sexta-feira, 3 de julho de 2020

Os desafios do isolamento social

Profissionais de diversas áreas relatam seu processo de adaptação durante o período de quarentena

Por Maria Eduarda Morina Brito – 9º B

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 30 de janeiro deste ano, o surto da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Logo depois, em 11 de março, informou que a situação já se caracterizava como uma pandemia, pois o contagio estava fora de controle em várias partes do mundo.

No Brasil hoje o número de casos passa de 1,5 milhão, e com cerca de 1.200 mortes por dia. Desde março,  porém, os primeiros casos provocaram a adoção de medidas preventivas, como: lavar as mãos com cuidado por cerca de 40 segundos, usar o cotovelo para cobrir a tosse, não tocar o rosto, não sair de casa e se precisar sair manter uma distância segura (cerca de 1,5 metro de distância).

Com as novas medidas de prevenção muitas pessoas tiveram sua rotina afetada, principalmente pelo distanciamento social. Uma das formas adotadas foi o trabalho remoto, ou “home office”, que consiste na pessoa trabalhar na sua própria casa de forma segura, utilizando a internet para se comunicar com seus superiores, colegas de trabalho e funcionários.

Mas o isolamento social não afetou positivamente todas as pessoas. Ao contrário, causou uma grande quantidade de pessoas perdendo seus empregos e uma crise econômica em vários países.

Escolas e faculdades também adotaram o sistema remoto, “Estou achando um desafio, ainda mais por ter uma profissão que necessita de contato físico e isso acaba dificultando, por não ter um retorno como de costume, por não conseguir dar o suporte como se é esperado, por depender da participação e compreensão dos responsáveis nesse momento em que o isolamento social está acontecendo.”, afirma Fernanda Morina, professora de educação Infantil.

E também há empresas que não adotaram o isolamento social, mas aderiram medidas preventivas, “Na minha empresa não foi adotado o sistema de quarentena, porém tivemos que colocar em prática o uso de equipamentos para tentar minimizar a propagação do vírus”, conta Ethore Ortiz Fulco, que trabalha numa empresa de mineração.

O distanciamento social não afetou apenas as pessoas e sim o ambiente também. Por exemplo, os famosos canais de Veneza, que têm suas águas lamacentas por conta da alta circulação de gôndolas de turistas, voltaram a ter água cristalina. “A água agora parece mais clara porque há menos tráfego nos canais, permitindo que o sedimento permaneça no fundo", explicou um porta-voz da prefeitura local à CNN. Com isso, peixes se multiplicando nadando ao fundo voltaram a ser vistos.

Esse momento delicado por qual estamos passando possibilitou a especialistas em estudos da mente constatar que o aumento da solidariedade, gratidão e empatia entre as pessoas aumentou nesse momento de pandemia, com pessoas se mostrando mais preocupadas com o bem-estar umas das outras, “Eu acho que essa situação veio para as pessoas darem mais valor pra família, pais conviverem mais com os filhos. Para nos ensinar que o dinheiro não é tudo e ele não pode comprar a saúde. E para as pessoas aprenderem a conviver na terra com mais compaixão, ajudar uns aos outros. E principalmente para termos consciência que somos totalmente dependentes de Deus. Para as pessoas voltarem a exercer sua fé,” afirma Angélica da Silva Brito.

Cientistas estão no caminho para achar a vacina conta o Covid-19 e em diversos países já estão sendo feitos testes em pessoas e a população aguarda ansiosamente por ela, ”A ansiedade por essa vacina é incontrolável e inevitável. Queremos o fim disso, para poder rever familiares e amigos que tanto amamos, mesmo que nem todos estejam lá,” diz Maria Eduarda Morina Brito.