumimos. Isso fica claro com o movimento “compre do pequeno”, que ganha muitos adeptos em todo o país incentivando comprar do mercadinho do bairro e outros serviços que estão à sua volta. Isso traz rapidamente o senso de comunidade forte que estava já ganhando atenção de todas as marcas no mundo, impulsionado pelo digital, mas que agora também tem força fora dele. 

Outro hábito que será afetado é o entretenimento presencial, como cinema e teatro, ainda suspensos e que naturalmente, mesmo depois de liberados, serão alvo de temor e dúvidas. E, naturalmente, mesmo depois de passada a crise, isso irá mudar a forma como nos envolvemos com esses formatos, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia e que tiveram a oportunidade de, neste período, experimentar como é ver um filme no celular. Será um novo mundo para o consumo, ainda em formação.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

No século 14, mundo viveu outra pandemia: a Peste Negra

Estima-se que doença dizimou 25% da população do planeta durante o século 14

Por Bárbara Verdicchio Colletti, Camila Aguine Correa, Giulia Ribeiro e Paulo Henri Yabiku Antunes –  1º B
            
A peste é uma doença infecciosa aguda, transmitida principalmente por picada de pulga infectada. A doença se manifesta sob três formas clínicas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. Hoje, a peste é uma doença controlada, que tem poucos registros de casos em todo o mundo. Mas houve um momento, no século 14, em que ela foi responsável pelo primeiro registro histórico de uma pandemia. O fenômeno ganhou o nome de Peste Negra.

Um surto de peste bubônica começou a se espalhar na Ásia por volta de 1343, num período em que já havia grande circulação de pessoas e mercadorias entre o continente e a Europa. Esse contato permitiu que a doença se espalhasse, causando um grande impacto sócio-econômico mundial, causado pela grande mortandade sobretudo na Europa e na Ásia. Estima-se que a população mundial tenha se reduzido de pouco mais de 400 milhões para 300 milhões, uma perda de 25%.

Na Europa, a taxa de mortalidade era mais elevada e isso mexeu com a economia e o ritmo de vida das sociedades, com queda da produção econômica, por falta de trabalhadores, e aumento da criminalidade, sem que houvesse agentes suficientes para impor a lei. As pessoas com maior poder aquisitivo se isolavam e fugiam para outras cidades; os mais pobres se contaminavam e morriam mais facilmente pela falta de nutrição do corpo.

Novos surtos de peste atingiram o mundo nos séculos posteriores, o último deles no século 19. A melhoria das condições sanitárias, uma vez que a doença geralmente é transmitida por picadas de pulgas ou de pequenos roedores, e o desenvolvimento dos antibióticos permitiram um maior controle da doença a partir do século 20, mas estudiosos estimam que a peste já matou, na história da humanidade, cerca de 200 milhões de pessoas.

Os infectados com peste geralmente desenvolvem sintomas parecidos com os da gripe após um período de incubação de 3 a 7 dias. Seus sintomas são febre alta, arrepios constantes, dores de cabeça, cansaço excessivo, respiratórias e principalmente manchas negras na pele com inchações que se concentravam na axila e virilha, também conhecidos como bubões, por isso o nome “peste bubônica”

O diagnóstico atualmente é feito por exames laboratoriais, a partir de uma amostra de bubo, sangue ou escarro. A peste pode tratada com antibióticos e medicamentos laboratoriais, e a pessoa que está passando pelo tratamento tem que ser isolada. É necessário localizar e parar a fonte de infecção na área onde o caso humano foi exposto. O ideal é que o tratamento comece em até 15 horas depois do aparecimento dos sintomas, para reduzir os riscos de complicação. 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Os cuidados na pandemia também passam pelo bolso

Investimentos foram necessários para se adequar à nova rotina, mas é preciso cuidado especial com as finanças

Por Ana Julia Vieira Assato – 2º B

Nesse momento de pandemia que estamos vivendo, temos que nos adaptar às mudanças na rotina para que não soframos atrasos ou prejuízos em nossas atividades.

No meu caso, como estudante de Ensino Médio, tive que reinventar minha rotina escolar para acompanhar as aulas em plataforma online. Comprei um celular novo que suprisse todas as minhas necessidades e também um laptop para assistir às aulas online. Essas compras também foram feitas de modo virtual, devido ao fato de lojas e shoppings terem ficado fechados no começo da pandemia. 

Tudo isso foi novidade para mim, que nunca tinha feito compras online, mas gostei, pois senti uma certa facilidade. Muitas pessoas também aderiram ao comércio eletrônico diante do cenário de isolamento, e mesmo com o retorno de alguns setores, a tendência é que esse comércio cresça.

Como grande parte das famílias, meus pais também tiveram que fazer algumas mudanças em suas rotinas e planos e estão comprando somente o necessário, pois não sabemos até quando a pandemia irá durar. A pizzaria do meu pai também foi afetada, e agora o atendimento é somente por delivery.

A pandemia está nos ensinando a viver somente com o necessário e termos mais consciência na hora das compras. É um aprendizado importante, para evitar que tenhamos prejuízos futuros e nossa vida possa voltar logo à normalidade.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

A pandemia vai gerar um consumo mais responsável

Pessoas estão pensando mais sobre a necessidade e a origem dos produtos que consomem 

Por Millene Rodrigues Baptista – 2º A

O consumismo é um jeito de levar a vida no qual consumidores compram mesmo sem a necessidade real de ter os produtos. Carro, roupas de marca e celulares não são apenas utilitários, mas sinônimos de status, segurança e reconhecimento social. Porém a sociedade questiona cada vez mais quão sustentáveis são os produtos e serviços que consomem e o papel das marcas nessa dinâmica.

A pandemia de Covid-19 está provocando uma transformação comportamental, fazendo as pessoas buscarem por hábitos sustentáveis mais essenciais. O confinamento impulsionou a valorização de coisas pequenas e corriqueiras do dia a dia.

Muitas pessoas passaram a questionar o que compram essencialmente ou por impulso, a quantidade de lixo produzida, itens acumulados como roupas, produtos no armário e suas datas de vencimento. Mesmo que de forma inconsciente, o consumidor passou a ter um olhar mais questionador sobre o que consome e o impacto disso no ambiente.

Quando a pandemia acabar, parte das pessoas tentarão voltar a ter a vida que tinham antes, mas o cotidiano será diferente. O ambiente de consumo em lojas físicas por um tempo estará pautado com o distanciamento social e medidas preventivas de saúde, colocando barreiras no consumo impulsivo. Outros seguirão as mudanças iniciadas durante o atual período, reduzindo o consumo e com foco em produtos mais sustentáveis.


terça-feira, 28 de julho de 2020

Infodemic: coronavirus and the fake news pandemic

“We’re not just fighting na epidemic; we’re fighting an infodemic”
World Health Organisation

Por 2º B*

During this coronavirus pandemic, ‘fake news’ is putting lives at risk. As the coronavirus spreads, so does an infodemic of misinformation.
Durante essa pandemia de coronavírus, 'notícias falsas' estão colocando vidas em risco. À medida que o coronavírus se espalha, o mesmo ocorre com um “infodêmico” de desinformação.

Read these tips, and don't get fooled!
Leia estas dicas e não se deixe enganar!

HOW TO AVOID FAKE NEWS
Como evitar notícias falsas.

1. CHECK THE DATE – Reposting old news stories doesn’t mean they’re relevant to current events. 
VERIFIQUE A DATA: Repostar notícias antigas não significa que sejam relevantes para os eventos atuais.

2. CHECK THE SOURCE – Investigate the site, its misson and its contact info. 
VERIFIQUE A FONTE - Investigue o site, sua missão e suas informações de contato.

3. CHECK THE STORY IS IN OTHER PLACES - Look to see if the story you are reading is on other news sites that you know and trust. Moreover, it's always best to read multiple sources of information to get a variety of viewpoints. 
VERIFIQUE A HISTÓRIA EM OUTROS LUGARES - Veja se a história que você está lendo está em outros sites de notícias que você conhece e confia. Além disso, é sempre melhor ler várias fontes de informação para obter uma variedade de pontos de vista.

4. DISTINGUISH AN OPINION FROM A FACT – facts don’t care about your opinion or feelings. Facts are facts.
DIFERENCIE UMA OPINIÃO DE UM FATO - os fatos não se importam com sua opinião ou sentimentos. Fatos são fatos.

5. READ BEYOND – Headlines can be outrageous in na effort to get clicks. Read the article in full to make sure the title accurately reflects the content and that the site is reputable. 
LEIA ALÉM - As manchetes podem ser ultrajantes em um esforço para obter cliques. Leia o artigo na íntegra para garantir que o título reflita com precisão o conteúdo e se o site é respeitável.

6. DO NOT TRUST MESSAGES SENT BY WHATSAPP - Do not assume that anything sent to you via a messaging app or social media site is true, simply because a friend has shared it, or because it claims to be from an official source.
NÃO CONFIE EM MENSAGENS ENVIADAS PELO WHATSAPP - Não presuma que tudo o que é enviado a você por meio de um aplicativo de mensagens ou site de mídia social é verdadeiro simplesmente porque um amigo o compartilhou ou porque afirma ser de uma fonte oficial.

7. THINK BEFORE YOU SHARE - Do not share if you are in doubt about the information. 
PENSE ANTES DE COMPARTILHAR - Não compartilhe se tiver dúvidas sobre as informações.

REMEMBER: When you read a news story, think about who can benefit from such information. 
LEMBRE-SE: Ao ler uma notícia, pense em quem pode se beneficiar com tais informações.

*Este texto foi escrito coletivamente a partir de trabalhos dos alunos do 2º ano B do Colégio Renascer, com revisão e edição da professora Ana Laura.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O impacto da pandemia sobre a sociedade de consumo

O isolamento e o temor a respeito do futuro mudam os hábitos; é hora de pensar melhor antes de comprar

Por Fernanda de Barros Testa – 2º A

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem gerado grande impacto na sociedade, até mesmo da área de consumo, que passa a ser cada vez mais questionado. Muitos consumidores encontram-se cada vez mais críticos, indo em busca do conhecimento da cadeia produtiva, dos materiais utilizados para poder encontrar alternativas que sejam capazes de reduzir o consumo exacerbado de água e energia. 

A ação humana nesse momento é de absoluta necessidade, pois no período de isolamento social é ideal analisarmos nossas prioridades e seus respectivos valores. Por esse motivo, é fundamental a mudança de comportamento, como consumir de forma mais sustentável, visando preservar o meio ambiente. Outra mudança de hábito é a adoção das compras online: 61% dos clientes aumentaram o volume desse tipo de devido ao isolamento social. 

Alguns supermercados estão considerando novas regras, como determinar uma quantidade específica de produtos por cliente nos produtos de alimentação básica, por exemplo, para que o estoque não se esgote. De acordo com pesquisa feita pela consultoria Accenture, foi constatado que os consumidores alegaram estar comprando mais produtos de higiene, comidas enlatadas e alimentos frescos, contudo, estariam consumindo menos itens de moda e beleza. Afinal, 60% temem que sua renda irá diminuir em razão da pandemia. 

O ideal seria dar continuidade a esses novos hábitos mesmo após a superação, impulsionando um consumo mais ético a partir do momento em que se questiona e repensa o caminho que o futuro da sociedade deve seguir. Deixar de comprar por impulso gera menos lixo acumulado, bem como a redução de itens que acabam não tendo utilidade. O esforço para que a mudança ocorra será mútuo e gradual se todos agirem de forma engajada 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A pandemia de Covid-19 e a matemática

Mapas e gráficos nos ajudam a entender o ritmo de contágio e a evolução da doença

Por Gabriela Carrocha Tavares – 9º C

A pandemia de Covid-19 pode ser analisada sob vários campos do conhecimento, e um deles é a matemática. No site Rastreador de Covid-19, apresentado em aula pela professora Isabel, podemos acompanhar um panorama geral do mundo em relação ao contágio pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira, 24 de julho, na hora da publicação do texto, o número passa de 15 milhões de casos.

O interessante do site é que ele é atualizado diariamente com informações de todo o mundo, o que nos deixa informados de tudo que está acontecendo fora e dentro do Brasil, por meio de infográficos. Também é possível, por meio dos infográficos, entender os movimentos da pandemia desde o início.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 29 de fevereiro quando já havia casos fatais espalhados ao redor do mundo. Os gráficos permitem que façamos as observações de números separados por cada Estado – hoje, o mais afetado é São Paulo.

O mapa apresenta a possibilidade de ver os números detalhados por países e por regiões dentro de cada país – abaixo vemos a situação de momento no Brasil. Círculos avermelhados de diferentes tamanhos registram o grau de intensidade de Covid-19: quanto maior o círculo, mais a região está sofrendo com a doença.

Fonte: site Rastreador da Covid-19, salvo em 24/07/2020, às 8h

Para ver a porcentagem de casos fatais em relação ao de pessoas infectadas, ou seja, a taxa de letalidade, é preciso pegar o número de mortes e dividir pelo total de casos confirmados e, depois, multiplicar por 100. Por exemplo, na tela acima, capturada na manhã desta sexta-feira (24 de julho), com 84.207 mortes em 2.289.951 casos, a taxa de letalidade é de 3,68%.

Desta forma, podemos perceber que, conforme aumenta o número de casos, vai aumentar também o número de mortes. É por isso que é preciso sempre relembrar: se você tiver a chance de poder ficar em casa, fique. Talvez você não tenha os sintomas, mas pode passar o vírus para outras pessoas e prejudicá-las. Use máscaras e álcool em gel se tiver necessidade de sair e evite aglomerações. Prevenção é o melhor remédio!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A pandemia, o tempo e os cuidados com a saúde mental

Cuidados tornam-se ainda mais necessários num momento em que o isolamento social é necessário

Por Marilia Eliza Vieira de Carvalho – Terceirão

Já nos primórdios da vida humana em civilização, homens do período paleolítico seguiam uma determinada rotina, de caça, descanso, quando mover-se de território. No período neolítico, onde se tornaram sedentários, as populações já tinham uma senda de cuidados a seguir com o plantio e os animais que adestravam. O ser humano sempre precisou de hábitos e costumes, que ajudam a diminuir a ansiedade, pois podem nos preparar para os imprevistos do dia e consequentemente nos ajudam a nos manter o controle e diminuir o estresse.

Entretanto, com a chegada da pandemia, nossa rotina foi totalmente “quebrada”. Isso pode causar danos diversos à saúde mental. Indivíduos portadores de ansiedade severa ou transtornos do espectro autista precisam de rotina não apenas para manter a concentração no dia a dia, mas também para ter uma melhor qualidade de vida. Com a pandemia, não é possível mais estabelecê-la, pois academias e escolas – por exemplo – estão fechadas, e cabe às pessoas levar esses hábitos para dentro das casas, porém não estamos no melhor momento da história e manter um costume diário pode ser penoso.

Outro exemplo: o Brasil é o país latino com mais pacientes de depressão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. E por que isso é relevante? A pandemia nos apresenta um sentimento de medo e angústia, o futuro incerto traz preocupações e, quando os dias parecem ser todos iguais, não conseguimos manter produtividade, o que aumenta a sensação de estarmos parados no tempo e a consequente desesperança para com o mundo.

O conceito de produtividade, imposto pelo capitalismo, leva o ser humano a querer produzir para se sentir satisfeito, e se não consegue, é sinônimo de fracasso. Mas quem pode culpar os homens por não conseguirem produzir quando o próprio conceito de tempo parece distorcido?

terça-feira, 21 de julho de 2020

Tempo: uma contradição em tempos de pandemia

Os dias passam parecendo sempre os mesmos, sem nos damos conta de quanto tempo já passou

Por Murilo de Oliveira Torres – Terceirão

Se há uma dimensão da vida que nunca foi ou será totalmente compreendida, é o tempo. Muitas ideias aparecem na mente ao discuti-lo, pois não se trata de apenas da divisão entre passado, presente ou futuro. Pelo contrário, a noção temporal é algo que se perde facilmente – mas que, em tempos de pandemia, pode ser recuperada de diversas maneiras.
 
O cotidiano acelerado que as pessoas enfrentam normalmente impede um pensamento mais profundo sobre as horas, os dias, os meses e os anos que passam. Quando se dão conta, essas mesmas lamentam e imploram por um tempo para si, um desligamento do mundo por determinado período. Entretanto, na prática, isso pode não ser como desejado.

Boa parte do planeta está isolada desde março. À medida que o tempo passa crescem os pedidos pela volta à normalidade. O afastamento da rotina parece ser algo maravilhoso em um primeiro momento, mas essa impressão dura pouco. Depois de alguns dias há uma mudança de pensamento, já que a percepção temporal agora é possível.
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Uma situação contraditória forma-se então. Ao mesmo tempo em que o tédio invade as residências e o tempo parece passar devagar, o avanço rápido das folhas do calendário assusta. As pessoas percebem que estão perdendo momentos de suas vidas, algo antes inimaginável, uma vez que as atividades habituais não favorecem essa reflexão.

Enfim, ao domesticar o tempo, o ser humano tornou-se escravo. A alienação constante das sociedades impede pensamentos sobre como a noção temporal é perdida no cotidiano. A pandemia, apesar de todos os problemas, traz uma reflexão. E que essa sirva de inspiração para que quando tudo voltar ao normal, as pessoas façam uma avaliação sobre como gastam seu tempo, desde as horas necessárias para o trabalho até os segundos gastos em redes sociais e aplicativos.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A pandemia em família: as estratégias de cada um

Fugir das notícias ruins e orar são maneiras de manter a estabilidade emocional

Por Leonardo Henrique Simões Franguelli – 9º A

Como os principais países do mundo, o Brasil foi severamente atingido pela pandemia de covid-19, que mudou rotinas e afetou drasticamente as empresas de pequeno, médio e grande porte, reduzindo o faturamento e levando à demissão de milhões de trabalhadores, devido à queda na atividade comercial.

O novo coronavírus atinge as pessoas de forma indiscriminada, mas a doença afeta mais severamente os idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como: câncer, diabetes, pressão alta, colesterol e problemas cardíacos, entre outros. A forçada também serviu para mudar hábitos: muitas pessoas que se dedicavam principalmente ao trabalho estão aprendendo a reservar mais tempo para a família, para cozinhar e para momentos de reflexão.

“Devido a essa pandemia, mudei completamente a minha rotina, só saio de casa para ir trabalhar e, às vezes ao mercado bem rápido, procurando ficar o menor tempo possível no estabelecimento, e volto para casa, isso durante a semana. E nos finais de semana fico na residência da minha companheira Sônia, não viajamos e nem passeamos mais, está sendo muito difícil cumprir a quarentena, pois não podemos visitar os netos e os filhos, e nem eles nos visitar. Eu sou uma pessoa que pertenço ao grupo de risco, pois tenho problema cardíaco”, relatou o meu avô Wagner Simões, 71 anos.

Sônia Maria, de 64 anos, sua companheira, foi diretamente afetada em seu trabalho no comércio. “Eu nunca fiquei tanto tempo dentro de casa, tenho que deixar as portas do meu estabelecimento fechadas. Emocionalmente, estou muito triste, depressiva, e com muita saudade, pois estou longe dos meus familiares, amigos e das pessoas que eu amo, pertenço ao grupo de risco devido à idade”, explica.

“Desde o início da quarentena, devido ao vírus que se alastrou pelo mundo, a minha rotina mudou bastante. Trabalho somente meio período, pois já tivemos redução de jornada de trabalho, devido à queda de serviços. Tenho dois filhos, que tiveram totalmente restritos o lazer e a diversão; também não visito mais meu pai, familiares e amigos, não podendo ser visitada, devido ao isolamento social”, disse a minha mãe, Tânia Regina Simões, de 46 anos.

Sua irmã, Sônia, manteve a rotina do trabalho fora de casa, apenas recorrendo a mais cuidados, como o uso de máscara e o álcool gel. E evita ficar muito ligada nas notícias mais catastróficas. “Quando chego em casa não assisto às notícias, para não entrar nessa loucura. Minha vida pessoal é que mudou muito, tenho aproveitado a necessidade de ficar em casa para dedicar-me a família, casa, oração e meditar a palavra de Deus, que me fortalece a cada dia. Isso ajudou para a pandemia não me afetasse emocionalmente”, conclui.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Os comerciantes aprendem a se desdobrar para sobreviver à pandemia

Medidas de isolamento forçaram a restrição de muitas atividades, e espírito empreendedor precisou falar mais alto

Por Artur Salvador Moro e Henderson Mavignier Gaspar Thenório Pinto – 9º B

Uma das ações mais complexas e controversas para frear a pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-Cov2, foi a adoção de medidas de isolamento social e restrição das atividades comerciais. Num primeiro momento, apenas supermercados, farmácias, padarias e outras atividades consideradas essenciais foram liberadas para continuar abertas.

A decisão afetou principalmente lojas, restaurantes e shoppings. Muitos comerciantes deixaram de faturar com o fechamento e passaram a correr risco de ir à falência por problemas como a quantidade de estoque que possuem na loja e o aluguel do imóvel em que se encontram. Foi então que os comerciantes tiveram que adotar a criatividade e mais do que nunca explorar seu espírito empreendedor. 

“Ficou complicado manter a loja fechada, mas, como todo bom empreendedor, nessas horas difíceis passamos a criar estratégias e competências para lidar com essa situação adversa e usar criatividade para tentar amenizar a situação. Tenho certeza que esta lição veio para nos fortalecer e deixar os empresários mais fortes”, conta Márcia Mavignier Gaspar Paiva, dona de uma loja de roupas e calçados em Marechal Deodoro, no interior de Alagoas.

Entre as medidas adotadas pelos comerciantes no momento inicial está o sistema de delivery, ou seja, de entregas em domicílio – muito comum para a venda de comida, ele passou a ser adotado até por outros setores, como roupas, calçados e até mesmo de eletrônicos.

Nas últimas semanas, medidas adotadas pelos governos, a pedido dos empresários, passaram a permitir a abertura com restrições dos comércios, com uso de máscaras por funcionários e clientes e limitação da entrada de clientes nas lojas – em alguns casos, as pessoas são atendidas na rua pelos comerciários, com faixas que impedem a entrada no recinto.

As medidas de isolamento são necessárias porque o novo coronavírus é transmitido por meio de secreções e de contato direto com uma pessoa contaminada, ou até mesmo ao tocar em algum objeto (botão do elevador, corrimão, computador, caneta) contaminado. Além disso, as pessoas demoram em média cinco dias para apresentar os sintomas, mas a ciência ainda não tem conclusões definitivas sobre a transmissão do vírus no período antes dos sintomas

Assim, fica o recado de Márcia para seus parentes aqui de Sorocaba, e que na verdade vale para todos. “As regras de prevenção contam para todo o país: lavar as mãos com cuidado, usar álcool gel, evitar aglomerações, ficar em casa o quanto foi possível. Não deixem de se prevenir, porque eu não estou com vontade perder ninguém!” 

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Como será o mundo pós-pandemia? Nossos estudantes opinam

Otimista, ela acredita que as pessoas passarão mais a valorizar as pequenas coisas

Por Maria Eduarda Dias da Costa – 9º C

O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Esse novo agente foi descoberto no fim de 2019, daí o nome Covid-19 para a doença que ele causa. De lá para cá, o mundo todo tem feito desde quarentena até isolamento social para tentar controlar a epidemia, variando a postura entre os países e respectivos líderes. Devido a todos os fatos que tem ocorrido desde que começou a propagação do vírus, minha opinião é que o mundo vai ser melhor do que era antes.

Um dos fatos é que a poluição diminuiu drasticamente devido ao vírus, pois as pessoas pararam de viajar, de circular com o carro e indústrias produziram menos; por isso, a poluição do ar caiu consideravelmente. Em Nova York, o tráfego diminuiu 35% desde a chegada do novo coronavírus. Na China, epicentro inicial da pandemia, as emissões de CO2 caíram 25% em apenas duas semanas, o que, segundo estimativas, pode resultar numa redução de 1% em 2020 em relação ao ano passado.

O total de CO2 na atmosfera também ficou menor de forma repentina no norte da Itália, um dos países mais afetados pela pandemia. Por lá, a queda foi de 40% – a diferença é tão grande que dá para ver a mancha de poluição diminuindo em imagens de telescópio. No Brasil, no estado de São Paulo, houve queda de 50% na poluição do ar após uma semana de quarentena.

Devido a isso, minha opinião é que as coisas vão ser melhores depois que a epidemia passar. A população aprenderá a dar mais valor para o meio ambiente e para o planeta em si. Nosso cotidiano durante os últimos anos apenas mostrou que o mundo precisava de mudança, mas tivemos que aprender isso de uma forma ruim, obrigados a ficar em casa e a repensar nossos costumes como cidadãos. A mudança não é apenas de país, e sim da população se unindo para fazer a diferença. 

Portanto, daremos mais valor às nossas famílias, que têm sido nossa base e porto seguro durante a pandemia, seja emocionalmente ou financeiramente. Criamos laços diferentes entre amigos, a maioria deles mais fortes. Ficaremos próximos como seres humanos, de forma mais intensa. Toda mudança que estamos tendo neste momento é necessária para a evolução interior e exterior do que estamos vivendo e do que viveremos no futuro.


Pessimista, ele questiona se medidas de segurança serão cumpridas quando o pior momento passar

Por Nicolas Gimenez Alcalde – 9º C  

O mundo está passando por uma forte pandemia, e no momento as pessoas costumam pensar apenas no presente, mas e o futuro? Infelizmente, não tenho um forte otimismo sobre esse assunto.

Queria pensar que as pessoas que sobreviverem a esta pandemia terão um pensamento melhor, e mais cuidadoso, usando máscara ao sair de casa, passando álcool gel e mantendo a higiene das mãos devidamente, mas acabo pensando que a humanidade já passou por tantas “crises” de doenças, como tuberculose, H1N1, febre amarela, dengue e, mais antigamente, a gripe espanhola e a peste bubônica. E mesmo assim as coisas não melhoraram: aparentemente quem conseguiu sobreviver a essas epidemias não levou o aprendizado adiante.

Também penso que, se durante a pandemia algumas pessoas não respeitam o isolamento social e discordam da  OMS (Organização Mundial da Saúde), que praticamente implora para as pessoas ficarem em casa, imagina depois de tudo isso acabar? Boa parte da população não vai respeitar mais as recomendações da segurança, e o pior é que essa doença “evolui”com a falta de empatia das pessoas, a falta de pensar no próximo. Não usar máscara e não praticar o que está sendo pedido afeta você mesmo e todos a sua volta.

Além disso há a economia, que já está sendo muito afetada. As vendas varejistas caíram cerca de 70% e muitas pessoas estão ficando desempregadas, fora que muitos comércios estão fechando as portas. 

Então, espero que ao fim dessa pandemia minha opinião seja alterada: torço para as pessoas terem mais empatia e que sejam respeitosos com as medidas que serão tomadas, mas pelo que já expressei, ainda penso que o mundo pós-pandemia infelizmente não será melhor.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Atividade física em casa: um desafio durante a pandemia


Manter a rotina de exercícios no período de isolamento é fundamental, mas exige cuidado
 
Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Considerada uma das principais medidas preventivas para evitar o contágio do novo coronavírus, a recomendação de não sair de casa causou uma mudança no hábito de praticar atividades físicas, que agora precisa ser dentro de casa e com os materiais mais diversos e acessíveis.

Como já sabemos, estamos lutando contra o novo covid-19 e nosso dever nesse momento é ficar em casa, sair apenas quando necessário e sempre com máscara, entre várias outras medidas sugeridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Em meio a essa situação, deve-se evitar reuniões comemorativas; comércios não essenciais foram fechados, assim como bares, academias e parques; shoppings têm sua entrada restrita; e escolas estão tendo aulas online.

Com isso, deixamos nossos canais de comunicações ligados mais da metade do dia e podemos dizer que o mundo está vidrado em uma tela de celular ou de uma televisão, adquirindo novas soluções, notícias, datas e índices. Já estamos há meses nessa situação, mas você já analisou seu dia-a-dia? Já pensou o quão produtivo está sendo? Ou até mesmo o quanto seu psicológico pode estar sendo afetado?

Dentro isso, é fundamental relembrar a importância de manter em dia os exercícios físicos. A OMS publicou em uma nota que o corpo e a mente são beneficiados pela atividade física, que reduzi ainda riscos de doenças do coração, acidente vascular cerebral, diabetes, alguns tipos de câncer, hipertensão arterial. 

Professores de educação física recordam ainda que a obesidade é um fator de risco para quem foi infectado pelo coronavírus, e que a atividade física ajuda também a manter a saúde mental, reduzindo o risco de depressão e demência, aliviando o estresse e provocando uma sensação de bem-estar.

É possível manter uma rotina saudável dentro de casa, sem quebrar as normas de isolamento, utilizando objetos simples, como cordas, tapetes ou colchonetes, e pesos dos mais variados, como, por exemplo, pacotes de alimentos. “O tempo ideal é de, no mínimo, 20 minutos, podendo variar conforme o condicionamento físico de pessoa para pessoa. Vídeos na internet podem ajudar, mas não esqueça: toda atividade física deve ser orientada por um profissional capacitado. 

terça-feira, 14 de julho de 2020

A importância do isolamento social para salvar vidas

Ainda sem vacina contra um vírus desconhecido, ficar em casa é a melhor prevenção

Por Júlia Machado Galvão – 9º B
 
Atualmente a maior parte do Brasil está sob alguma forma de isolamento social por conta da pandemia do covid-19. Uma pandemia, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é a disseminação mundial de uma doença. Descoberta no dia 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China, a covid-19 é causada pelo Sars-Cov2, um tipo de coronavírus, que é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, desde um simples resfriado até síndromes respiratórias graves.

Infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS), André Luiz Machado da Silva fala sobre o covid-19, quais os sintomas da doença e as recomendações atuais para se evitar o contágio: “A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através do contato, pelo ar, com secreções respiratórias como: gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro do paciente infectado. Os principais sintomas são: febre, tosse, dificuldade para respirar, coriza e dor de garganta; esses sintomas surgem de 2 a 14 dias após o contágio”, explica.

O especialista falou também sobre os grupos mais suscetíveis à contaminação e às complicações da doença, tais como os casos em indivíduos acima dos 70 anos e naqueles com patologias pré-existentes como doença cardiovascular, diabetes, doença respiratória crônica, hipertensão e neoplasia.

Algumas possíveis prevenções indicadas pelo Ministério de Saúde são: lavar com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienizar com álcool em gel 70%; ao tossir ou espirrar, cobrir nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos; evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas e, ao tocar, lavá-las sempre como já indicado; manter uma distância mínima de cerca de dois metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando; e quando necessária a saída de casa, o uso da máscara é essencial.

Claro que outro modo de prevenção é o isolamento social, determinado pelos governos para evitar a proliferação da doença. Assim, deve-se evitar aglomerações, estão suspensos grandes eventos e as pessoas devem ficar em casa o máximo possível, mantendo-se a distância segura umas das outras. Nesses casos, atividades que são impossíveis de serem promovidas sem distanciamento, como aulas presenciais, estão suspensas enquanto as autoridades sanitárias julgarem necessário. No caso das escolas, há uma possibilidade de que as aulas voltem no mês de setembro.

O infectologista Benedito Antônio Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, diz que o isolamento é importante porque. “Neste momento em que nós não temos uma vacina, nem mesmo um medicamento definido contra esse vírus, o que a gente pode fazer é minimizar a transmissão dele. E uma maneira de minimizar a transmissão dele é minimizar o contato dessa pessoa infectada com outras pessoas que são suscetíveis. E nesse momento todo mundo é suscetível porque ninguém nunca foi infectado por esse vírus."

Silvana Nunes Ferreira, moradora da Grande São Paulo, relata como o isolamento afetou sua rotina diária. “Ele me trouxe preocupações com os meus familiares no sentido de ficarem doentes. E apesar de eu não ter parado de trabalhar, estou tendo mais tempo nos finais de semana para ler e assistir filmes.” Ela fala também que acha o isolamento social a prevenção mais eficaz, pois como no momento ainda não existe uma cura para a doença; e sobre como tem feito sua parte nessa situação de tanta necessidade de empatia. “Estou colaborando também com cestas básicas para as famílias carentes.”

Esse é um momento de empatia e autocuidado: ficando em casa, além de você estar se prevenindo, você está protegendo os próximos também. Ler, praticar atividades físicas, ouvir música e fazer cursos pela internet são algumas atividades recomendadas para quem está entediado com a situação; o mais importante agora é manter a estabilidade psicológica emocional para que problemas como a depressão e ansiedade não entrem na rotina. Este período de isolamento, para quem tem o privilégio de estar com a família, deve ser visto como uma oportunidade para aprender e se redescobrir.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Uma pandemia que apresenta impacto em várias áreas

Funcionamento das igrejas também foi afetado pela necessidade de isolamento social

Por Isabela Almeida Mascarenhas e Natalia Victoria Souza Jonas – 9º C

O período de isolamento social impede muitas pessoas de sair de casa e obriga a adaptação de muitas atividades. Na cidade de Sorocaba, por exemplo, supermercados e outros tipos de comércio estão abrindo com restrições e horários diferentes, enquanto crianças e adolescentes estão tendo aulas online para cumprir o calendário escolar.

Entrevistando moradores da cidade de Sorocaba, perguntamos como está sendo a rotina das pessoas nesse período para entender como a quarentena afetou o dia a dia das pessoas. “Eu não trabalho fora, porém tenho meus compromissos. Um deles é com a igreja, onde não pude exercer meu cargo nesse período de epidemia, e afetou bastante foi não poder ter contato com minha família e entes queridos”, diz Darlene Mascarenhas

Rosângela, que trabalha com vendas, teve sua rotina bastante afetada. “Tenho muito contato com o público, e nesse período de quarentena caiu bastante o consumo na área em que atuo, de produtos perecíveis. Já em minha rotina eu e meus colegas de trabalho tivemos que mudar alguns aspectos, como o uso de máscara e um maior distanciamento uns dos outros. Em casa, com minha família, estamos tomando todos os cuidados devidos, pois eu sou a única que saio e tenho minha mãe, que é idosa e tem risco maior de contágio", diz.

Beatriz Almeida, enfermeira, conta um pouco da rotina no hospital. “Estamos tomando muito cuidado. Uso de máscara e roupas protetoras é obrigatório, tendo que passar por máquinas, medir febre e fazer esterilização das roupas, além do uso do álcool gel. Nós estamos fazendo o possível para melhor a situação em que estamos vivendo hoje."

Os sintomas da Covid-19 mais conhecidos são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar. A intensidade vai depender de cada pessoa: pode variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Cerca de 20% dos casos podem requerer atendimento hospitalar, por apresentarem dificuldades respiratórias, e parte desses pacientes podem necessitar de suporte artificial para o tratamento de insuficiência respiratória.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Saúde mental: conselhos para continuar bem durante a pandemia

Psicóloga explica como lidar com tantas coisas novas de uma só vez   

Por Isabela Zanin de Souza e Luiza Oliva de Morais Paes – 9º A

Todos nós sabemos o quão difícil está sendo lidar com uma pandemia. Muitas coisas mudaram desde o fim de fevereiro, desde foi anunciado aqui no Brasil o primeiro caso de covid-19, doença causada pelo coronavírus, família de vírus responsável por diversas doenças respiratórias.

Na verdade, o problema vai muito além disso. Em consequência da pandemia, veio uma longa quarentena, que tenta manter as pessoas em casa, fazendo com que elas saiam o mínimo necessário. Isso tem prejudicado a economia, com a redução da atividade em vários negócios, mas fala-se menos de outro impacto: no psicológico das pessoas, uma vez que se adaptar a um novo estilo de vida sem contato físico é realmente muito difícil.

Não podemos nos deixar abater. Precisamos nos manter informados, mas também ocupar nossas cabeças com coisas produtivas que não conseguíamos realizar por falta tempo antes. Essa é uma das dicas de nossa entrevistada, a psicóloga  Flávia Elizabeth Oliva de Morais Paes.

Como profissional, o que você aconselharia as pessoas para que consigam manter uma boa saúde mental em meio uma crise mundial?
Flávia – A primeira coisa é não desanimar, pensar positivo e pensar que isso vai passar, que não é o fim do mundo. Segundo, tentar manter uma rotina. Mesmo que você não tenha que fazer nada durante o dia, precisa ter uma, senão bate o desanimo, e pode até acabar virando uma depressão. Nós ficamos ociosos, o que nos deixa ansiosos, então você tem que tentar manter um ritmo parecido ou quase igual de quando você tinha sua rotina normal. Tenha um hobby, coloque uma coisa que você gosta na rotina, e tente se ocupar da melhor forma. Não fique vendo noticiário: acompanhe só uma vez por dia, de preferência de manhã, o excesso de informação pode te deixar ansioso.

É possível tirar bons aprendizados dessa experiência? Se sim, como?
Flávia – Sim, tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, então, de toda a situação, mesmo que seja uma tragédia, a gente acaba tirando uma coisa boa, tudo vai do olhar que você tem da situação, se você mantiver um olhar positivo, vai conseguir tirar coisas boas daquilo. Aproveite a sua família, tente se conhecer melhor, ler um livro que você gostaria de ler mas no dia a dia acaba sem tempo. Esse é o momento de fazer as coisas que você reclamava antes que não tinha tempo mas agora tem.
    
O que você, pessoalmente, está fazendo para conseguir lidar com esse momento?
Flávia – Estou vivendo um dia após o outro, ou seja, estou tentando fazer as coisas sem ficar pensando no dia de amanhã. Fazendo coisas que eu gosto como cuidar dos meus filhos, produzir artesanato, decorar a minha casa, receitas diferentes. Não sabemos o que o futuro nos guarda, então não adianta ficar preocupado com o que vai acontecer.

Entrevistamos também Taís Zanin de Souza, moradora de Sorocaba, para conhecer um pouco de sua rotina.

Quais os cuidados que você está tomando para evitar contrair a covid-19?
Taís – Bom, estou seguindo todas as regras de isolamento social e tomando todos os cuidados necessários de higiene, como lavar sempre as mãos e higienizar as compras ao chegar do mercado. O uso de máscara ao sair já virou um hábito também 

Como têm sido os seus dias isolada?
Taís – Procuro sempre estar em família, assistindo a filmes, com pensamentos positivos sem perder a fé. Manter o contato com familiares através de videochamadas é essencial para mim, nos faz sentirmos mais unidos, também gosto de me manter informada, mas não com excesso de informações, seguindo em frente sempre positiva.”

E como está cuidando da sua saúde física nesse tempo de pandemia?
Taís = Estou me exercitando através de aulas online, mantendo uma boa alimentação e tomando banhos de sol para que não falte vitamina D. Criei um hábito de fazer saladas bem mais saudáveis no intuito de me manter em forma e com a imunidade bem alta.

Como podemos ver, todos nós estamos fazendo o possível para fazer a diferença! E é importante lembrar, fiquem em casa e se cuidem! Essa doença não é brincadeira, o remédio mais eficaz nesse momento é se prevenir e não deixar que o vírus entre nas nossas casas.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Home office: alternativa para o trabalho não parar

Cerca de 60% dos brasileiros tiveram de optar pelo trabalho remoto durante a pandemia

Por Carla Roberta Camargo da Silva e Clara Moura Fé Xavier – 9º B

Seis de cada dez brasileiros estão trabalhando diretamente de suas casas durante o período de restrição do contato social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Antes restrito a alguns profissionais, o home office, ou trabalho remoto, agora é praticado por milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo por causa da pandemia.  

Diversas empresas que trabalham com serviços de escritório, feitos em computador se adaptaram a essa nova maneira de trabalhar, entre elas empresas e órgão públicos, que optaram por preservar a saúde dos funcionários e manter uma grande porcentagem da sua produtividade. 

Pesquisa realizada pela empresa Hibou revela que 59,9% dos brasileiros está trabalhando em casa e, destes, 41,6% estão usando vídeo conferencias para isso. Os entrevistados alegam estar trabalhando mais em casa do que quando trabalhavam em seus escritórios. Uma categoria que afirma isso é a dos professores.

“Achei que o impacto não seria algo tão grande no Brasil, foi uma surpresa, um pouco assustador, porque a gente começou a saber das coisas e na semana seguinte já não havia crianças na escola”, comenta a professora Sheila Moura Fé Xavier, que precisou passar por um processo de adaptação dos métodos. “Toda a apresentação das aulas tem de ser preparada pelo computador, com slides, tive que aprender a mexer em vários aplicativos para conseguir atender a demanda, além de adaptar minha casa”, conta a docente.

Ela pelo menos teve a vantagem de não ter seu salário reduzido, como aconteceu com profissionais de vários setores, mesmo com o trabalho remoto. Além disso, ainda há a dificuldade de conciliar profissional à vida familiar. Para que o serviço a distância seja eficiente, é importante a colaboração de pessoas que moram junto com o profissional. 

“A adaptação da rotina foi complicada, porque tinha a questão de internet não suportar o uso dela para as aulas. Também tivemos que fazer mudanças na sala, para eu conseguir dar aula, tanto que eu dou aula na sala de jantar. Tive ainda que comprar uma webcam”, relata. “É preciso cuidar de tudo, fechar as janelas para não ter tanto ruído, ajustar a luz. Mas hoje já estou acostumada e o trabalho vem transcorrendo da melhor forma possível.”

Se para os professores trata-se de uma mudança provisória, para alguns a mudança vem para ficar. Antes visto como uma estratégia de modernização e agora como questão de sobrevivência, o home office deve se manter ativo em várias áreas de comércio e serviços, uma vez que não se sabe até quando a pandemia vai durar e, mesmo depois, muitos hábitos podem ser modificados permanentemente. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A vida atribulada de uma obstetriz em tempos de pandemia

O número de casos de covid-19 tem aumentado no mundo inteiro, e entrevistados contam como tiveram a vida afetada 

Por Ana Clara Migliari Claro Gomes e Carolina Júlia Lourenço Antunes – 9º C

É inegável que com a chegada da Covid-19 o mundo mudou completamente e a vida de milhares de pessoas foi afetada; muitos trabalhadores tiveram seus salários reduzidos ou estão sem receber, várias pessoas ficaram desempregadas e muitas estão passando necessidades.

A vida dos profissionais de saúde, por exemplo, foi completamente afetada, com uma rotina desgastante já na chegada ao trabalho, conta Aline Paschoal Costa, 32, obstetriz (médica que cuida de partos humanizados) do Hospital e Maternidade Amador Aguiar. “Assim que chego a meu setor coloco uma roupa privativa, com máscara e touca. Vejo todas as gestantes e por último vou ao quarto de uma gestante com covid-19. A gente tem que colocar uma touca nova, máscara especial, viseira de proteção, avental, protetor no pé, outro avental por cima, duas luvas na mão e aí pode entrar no quarto”, diz, enumerando as ações preventivas.

Ela admite que o atendimento é bem mais complicado. “Tento avaliar o mais distante possível, mas às vezes não tem jeito porque preciso auscultar o neném, apalpar a barriga, ver os sinais, enfim. Na hora de sair, o primeiro par de luvas eu tiro dentro do quarto, mexo na maçaneta e tiro o resto da paramentação do lado de fora. Quando acabo de tirar, vou para a pia lavar as mãos e aí troco tudo o que estava usando. O pessoal do pronto socorro trabalha à noite inteira com a paramentação como se todo mundo estivesse com o coronavírus, porque a gente nunca sabe se quem está chegando na porta tem ou não.”

Mas profissionais de outros setores também foram afetados. ”Quem tem mais de 60 anos ficou afastado por ser do grupo de risco, porque as pessoas mais idosas são mais propicias a pegar o coronavírus, então elas foram afastadas e estão há mais de três meses em casa, sem trabalhar”, conta Edson Carlos Teles, 57, mecânico de aviões, há 30 anos funcionário da Embraer.

Ele conta que a empresa está se esforçando para não demitir funcionários. “O pessoal do escritório está trabalhando em home office, alguns fizeram acordos com redução de jornada de trabalho e também redução de salário, só as pessoas essenciais estão trabalhando e tem muita gente em casa que está esperando a pandemia terminar. Por enquanto, ninguém ainda foi despedido do meu trabalho”, relata.

Uma tentativa do governo de ajudar as pessoas que não possuem renda fixa foi disponibilizar um auxilio emergencial no valor de R$ 600, porém a medida não obteve total sucesso, pois muitas pessoas que não precisam dessa ajuda se inscreveram e estão recebendo o dinheiro no lugar de famílias que realmente precisam desse apoio.

Com o fechamento compulsório das instituições de ensino, a maioria optou por aulas online. “Para mim tem seus pontos fortes e fracos. As aulas ficam gravadas, então você tem muito mais liberdade nesse aspecto; mas, é muito mais difícil você se concentrar na aula porque em casa tem muito mais distrações”, relata Ingrid Musalska Claro Gomes, 18, estudante de psicologia da PUC-SP. “Acho que a gente não tem que se culpar, pois é uma situação complicada para todo mundo, e isso atrapalha nosso aprendizado”, analisa.

Uma medida muito interessante que o governo do Estado de São Paulo tomou foi formar uma parceria com a TV Cultura. O canal 2.3 passou a ser TV Cultura Educação, que tem até 10 horas de programação diária ao vivo, com transmissão de aulas para estudantes que não contam com acesso fácil à internet.

Para não perdermos as esperanças, a estudante Carolina Júlia Lourenço Antunes, 14, deixou-nos uma mensagem de otimismo. “Em meio a tantas incertezas, a única coisa que nos resta fazer é esperar e acreditar que novos tempos virão. Este período de pandemia é estressante para todos nós, mas tudo ficará bem.”