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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A ciência muda o mundo

Ações de institutos de pesquisa ajudam a sociedade a enfrentar o desafio do novo coronavírus

Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Os institutos de pesquisa são responsáveis por buscar novas informações que solucionem problemas na sociedade. Com o novo coronavírus, que se espalhou pelo mundo e provocou uma grande pandemia, os profissionais do ramo da saúde e ciência buscam soluções para evitar o contagio contínuo, assim como a vacina para conter este vírus. 

A Universidade de Brasília (UnB) que foi inaugurada no ano de 1962. é uma das instituições que busca uma resposta a respeito do Covid-19, com cerca de 90 pesquisadores na área da pandemia atualmente. Uma grande preocupação dos pesquisadores e dos profissionais da saúde é a respeito do contágio em que é transmitido o vírus, uma vez que a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de máscaras como forma preventiva de propagação. As máscaras N95 possuem matérias que filtram a maioria de partículas que podem ser inaladas, impedindo assim a transmissão, entretanto a falta de equipamentos de proteção individuais (EPIs) é um problema grave. Assim, chega a ser 50% dos profissionais que afirmam a falta de proteção, de acordo com pesquisas da Associação Paulista de Medicina (APM). 

O projeto Égide, que significa "escudo"; "proteção", estuda a produção de uma proteção facial mais eficaz, como a de barrar e inativar o vírus; outro projeto que podemos citar é o de descontaminar as mesmas, garantindo assim a total segurança de ser reaproveitada por profissionais. A criação da máscara vem de uma substância encontrada em cascas de camarões, chamada Vesta, que, além de ser uma substância biodegradável e que pode barrar o vírus, é também um material de baixo custo. Já a descontaminação pode acontecer por uma iluminação específica, a luz ultravioleta, porém, podem degradar outros tipos de materiais como o plástico; a construção desse dispositivo pode nos proporcionar a descontaminação de 2.400 máscaras por dia, o mesmo pode ser encaminhado para hospitais como os de Tocantins, Goiás e Distrito Federal, acompanhado com um protocolo de manuseio, pois certos cuidados devem ser praticados. 

Um grupo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) estão praticando uma tarefa que poderia ser comum no Brasil e não apenas em épocas de crise, pois os integrantes começaram a consertar ventiladores pulmonares mecânicos que se encontravam parados, sem uso em ambientes hospitalares. Eles verificam a segurança elétrica e a parte funcional do aparelho. 

Com a grande demanda de ventiladores parados, principalmente de hospitais públicos, as empresas especializadas não estavam conseguindo atender todas as solicitações, portanto, a universidade agirá tanto contra a pandemia quanto responderá positivamente a sociedade, podendo ajudar inúmeros profissionais da área de saúde com bons e adequados exemplos na restauração de ventiladores.  

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Qual o impacto de um vírus na vida das pessoas?

Pandemia forçou mudanças de rotina e trabalhadores buscam adaptação a um jeito diferente de viver

Por Beatriz Aparecida Silva Sanches Alberto e Yasmin Galvez Assunção de Araújo – 9º A

Com a pandemia de covid-19 se espalhado freneticamente pelo Brasil, os governos tomaram atitudes para impedir que os índices da contagio cresçam ainda mais. Uma das medidas foi a restrição de atividades comerciais, a fim de garantir índices maiores de isolamento social. Isso afetou muito algumas profissões, então entrevistamos algumas pessoas para saber como estão lidando com a pandemia e a mudança de rotina. 

Ester, uma das gerentes de um salão de cabeleireiros no Shopping Iguatemi, em Sorocaba, afirma que sua rotina pessoal mudou como a de muitas pessoas graças ao vírus. Ela e a equipe não tiveram muita escolha: seguindo as determinações das autoridades e do próprio shopping, fecharam as portas no começo da pandemia. Encontraram como alternativa começar a atender os clientes em suas casas em horários espaçados, e, agora retomaram as atividades com as restrições impostas. “Tenho esperança e desejo de que tudo voltará ao normal em breve.”, diz. 

Camila mora em São Paulo e está no segundo ano do Ensino Médio; Ela está gostando da experiência de ter aulas online, mas se sente sobrecarregada pelo excesso de atividades. A distância dos amigos foi amenizada com as conversas online. “Acredito que tudo isso irá passar logo e no final teremos participado de um momento histórico”, avalia.

Aguinaldo, 42, técnico eletrônico, começou a trabalhar em casa. “Um colega foi demitido recentemente e está com dificuldades para sustentar toda a sua família, é uma situação muito complicada para várias pessoas” conta. Ele se mostra otimista por um futuro melhor quando a situação melhorar e o novo coronavírus puder ser evitado com vacinas.

Podemos concluir, assim, que embora as coisas não estejam muito boas para algumas pessoas, devemos ter fé de que tudo isso passará e nossas rotinas voltarão ao normal.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A pandemia em família: as estratégias de cada um

Fugir das notícias ruins e orar são maneiras de manter a estabilidade emocional

Por Leonardo Henrique Simões Franguelli – 9º A

Como os principais países do mundo, o Brasil foi severamente atingido pela pandemia de covid-19, que mudou rotinas e afetou drasticamente as empresas de pequeno, médio e grande porte, reduzindo o faturamento e levando à demissão de milhões de trabalhadores, devido à queda na atividade comercial.

O novo coronavírus atinge as pessoas de forma indiscriminada, mas a doença afeta mais severamente os idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como: câncer, diabetes, pressão alta, colesterol e problemas cardíacos, entre outros. A forçada também serviu para mudar hábitos: muitas pessoas que se dedicavam principalmente ao trabalho estão aprendendo a reservar mais tempo para a família, para cozinhar e para momentos de reflexão.

“Devido a essa pandemia, mudei completamente a minha rotina, só saio de casa para ir trabalhar e, às vezes ao mercado bem rápido, procurando ficar o menor tempo possível no estabelecimento, e volto para casa, isso durante a semana. E nos finais de semana fico na residência da minha companheira Sônia, não viajamos e nem passeamos mais, está sendo muito difícil cumprir a quarentena, pois não podemos visitar os netos e os filhos, e nem eles nos visitar. Eu sou uma pessoa que pertenço ao grupo de risco, pois tenho problema cardíaco”, relatou o meu avô Wagner Simões, 71 anos.

Sônia Maria, de 64 anos, sua companheira, foi diretamente afetada em seu trabalho no comércio. “Eu nunca fiquei tanto tempo dentro de casa, tenho que deixar as portas do meu estabelecimento fechadas. Emocionalmente, estou muito triste, depressiva, e com muita saudade, pois estou longe dos meus familiares, amigos e das pessoas que eu amo, pertenço ao grupo de risco devido à idade”, explica.

“Desde o início da quarentena, devido ao vírus que se alastrou pelo mundo, a minha rotina mudou bastante. Trabalho somente meio período, pois já tivemos redução de jornada de trabalho, devido à queda de serviços. Tenho dois filhos, que tiveram totalmente restritos o lazer e a diversão; também não visito mais meu pai, familiares e amigos, não podendo ser visitada, devido ao isolamento social”, disse a minha mãe, Tânia Regina Simões, de 46 anos.

Sua irmã, Sônia, manteve a rotina do trabalho fora de casa, apenas recorrendo a mais cuidados, como o uso de máscara e o álcool gel. E evita ficar muito ligada nas notícias mais catastróficas. “Quando chego em casa não assisto às notícias, para não entrar nessa loucura. Minha vida pessoal é que mudou muito, tenho aproveitado a necessidade de ficar em casa para dedicar-me a família, casa, oração e meditar a palavra de Deus, que me fortalece a cada dia. Isso ajudou para a pandemia não me afetasse emocionalmente”, conclui.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Atividade física em casa: um desafio durante a pandemia


Manter a rotina de exercícios no período de isolamento é fundamental, mas exige cuidado
 
Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Considerada uma das principais medidas preventivas para evitar o contágio do novo coronavírus, a recomendação de não sair de casa causou uma mudança no hábito de praticar atividades físicas, que agora precisa ser dentro de casa e com os materiais mais diversos e acessíveis.

Como já sabemos, estamos lutando contra o novo covid-19 e nosso dever nesse momento é ficar em casa, sair apenas quando necessário e sempre com máscara, entre várias outras medidas sugeridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Em meio a essa situação, deve-se evitar reuniões comemorativas; comércios não essenciais foram fechados, assim como bares, academias e parques; shoppings têm sua entrada restrita; e escolas estão tendo aulas online.

Com isso, deixamos nossos canais de comunicações ligados mais da metade do dia e podemos dizer que o mundo está vidrado em uma tela de celular ou de uma televisão, adquirindo novas soluções, notícias, datas e índices. Já estamos há meses nessa situação, mas você já analisou seu dia-a-dia? Já pensou o quão produtivo está sendo? Ou até mesmo o quanto seu psicológico pode estar sendo afetado?

Dentro isso, é fundamental relembrar a importância de manter em dia os exercícios físicos. A OMS publicou em uma nota que o corpo e a mente são beneficiados pela atividade física, que reduzi ainda riscos de doenças do coração, acidente vascular cerebral, diabetes, alguns tipos de câncer, hipertensão arterial. 

Professores de educação física recordam ainda que a obesidade é um fator de risco para quem foi infectado pelo coronavírus, e que a atividade física ajuda também a manter a saúde mental, reduzindo o risco de depressão e demência, aliviando o estresse e provocando uma sensação de bem-estar.

É possível manter uma rotina saudável dentro de casa, sem quebrar as normas de isolamento, utilizando objetos simples, como cordas, tapetes ou colchonetes, e pesos dos mais variados, como, por exemplo, pacotes de alimentos. “O tempo ideal é de, no mínimo, 20 minutos, podendo variar conforme o condicionamento físico de pessoa para pessoa. Vídeos na internet podem ajudar, mas não esqueça: toda atividade física deve ser orientada por um profissional capacitado. 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Saúde mental: conselhos para continuar bem durante a pandemia

Psicóloga explica como lidar com tantas coisas novas de uma só vez   

Por Isabela Zanin de Souza e Luiza Oliva de Morais Paes – 9º A

Todos nós sabemos o quão difícil está sendo lidar com uma pandemia. Muitas coisas mudaram desde o fim de fevereiro, desde foi anunciado aqui no Brasil o primeiro caso de covid-19, doença causada pelo coronavírus, família de vírus responsável por diversas doenças respiratórias.

Na verdade, o problema vai muito além disso. Em consequência da pandemia, veio uma longa quarentena, que tenta manter as pessoas em casa, fazendo com que elas saiam o mínimo necessário. Isso tem prejudicado a economia, com a redução da atividade em vários negócios, mas fala-se menos de outro impacto: no psicológico das pessoas, uma vez que se adaptar a um novo estilo de vida sem contato físico é realmente muito difícil.

Não podemos nos deixar abater. Precisamos nos manter informados, mas também ocupar nossas cabeças com coisas produtivas que não conseguíamos realizar por falta tempo antes. Essa é uma das dicas de nossa entrevistada, a psicóloga  Flávia Elizabeth Oliva de Morais Paes.

Como profissional, o que você aconselharia as pessoas para que consigam manter uma boa saúde mental em meio uma crise mundial?
Flávia – A primeira coisa é não desanimar, pensar positivo e pensar que isso vai passar, que não é o fim do mundo. Segundo, tentar manter uma rotina. Mesmo que você não tenha que fazer nada durante o dia, precisa ter uma, senão bate o desanimo, e pode até acabar virando uma depressão. Nós ficamos ociosos, o que nos deixa ansiosos, então você tem que tentar manter um ritmo parecido ou quase igual de quando você tinha sua rotina normal. Tenha um hobby, coloque uma coisa que você gosta na rotina, e tente se ocupar da melhor forma. Não fique vendo noticiário: acompanhe só uma vez por dia, de preferência de manhã, o excesso de informação pode te deixar ansioso.

É possível tirar bons aprendizados dessa experiência? Se sim, como?
Flávia – Sim, tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, então, de toda a situação, mesmo que seja uma tragédia, a gente acaba tirando uma coisa boa, tudo vai do olhar que você tem da situação, se você mantiver um olhar positivo, vai conseguir tirar coisas boas daquilo. Aproveite a sua família, tente se conhecer melhor, ler um livro que você gostaria de ler mas no dia a dia acaba sem tempo. Esse é o momento de fazer as coisas que você reclamava antes que não tinha tempo mas agora tem.
    
O que você, pessoalmente, está fazendo para conseguir lidar com esse momento?
Flávia – Estou vivendo um dia após o outro, ou seja, estou tentando fazer as coisas sem ficar pensando no dia de amanhã. Fazendo coisas que eu gosto como cuidar dos meus filhos, produzir artesanato, decorar a minha casa, receitas diferentes. Não sabemos o que o futuro nos guarda, então não adianta ficar preocupado com o que vai acontecer.

Entrevistamos também Taís Zanin de Souza, moradora de Sorocaba, para conhecer um pouco de sua rotina.

Quais os cuidados que você está tomando para evitar contrair a covid-19?
Taís – Bom, estou seguindo todas as regras de isolamento social e tomando todos os cuidados necessários de higiene, como lavar sempre as mãos e higienizar as compras ao chegar do mercado. O uso de máscara ao sair já virou um hábito também 

Como têm sido os seus dias isolada?
Taís – Procuro sempre estar em família, assistindo a filmes, com pensamentos positivos sem perder a fé. Manter o contato com familiares através de videochamadas é essencial para mim, nos faz sentirmos mais unidos, também gosto de me manter informada, mas não com excesso de informações, seguindo em frente sempre positiva.”

E como está cuidando da sua saúde física nesse tempo de pandemia?
Taís = Estou me exercitando através de aulas online, mantendo uma boa alimentação e tomando banhos de sol para que não falte vitamina D. Criei um hábito de fazer saladas bem mais saudáveis no intuito de me manter em forma e com a imunidade bem alta.

Como podemos ver, todos nós estamos fazendo o possível para fazer a diferença! E é importante lembrar, fiquem em casa e se cuidem! Essa doença não é brincadeira, o remédio mais eficaz nesse momento é se prevenir e não deixar que o vírus entre nas nossas casas.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

O impacto da quarentena nos trabalhadores

A pandemia de Covid-19 nos obrigou a mudanças para as quais não estávamos preparados  

Por Lucas Guedes Mendonça Franco e Vitor Benavides Pitaluga – 9º A

O isolamento social causou impacto nas pessoas em quase todos os aspectos e um dos setores afetados foi o ensino, já que escolas são ambientes fechados, repletos de pessoas de todas as idades e que seriam uma enorme possibilidade para o Sars-Cov2 se disseminar. Então, para a segurança de todos que vivem nos ambientes escolares, foram suspensas as aulas presenciais por tempo indeterminado.

Mas, apesar de preservar a saúde física, a quarentena e as aulas online acabam afetando o lado financeiro e psicológico. Ao entrevistarmos duas trabalhadores de áreas diferentes tivemos como tirar conclusões sobre o assunto.

Jeane Guedes Mendonça Franco, professora de 49 anos, mãe de três filhos, casada e que trabalha em duas escolas da rede municipal em Sorocaba (SP) diz o seguinte sobre a pandemia do Covid-19: “O primeiro impacto foi emocional, por ver as salas vazias e meus filhos sem participar da rotina escolar. Além disso tive que alterar a rotina da casa, como a limpeza, higiene pessoal e principalmente mental. Também há uma preocupação em relação ao meu marido, que está se expondo para trabalhar e sustentar a casa.’’ 

Outro fator que a professora comenta foram as muitas duvidas em relação a essa doença e o medo de contaminação. Segundo ela, até o momento a família não sofreu impacto financeiro, porém a instabilidade geral preocupa e mais recentemente o retorno ao trabalho tem criado muita expectativa, sendo dividido em trabalho remoto e presencial nas escolas. "Também temos a falta de recursos tecnológicos necessários nas escolas públicas fazendo com que não se possa ter aulas online e atividades em domicílio", diz.

Em outras áreas, como a medicina, também houve impacto. A dermatologista Laura Yoshizaki Dini opina fala sobre como isso afetou sua vida: "A doença acabou nos forçando a mudar horários e se prevenir fazendo uma redução de pessoas no trabalho e também com os pacientes diminuindo a exposição. Também sofremos uma redução salarial e temos de nos prevenir higienicamente em situações normais do dia a dia, como ao chegar em casa e retirar sapatos, colocar a roupa para lavar e tomar banho.",

Ela conta que precisou mudar alguns hábitos de higiene, como como tomar banho molhando apenas o cabelo com sabão sem deixar a água escorrer para o rosto. Ela também cita a alteração do humor das pessoas em consequência da doença que mudou completamente o estilo de vida. "Essa doença pegou todos desprevenidos e forçou um cuidado que ninguém esperava ter."

Apesar de todo o cuidado, o número de contaminados e mortos em todo o mundo não para de subir. Uma das poucas notícias boas é que o número de assaltos, homicídios e de acidentes de trânsito diminuiu com o isolamento social, porém muitos restaurantes, comércios e outras indústrias estão demitindo funcionários e chegando até a fechar por não estarem lucrando e conseguindo pagar as dívidas.

"Em meio a tudo isso podemos dizer que nosso lugar de descanso, também conhecido como ‘’local de chegada’’, hoje se tornou local de permanência", reflete a professora Jeane. Temos agora que aguardar o que acontecerá nos prevenindo e tomando as medidas de segurança e higiene providas pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O Covid-19 mudou o mundo e mudará os tempos à frente; sabemos que o mundo não será mais o mesmo que sempre foi.