quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cuidado e precaução enquanto a vacina não vem

População não pode relaxar nas medidas de prevenção enquanto medicamento preventivo não for aprovado

Por Nicolas de Paula Batista Doles – 9º C

Desde que começou a pandemia de Covid-19, todos se perguntam quando tudo isso acabará, quando as coisas voltarão ao normal. É claro que o “normal” será levemente alterado, mas mesmo assim esperamos ansiosamente retornar as nossas rotinas e ao nosso dia a dia habitual, na escola, no trabalho e nas atividades sociais.

O “normal” aguardado só será possível com a tão sonhada vacina, que nos deixará imunes ao temido novo coronavírus. Há muitas opiniões sobre o progresso e avanço dessas vacinas: alguns especialistas acham que ela sairá ainda neste ano, já outros só esperam para o ano que vem.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais 120 projetos sendo desenvolvidos no mundo todo. Oito deles já estão em fase final de testes em humanos e quatro podem sair ainda em 2020. Os projetos devem garantir que a vacina seja eficaz, segura e acessível, protegendo as pessoas sem causar efeitos colaterais.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura, acredita que esperar que a vacina esteja disponível nos postos de saúde ainda neste ano é de um otimismo exagerado. “Como o acompanhamento dos testes dura três meses, não acredito que saia ainda neste ano. O primeiro trimestre de 2021 já seria um cenário muito positivo e otimista”, afirmou. Ela explica que há fatores que podem colaborar para que o medicamento esteja disponível ainda em 2020, como a aceleração na inclusão dos participantes no estudo de fase 3, a de testes em larga escala, e a apresentação imediata de resultados positivos, o que ela considera difícil.

O professor titular do Instituto de Química da Unicamp e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Carlos Dias, também aponta para uma disponibilização da vacina da covid-19 apenas no ano que vem. “Se tudo der muito certo, teremos uma vacina para julho de 2021 e se tudo der muito, muito, muito certo, no primeiro trimestre de 2021. É preciso cautela e é importante lembrar que precisamos de produção em larga escala, pois estamos falando em vacinar oito bilhões de pessoas no mundo todo e 212 milhões no Brasil”, disse.

Enfim, é preciso ter paciência. E, enquanto as vacinas não estiverem à disposição, manter as ações de prevenção e distanciamento social para evitar que a doença continue a se espalhar na velocidade atual.