Medidas de isolamento forçaram a restrição de muitas atividades, e espírito empreendedor precisou falar mais alto
Por Artur Salvador Moro e Henderson Mavignier Gaspar Thenório Pinto – 9º B
Uma das ações mais complexas e controversas para frear a pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-Cov2, foi a adoção de medidas de isolamento social e restrição das atividades comerciais. Num primeiro momento, apenas supermercados, farmácias, padarias e outras atividades consideradas essenciais foram liberadas para continuar abertas.
A decisão afetou principalmente lojas, restaurantes e shoppings. Muitos comerciantes deixaram de faturar com o fechamento e passaram a correr risco de ir à falência por problemas como a quantidade de estoque que possuem na loja e o aluguel do imóvel em que se encontram. Foi então que os comerciantes tiveram que adotar a criatividade e mais do que nunca explorar seu espírito empreendedor.
“Ficou complicado manter a loja fechada, mas, como todo bom empreendedor, nessas horas difíceis passamos a criar estratégias e competências para lidar com essa situação adversa e usar criatividade para tentar amenizar a situação. Tenho certeza que esta lição veio para nos fortalecer e deixar os empresários mais fortes”, conta Márcia Mavignier Gaspar Paiva, dona de uma loja de roupas e calçados em Marechal Deodoro, no interior de Alagoas.
Entre as medidas adotadas pelos comerciantes no momento inicial está o sistema de delivery, ou seja, de entregas em domicílio – muito comum para a venda de comida, ele passou a ser adotado até por outros setores, como roupas, calçados e até mesmo de eletrônicos.
Nas últimas semanas, medidas adotadas pelos governos, a pedido dos empresários, passaram a permitir a abertura com restrições dos comércios, com uso de máscaras por funcionários e clientes e limitação da entrada de clientes nas lojas – em alguns casos, as pessoas são atendidas na rua pelos comerciários, com faixas que impedem a entrada no recinto.
As medidas de isolamento são necessárias porque o novo coronavírus é transmitido por meio de secreções e de contato direto com uma pessoa contaminada, ou até mesmo ao tocar em algum objeto (botão do elevador, corrimão, computador, caneta) contaminado. Além disso, as pessoas demoram em média cinco dias para apresentar os sintomas, mas a ciência ainda não tem conclusões definitivas sobre a transmissão do vírus no período antes dos sintomas
Assim, fica o recado de Márcia para seus parentes aqui de Sorocaba, e que na verdade vale para todos. “As regras de prevenção contam para todo o país: lavar as mãos com cuidado, usar álcool gel, evitar aglomerações, ficar em casa o quanto foi possível. Não deixem de se prevenir, porque eu não estou com vontade perder ninguém!”