Ainda sem vacina contra um vírus desconhecido, ficar em casa é a melhor prevenção
Por Júlia Machado Galvão – 9º B
Atualmente a maior parte do Brasil está sob alguma forma de isolamento social por conta da pandemia do covid-19. Uma pandemia, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é a disseminação mundial de uma doença. Descoberta no dia 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China, a covid-19 é causada pelo Sars-Cov2, um tipo de coronavírus, que é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, desde um simples resfriado até síndromes respiratórias graves.
Infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS), André Luiz Machado da Silva fala sobre o covid-19, quais os sintomas da doença e as recomendações atuais para se evitar o contágio: “A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através do contato, pelo ar, com secreções respiratórias como: gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro do paciente infectado. Os principais sintomas são: febre, tosse, dificuldade para respirar, coriza e dor de garganta; esses sintomas surgem de 2 a 14 dias após o contágio”, explica.
O especialista falou também sobre os grupos mais suscetíveis à contaminação e às complicações da doença, tais como os casos em indivíduos acima dos 70 anos e naqueles com patologias pré-existentes como doença cardiovascular, diabetes, doença respiratória crônica, hipertensão e neoplasia.
Algumas possíveis prevenções indicadas pelo Ministério de Saúde são: lavar com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienizar com álcool em gel 70%; ao tossir ou espirrar, cobrir nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos; evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas e, ao tocar, lavá-las sempre como já indicado; manter uma distância mínima de cerca de dois metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando; e quando necessária a saída de casa, o uso da máscara é essencial.
Claro que outro modo de prevenção é o isolamento social, determinado pelos governos para evitar a proliferação da doença. Assim, deve-se evitar aglomerações, estão suspensos grandes eventos e as pessoas devem ficar em casa o máximo possível, mantendo-se a distância segura umas das outras. Nesses casos, atividades que são impossíveis de serem promovidas sem distanciamento, como aulas presenciais, estão suspensas enquanto as autoridades sanitárias julgarem necessário. No caso das escolas, há uma possibilidade de que as aulas voltem no mês de setembro.
O infectologista Benedito Antônio Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, diz que o isolamento é importante porque. “Neste momento em que nós não temos uma vacina, nem mesmo um medicamento definido contra esse vírus, o que a gente pode fazer é minimizar a transmissão dele. E uma maneira de minimizar a transmissão dele é minimizar o contato dessa pessoa infectada com outras pessoas que são suscetíveis. E nesse momento todo mundo é suscetível porque ninguém nunca foi infectado por esse vírus."
Silvana Nunes Ferreira, moradora da Grande São Paulo, relata como o isolamento afetou sua rotina diária. “Ele me trouxe preocupações com os meus familiares no sentido de ficarem doentes. E apesar de eu não ter parado de trabalhar, estou tendo mais tempo nos finais de semana para ler e assistir filmes.” Ela fala também que acha o isolamento social a prevenção mais eficaz, pois como no momento ainda não existe uma cura para a doença; e sobre como tem feito sua parte nessa situação de tanta necessidade de empatia. “Estou colaborando também com cestas básicas para as famílias carentes.”
Esse é um momento de empatia e autocuidado: ficando em casa, além de você estar se prevenindo, você está protegendo os próximos também. Ler, praticar atividades físicas, ouvir música e fazer cursos pela internet são algumas atividades recomendadas para quem está entediado com a situação; o mais importante agora é manter a estabilidade psicológica emocional para que problemas como a depressão e ansiedade não entrem na rotina. Este período de isolamento, para quem tem o privilégio de estar com a família, deve ser visto como uma oportunidade para aprender e se redescobrir.