O coronavírus mudou muita coisa, inclusive a maneira de fazer compras e de acessar produtos culturais
Por Nathalia Macedo Oliveira – 1º A
O coronavírus pegou o mundo todo de surpresa. Ninguém imaginava que viveríamos em 2020 com algo tão devastador, que está matando milhares de pessoas ao redor do planeta, indo além da gripe espanhola, pandemia vivida no século passado, mas que não alcançou o mundo com a extensão do atual fenômeno.
Nunca houve nada parecido na história humana. Já sabemos que a pandemia afetou não só o cotidiano das pessoas, mas também a economia e o consumo. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamento e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia.
Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social. De acordo com essa pesquisa, o destaque foi para compras de alimentos e bebidas para consumo imediato, índice que cresceu 79%.
De uma forma geral, temos quatro pilares de impactos causados pela covid-19, que podemos dividir em:
Impacto radical: causa choque social e ao mesmo tempo coloca as marcas contra parede por um posicionamento. Os grandes especialistas do mundo sobre comunicação são praticamente unânimes ao dizer que a velocidade e a humanização na comunicação nesse cenário são vitais para qualquer marca.
Novos comportamentos: Sendo obrigados a ficar em casa, é evidente que as pessoas mudem o seu comportamento, não só psicologicamente, mas também com relação ao consumo. As pessoas estão entediadas sem poder sair de cada, e consequentemente, elas acabam comprando mais como tentativa de preencher o vazio que sentem.
Cultura: Com todas essas mudanças na cabeça do consumidor, inicia-se um processo de mudança na cultura, que afeta inicialmente apenas o indivíduo, mas que vai se proliferando em sua rua, seu bairro, sua cidade. Obviamente não sabemos ainda a velocidade em que isso ocorrerá, mas sabemos que é um caminho sem volta. Por exemplo: a pandemia ampliou o número de empresas que recorrem ao trabalho remoto, ou seja, sem que o funcionário saia de casa.
Hábitos de consumo: com tudo isso, o consumo começa a ser questionado pelas pessoas; não apenas o consumo tradicional, mas a forma e os locais em que consumimos. Isso fica claro com o movimento “compre do pequeno”, que ganha muitos adeptos em todo o país incentivando comprar do mercadinho do bairro e outros serviços que estão à sua volta. Isso traz rapidamente o senso de comunidade forte que estava já ganhando atenção de todas as marcas no mundo, impulsionado pelo digital, mas que agora também tem força fora dele.
Outro hábito que será afetado é o entretenimento presencial, como cinema e teatro, ainda suspensos e que naturalmente, mesmo depois de liberados, serão alvo de temor e dúvidas. E, naturalmente, mesmo depois de passada a crise, isso irá mudar a forma como nos envolvemos com esses formatos, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia e que tiveram a oportunidade de, neste período, experimentar como é ver um filme no celular. Será um novo mundo para o consumo, ainda em formação.