Cerca de 60% dos brasileiros tiveram de optar pelo trabalho remoto durante a pandemia
Por Carla Roberta Camargo da Silva e Clara Moura Fé Xavier – 9º B
Seis de cada dez brasileiros estão trabalhando diretamente de suas casas durante o período de restrição do contato social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Antes restrito a alguns profissionais, o home office, ou trabalho remoto, agora é praticado por milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo por causa da pandemia.
Diversas empresas que trabalham com serviços de escritório, feitos em computador se adaptaram a essa nova maneira de trabalhar, entre elas empresas e órgão públicos, que optaram por preservar a saúde dos funcionários e manter uma grande porcentagem da sua produtividade.
Pesquisa realizada pela empresa Hibou revela que 59,9% dos brasileiros está trabalhando em casa e, destes, 41,6% estão usando vídeo conferencias para isso. Os entrevistados alegam estar trabalhando mais em casa do que quando trabalhavam em seus escritórios. Uma categoria que afirma isso é a dos professores.
“Achei que o impacto não seria algo tão grande no Brasil, foi uma surpresa, um pouco assustador, porque a gente começou a saber das coisas e na semana seguinte já não havia crianças na escola”, comenta a professora Sheila Moura Fé Xavier, que precisou passar por um processo de adaptação dos métodos. “Toda a apresentação das aulas tem de ser preparada pelo computador, com slides, tive que aprender a mexer em vários aplicativos para conseguir atender a demanda, além de adaptar minha casa”, conta a docente.
Ela pelo menos teve a vantagem de não ter seu salário reduzido, como aconteceu com profissionais de vários setores, mesmo com o trabalho remoto. Além disso, ainda há a dificuldade de conciliar profissional à vida familiar. Para que o serviço a distância seja eficiente, é importante a colaboração de pessoas que moram junto com o profissional.
“A adaptação da rotina foi complicada, porque tinha a questão de internet não suportar o uso dela para as aulas. Também tivemos que fazer mudanças na sala, para eu conseguir dar aula, tanto que eu dou aula na sala de jantar. Tive ainda que comprar uma webcam”, relata. “É preciso cuidar de tudo, fechar as janelas para não ter tanto ruído, ajustar a luz. Mas hoje já estou acostumada e o trabalho vem transcorrendo da melhor forma possível.”
Se para os professores trata-se de uma mudança provisória, para alguns a mudança vem para ficar. Antes visto como uma estratégia de modernização e agora como questão de sobrevivência, o home office deve se manter ativo em várias áreas de comércio e serviços, uma vez que não se sabe até quando a pandemia vai durar e, mesmo depois, muitos hábitos podem ser modificados permanentemente.