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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Globalização: seria ela a grande responsável pela propagação do coronavírus?

Expansão do comércio e do turismo entre países possibilitou que a pandemia alcançasse níveis inéditos mundo afora

Por Ana Júlia da Costa Tavares, Felipe Machado dos Santos, Gabriela Silva da Costa, Isabelle Cristine de Oliveira, Matheus Meck dos Santos e Naomi.Obara de Souza – Terceirão

O mundo se viu obrigado a parar suas atividades por conta de um vírus que surgiu na China em dezembro de 2019 e que se espalhou para o mundo em março deste ano. O gigante asiático hoje é líder mundial em comércio: exporta roupas, autopeças, telefones celulares, entre muitos outros produtos de grandes marcas, o que abriu as portas do mundo para o vírus entrar e causar a maior crise sanitária do século.

A união dos mercados de diferentes nações quebra os limites de fronteira por meio da globalização, grande responsável pela rapidez de informações e interação dos países, não só economicamente, como socialmente.

É inegável que a rede de turismo, facilitou a propagação do novo coronavírus pelo mundo, já que proporciona a interação de variados territórios e, sem dúvidas, foi o mercado mais afetado pela crise mundial consequente da pandemia.

Assim como a velocidade dos veículos de informação, o vírus se espalhou rapidamente, atingindo cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo e causando quase 1 milhão de mortes, em números atualizados nesta terça-feira, resultado em grande parte da demora das autoridades em tomar atitudes.

Com uma interação bem menor, com vacinas ainda em desenvolvimento e lidando com um inimigo invisível, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a pandemia está longe do fim. O que resta para a humanidade agora é a esperança.


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Novas mutações no Sars-Cov2 e suas possíveis implicações

Variações genéticas dificultam as pesquisas para obtenção de remédios e vacinas contra a Covid-19

Por Breno Garcia, João Igor Pisaniello Alves de Oliveira, Julia Medeiros, Leonardo de Souza. Luan Caue Rodrigues Alves, Lucas Dorta Leister Camelim e Shuyani Farias Silva – Terceirão

Compreender as mutações do Sars-CoV-2 é de extrema importância para a produção de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. Hoje, há registros de sete espécies do vírus que podem causar infecção em humanos, sendo que três delas podem acarretar doenças graves: 

  • o Sars-CoV é o agente da pandemia de Sars (síndrome respiratória aguda grave) que afetou o mundo entre 2002 e 2003;
  • o Sars-CoV2 é o vírus responsável pela atual pandemia que enfrentamos; 
  • o Mers-CoV provoca a síndrome respiratória do Oriente Médio, que ganhou esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012, e não chegou a ser uma pandemia, pois teve casos restritos a aquela região.

Essas mutações são pequenas alterações no código genético dos vírus, o que pode gerar novas características para as doenças por eles causadas. Segundo cientistas do Laboratório Nacional Los Alamos, houve por volta de 14 mutações no Sars-CoV2, e a que eles consideram mais alarmante é a D614G, que demonstrou muita facilidade em se espalhar pelo mundo.

Quando o vírus se mantém estabilizado, as pesquisas e estudos ficam mais fáceis, pois todos sabem com o que estão lidando, mas quando os vírus vão se alterando a situação se complica, porque as reações e sintomas passam a ser diferentes, dificultando o combate e a prevenção da doença.

O biólogo molecular Andrew Rambaut. da Universidade de Edimburgo, na Escócia, afirmou que em média o Sars-CoV2 sofre de uma a duas mutações por mês. Apesar de parecer alarmante, é um ritmo de transformação mais lento que o vírus que causa a gripe tradicional, cuja vacina, por causa disso, precisa ser renovada todos os anos.

Há mais de mil sequenciamentos genéticos do novo coronavírus, os quais são divididos em três grupos: A, B e C. O tipo A é considerado o “original” que foi encontrado em morcegos e pangolins; o tipo B, uma variação deste, tem maior incidências no Leste da Ásia, mas não se espalhou muito; o C é o majoritário na Europa, e foi encontrado também na França, Itália, Suécia e Brasil. 

Não se sabe ainda como esse vírus foi passado de animais para humanos, e nenhum estudo ainda conseguiu comprovar que as mutações podem torná-lo mais contagioso ou letal – mas notoriamente percebe-se que elas dificultam as pesquisas e o trabalho para a obtenção da vacina que pode nos tirar desta pandemia.