Fugir das notícias ruins e orar são maneiras de manter a estabilidade emocional
Por Leonardo Henrique Simões Franguelli – 9º A
Como os principais países do mundo, o Brasil foi severamente atingido pela pandemia de covid-19, que mudou rotinas e afetou drasticamente as empresas de pequeno, médio e grande porte, reduzindo o faturamento e levando à demissão de milhões de trabalhadores, devido à queda na atividade comercial.
O novo coronavírus atinge as pessoas de forma indiscriminada, mas a doença afeta mais severamente os idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como: câncer, diabetes, pressão alta, colesterol e problemas cardíacos, entre outros. A forçada também serviu para mudar hábitos: muitas pessoas que se dedicavam principalmente ao trabalho estão aprendendo a reservar mais tempo para a família, para cozinhar e para momentos de reflexão.
“Devido a essa pandemia, mudei completamente a minha rotina, só saio de casa para ir trabalhar e, às vezes ao mercado bem rápido, procurando ficar o menor tempo possível no estabelecimento, e volto para casa, isso durante a semana. E nos finais de semana fico na residência da minha companheira Sônia, não viajamos e nem passeamos mais, está sendo muito difícil cumprir a quarentena, pois não podemos visitar os netos e os filhos, e nem eles nos visitar. Eu sou uma pessoa que pertenço ao grupo de risco, pois tenho problema cardíaco”, relatou o meu avô Wagner Simões, 71 anos.
Sônia Maria, de 64 anos, sua companheira, foi diretamente afetada em seu trabalho no comércio. “Eu nunca fiquei tanto tempo dentro de casa, tenho que deixar as portas do meu estabelecimento fechadas. Emocionalmente, estou muito triste, depressiva, e com muita saudade, pois estou longe dos meus familiares, amigos e das pessoas que eu amo, pertenço ao grupo de risco devido à idade”, explica.
“Desde o início da quarentena, devido ao vírus que se alastrou pelo mundo, a minha rotina mudou bastante. Trabalho somente meio período, pois já tivemos redução de jornada de trabalho, devido à queda de serviços. Tenho dois filhos, que tiveram totalmente restritos o lazer e a diversão; também não visito mais meu pai, familiares e amigos, não podendo ser visitada, devido ao isolamento social”, disse a minha mãe, Tânia Regina Simões, de 46 anos.
Sua irmã, Sônia, manteve a rotina do trabalho fora de casa, apenas recorrendo a mais cuidados, como o uso de máscara e o álcool gel. E evita ficar muito ligada nas notícias mais catastróficas. “Quando chego em casa não assisto às notícias, para não entrar nessa loucura. Minha vida pessoal é que mudou muito, tenho aproveitado a necessidade de ficar em casa para dedicar-me a família, casa, oração e meditar a palavra de Deus, que me fortalece a cada dia. Isso ajudou para a pandemia não me afetasse emocionalmente”, conclui.