Otimista, ela acredita que as pessoas passarão mais a valorizar as pequenas coisas
Por Maria Eduarda Dias da Costa – 9º C
O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Esse novo agente foi descoberto no fim de 2019, daí o nome Covid-19 para a doença que ele causa. De lá para cá, o mundo todo tem feito desde quarentena até isolamento social para tentar controlar a epidemia, variando a postura entre os países e respectivos líderes. Devido a todos os fatos que tem ocorrido desde que começou a propagação do vírus, minha opinião é que o mundo vai ser melhor do que era antes.
Um dos fatos é que a poluição diminuiu drasticamente devido ao vírus, pois as pessoas pararam de viajar, de circular com o carro e indústrias produziram menos; por isso, a poluição do ar caiu consideravelmente. Em Nova York, o tráfego diminuiu 35% desde a chegada do novo coronavírus. Na China, epicentro inicial da pandemia, as emissões de CO2 caíram 25% em apenas duas semanas, o que, segundo estimativas, pode resultar numa redução de 1% em 2020 em relação ao ano passado.
O total de CO2 na atmosfera também ficou menor de forma repentina no norte da Itália, um dos países mais afetados pela pandemia. Por lá, a queda foi de 40% – a diferença é tão grande que dá para ver a mancha de poluição diminuindo em imagens de telescópio. No Brasil, no estado de São Paulo, houve queda de 50% na poluição do ar após uma semana de quarentena.
Devido a isso, minha opinião é que as coisas vão ser melhores depois que a epidemia passar. A população aprenderá a dar mais valor para o meio ambiente e para o planeta em si. Nosso cotidiano durante os últimos anos apenas mostrou que o mundo precisava de mudança, mas tivemos que aprender isso de uma forma ruim, obrigados a ficar em casa e a repensar nossos costumes como cidadãos. A mudança não é apenas de país, e sim da população se unindo para fazer a diferença.
Portanto, daremos mais valor às nossas famílias, que têm sido nossa base e porto seguro durante a pandemia, seja emocionalmente ou financeiramente. Criamos laços diferentes entre amigos, a maioria deles mais fortes. Ficaremos próximos como seres humanos, de forma mais intensa. Toda mudança que estamos tendo neste momento é necessária para a evolução interior e exterior do que estamos vivendo e do que viveremos no futuro.
Pessimista, ele questiona se medidas de segurança serão cumpridas quando o pior momento passar
Por Nicolas Gimenez Alcalde – 9º C
O mundo está passando por uma forte pandemia, e no momento as pessoas costumam pensar apenas no presente, mas e o futuro? Infelizmente, não tenho um forte otimismo sobre esse assunto.
Queria pensar que as pessoas que sobreviverem a esta pandemia terão um pensamento melhor, e mais cuidadoso, usando máscara ao sair de casa, passando álcool gel e mantendo a higiene das mãos devidamente, mas acabo pensando que a humanidade já passou por tantas “crises” de doenças, como tuberculose, H1N1, febre amarela, dengue e, mais antigamente, a gripe espanhola e a peste bubônica. E mesmo assim as coisas não melhoraram: aparentemente quem conseguiu sobreviver a essas epidemias não levou o aprendizado adiante.
Também penso que, se durante a pandemia algumas pessoas não respeitam o isolamento social e discordam da OMS (Organização Mundial da Saúde), que praticamente implora para as pessoas ficarem em casa, imagina depois de tudo isso acabar? Boa parte da população não vai respeitar mais as recomendações da segurança, e o pior é que essa doença “evolui”com a falta de empatia das pessoas, a falta de pensar no próximo. Não usar máscara e não praticar o que está sendo pedido afeta você mesmo e todos a sua volta.
Além disso há a economia, que já está sendo muito afetada. As vendas varejistas caíram cerca de 70% e muitas pessoas estão ficando desempregadas, fora que muitos comércios estão fechando as portas.
Então, espero que ao fim dessa pandemia minha opinião seja alterada: torço para as pessoas terem mais empatia e que sejam respeitosos com as medidas que serão tomadas, mas pelo que já expressei, ainda penso que o mundo pós-pandemia infelizmente não será melhor.