quinta-feira, 30 de julho de 2020

Os cuidados na pandemia também passam pelo bolso

Investimentos foram necessários para se adequar à nova rotina, mas é preciso cuidado especial com as finanças

Por Ana Julia Vieira Assato – 2º B

Nesse momento de pandemia que estamos vivendo, temos que nos adaptar às mudanças na rotina para que não soframos atrasos ou prejuízos em nossas atividades.

No meu caso, como estudante de Ensino Médio, tive que reinventar minha rotina escolar para acompanhar as aulas em plataforma online. Comprei um celular novo que suprisse todas as minhas necessidades e também um laptop para assistir às aulas online. Essas compras também foram feitas de modo virtual, devido ao fato de lojas e shoppings terem ficado fechados no começo da pandemia. 

Tudo isso foi novidade para mim, que nunca tinha feito compras online, mas gostei, pois senti uma certa facilidade. Muitas pessoas também aderiram ao comércio eletrônico diante do cenário de isolamento, e mesmo com o retorno de alguns setores, a tendência é que esse comércio cresça.

Como grande parte das famílias, meus pais também tiveram que fazer algumas mudanças em suas rotinas e planos e estão comprando somente o necessário, pois não sabemos até quando a pandemia irá durar. A pizzaria do meu pai também foi afetada, e agora o atendimento é somente por delivery.

A pandemia está nos ensinando a viver somente com o necessário e termos mais consciência na hora das compras. É um aprendizado importante, para evitar que tenhamos prejuízos futuros e nossa vida possa voltar logo à normalidade.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

A pandemia vai gerar um consumo mais responsável

Pessoas estão pensando mais sobre a necessidade e a origem dos produtos que consomem 

Por Millene Rodrigues Baptista – 2º A

O consumismo é um jeito de levar a vida no qual consumidores compram mesmo sem a necessidade real de ter os produtos. Carro, roupas de marca e celulares não são apenas utilitários, mas sinônimos de status, segurança e reconhecimento social. Porém a sociedade questiona cada vez mais quão sustentáveis são os produtos e serviços que consomem e o papel das marcas nessa dinâmica.

A pandemia de Covid-19 está provocando uma transformação comportamental, fazendo as pessoas buscarem por hábitos sustentáveis mais essenciais. O confinamento impulsionou a valorização de coisas pequenas e corriqueiras do dia a dia.

Muitas pessoas passaram a questionar o que compram essencialmente ou por impulso, a quantidade de lixo produzida, itens acumulados como roupas, produtos no armário e suas datas de vencimento. Mesmo que de forma inconsciente, o consumidor passou a ter um olhar mais questionador sobre o que consome e o impacto disso no ambiente.

Quando a pandemia acabar, parte das pessoas tentarão voltar a ter a vida que tinham antes, mas o cotidiano será diferente. O ambiente de consumo em lojas físicas por um tempo estará pautado com o distanciamento social e medidas preventivas de saúde, colocando barreiras no consumo impulsivo. Outros seguirão as mudanças iniciadas durante o atual período, reduzindo o consumo e com foco em produtos mais sustentáveis.


terça-feira, 28 de julho de 2020

Infodemic: coronavirus and the fake news pandemic

“We’re not just fighting na epidemic; we’re fighting an infodemic”
World Health Organisation

Por 2º B*

During this coronavirus pandemic, ‘fake news’ is putting lives at risk. As the coronavirus spreads, so does an infodemic of misinformation.
Durante essa pandemia de coronavírus, 'notícias falsas' estão colocando vidas em risco. À medida que o coronavírus se espalha, o mesmo ocorre com um “infodêmico” de desinformação.

Read these tips, and don't get fooled!
Leia estas dicas e não se deixe enganar!

HOW TO AVOID FAKE NEWS
Como evitar notícias falsas.

1. CHECK THE DATE – Reposting old news stories doesn’t mean they’re relevant to current events. 
VERIFIQUE A DATA: Repostar notícias antigas não significa que sejam relevantes para os eventos atuais.

2. CHECK THE SOURCE – Investigate the site, its misson and its contact info. 
VERIFIQUE A FONTE - Investigue o site, sua missão e suas informações de contato.

3. CHECK THE STORY IS IN OTHER PLACES - Look to see if the story you are reading is on other news sites that you know and trust. Moreover, it's always best to read multiple sources of information to get a variety of viewpoints. 
VERIFIQUE A HISTÓRIA EM OUTROS LUGARES - Veja se a história que você está lendo está em outros sites de notícias que você conhece e confia. Além disso, é sempre melhor ler várias fontes de informação para obter uma variedade de pontos de vista.

4. DISTINGUISH AN OPINION FROM A FACT – facts don’t care about your opinion or feelings. Facts are facts.
DIFERENCIE UMA OPINIÃO DE UM FATO - os fatos não se importam com sua opinião ou sentimentos. Fatos são fatos.

5. READ BEYOND – Headlines can be outrageous in na effort to get clicks. Read the article in full to make sure the title accurately reflects the content and that the site is reputable. 
LEIA ALÉM - As manchetes podem ser ultrajantes em um esforço para obter cliques. Leia o artigo na íntegra para garantir que o título reflita com precisão o conteúdo e se o site é respeitável.

6. DO NOT TRUST MESSAGES SENT BY WHATSAPP - Do not assume that anything sent to you via a messaging app or social media site is true, simply because a friend has shared it, or because it claims to be from an official source.
NÃO CONFIE EM MENSAGENS ENVIADAS PELO WHATSAPP - Não presuma que tudo o que é enviado a você por meio de um aplicativo de mensagens ou site de mídia social é verdadeiro simplesmente porque um amigo o compartilhou ou porque afirma ser de uma fonte oficial.

7. THINK BEFORE YOU SHARE - Do not share if you are in doubt about the information. 
PENSE ANTES DE COMPARTILHAR - Não compartilhe se tiver dúvidas sobre as informações.

REMEMBER: When you read a news story, think about who can benefit from such information. 
LEMBRE-SE: Ao ler uma notícia, pense em quem pode se beneficiar com tais informações.

*Este texto foi escrito coletivamente a partir de trabalhos dos alunos do 2º ano B do Colégio Renascer, com revisão e edição da professora Ana Laura.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O impacto da pandemia sobre a sociedade de consumo

O isolamento e o temor a respeito do futuro mudam os hábitos; é hora de pensar melhor antes de comprar

Por Fernanda de Barros Testa – 2º A

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem gerado grande impacto na sociedade, até mesmo da área de consumo, que passa a ser cada vez mais questionado. Muitos consumidores encontram-se cada vez mais críticos, indo em busca do conhecimento da cadeia produtiva, dos materiais utilizados para poder encontrar alternativas que sejam capazes de reduzir o consumo exacerbado de água e energia. 

A ação humana nesse momento é de absoluta necessidade, pois no período de isolamento social é ideal analisarmos nossas prioridades e seus respectivos valores. Por esse motivo, é fundamental a mudança de comportamento, como consumir de forma mais sustentável, visando preservar o meio ambiente. Outra mudança de hábito é a adoção das compras online: 61% dos clientes aumentaram o volume desse tipo de devido ao isolamento social. 

Alguns supermercados estão considerando novas regras, como determinar uma quantidade específica de produtos por cliente nos produtos de alimentação básica, por exemplo, para que o estoque não se esgote. De acordo com pesquisa feita pela consultoria Accenture, foi constatado que os consumidores alegaram estar comprando mais produtos de higiene, comidas enlatadas e alimentos frescos, contudo, estariam consumindo menos itens de moda e beleza. Afinal, 60% temem que sua renda irá diminuir em razão da pandemia. 

O ideal seria dar continuidade a esses novos hábitos mesmo após a superação, impulsionando um consumo mais ético a partir do momento em que se questiona e repensa o caminho que o futuro da sociedade deve seguir. Deixar de comprar por impulso gera menos lixo acumulado, bem como a redução de itens que acabam não tendo utilidade. O esforço para que a mudança ocorra será mútuo e gradual se todos agirem de forma engajada 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A pandemia de Covid-19 e a matemática

Mapas e gráficos nos ajudam a entender o ritmo de contágio e a evolução da doença

Por Gabriela Carrocha Tavares – 9º C

A pandemia de Covid-19 pode ser analisada sob vários campos do conhecimento, e um deles é a matemática. No site Rastreador de Covid-19, apresentado em aula pela professora Isabel, podemos acompanhar um panorama geral do mundo em relação ao contágio pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira, 24 de julho, na hora da publicação do texto, o número passa de 15 milhões de casos.

O interessante do site é que ele é atualizado diariamente com informações de todo o mundo, o que nos deixa informados de tudo que está acontecendo fora e dentro do Brasil, por meio de infográficos. Também é possível, por meio dos infográficos, entender os movimentos da pandemia desde o início.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 29 de fevereiro quando já havia casos fatais espalhados ao redor do mundo. Os gráficos permitem que façamos as observações de números separados por cada Estado – hoje, o mais afetado é São Paulo.

O mapa apresenta a possibilidade de ver os números detalhados por países e por regiões dentro de cada país – abaixo vemos a situação de momento no Brasil. Círculos avermelhados de diferentes tamanhos registram o grau de intensidade de Covid-19: quanto maior o círculo, mais a região está sofrendo com a doença.

Fonte: site Rastreador da Covid-19, salvo em 24/07/2020, às 8h

Para ver a porcentagem de casos fatais em relação ao de pessoas infectadas, ou seja, a taxa de letalidade, é preciso pegar o número de mortes e dividir pelo total de casos confirmados e, depois, multiplicar por 100. Por exemplo, na tela acima, capturada na manhã desta sexta-feira (24 de julho), com 84.207 mortes em 2.289.951 casos, a taxa de letalidade é de 3,68%.

Desta forma, podemos perceber que, conforme aumenta o número de casos, vai aumentar também o número de mortes. É por isso que é preciso sempre relembrar: se você tiver a chance de poder ficar em casa, fique. Talvez você não tenha os sintomas, mas pode passar o vírus para outras pessoas e prejudicá-las. Use máscaras e álcool em gel se tiver necessidade de sair e evite aglomerações. Prevenção é o melhor remédio!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A pandemia, o tempo e os cuidados com a saúde mental

Cuidados tornam-se ainda mais necessários num momento em que o isolamento social é necessário

Por Marilia Eliza Vieira de Carvalho – Terceirão

Já nos primórdios da vida humana em civilização, homens do período paleolítico seguiam uma determinada rotina, de caça, descanso, quando mover-se de território. No período neolítico, onde se tornaram sedentários, as populações já tinham uma senda de cuidados a seguir com o plantio e os animais que adestravam. O ser humano sempre precisou de hábitos e costumes, que ajudam a diminuir a ansiedade, pois podem nos preparar para os imprevistos do dia e consequentemente nos ajudam a nos manter o controle e diminuir o estresse.

Entretanto, com a chegada da pandemia, nossa rotina foi totalmente “quebrada”. Isso pode causar danos diversos à saúde mental. Indivíduos portadores de ansiedade severa ou transtornos do espectro autista precisam de rotina não apenas para manter a concentração no dia a dia, mas também para ter uma melhor qualidade de vida. Com a pandemia, não é possível mais estabelecê-la, pois academias e escolas – por exemplo – estão fechadas, e cabe às pessoas levar esses hábitos para dentro das casas, porém não estamos no melhor momento da história e manter um costume diário pode ser penoso.

Outro exemplo: o Brasil é o país latino com mais pacientes de depressão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. E por que isso é relevante? A pandemia nos apresenta um sentimento de medo e angústia, o futuro incerto traz preocupações e, quando os dias parecem ser todos iguais, não conseguimos manter produtividade, o que aumenta a sensação de estarmos parados no tempo e a consequente desesperança para com o mundo.

O conceito de produtividade, imposto pelo capitalismo, leva o ser humano a querer produzir para se sentir satisfeito, e se não consegue, é sinônimo de fracasso. Mas quem pode culpar os homens por não conseguirem produzir quando o próprio conceito de tempo parece distorcido?

terça-feira, 21 de julho de 2020

Tempo: uma contradição em tempos de pandemia

Os dias passam parecendo sempre os mesmos, sem nos damos conta de quanto tempo já passou

Por Murilo de Oliveira Torres – Terceirão

Se há uma dimensão da vida que nunca foi ou será totalmente compreendida, é o tempo. Muitas ideias aparecem na mente ao discuti-lo, pois não se trata de apenas da divisão entre passado, presente ou futuro. Pelo contrário, a noção temporal é algo que se perde facilmente – mas que, em tempos de pandemia, pode ser recuperada de diversas maneiras.
 
O cotidiano acelerado que as pessoas enfrentam normalmente impede um pensamento mais profundo sobre as horas, os dias, os meses e os anos que passam. Quando se dão conta, essas mesmas lamentam e imploram por um tempo para si, um desligamento do mundo por determinado período. Entretanto, na prática, isso pode não ser como desejado.

Boa parte do planeta está isolada desde março. À medida que o tempo passa crescem os pedidos pela volta à normalidade. O afastamento da rotina parece ser algo maravilhoso em um primeiro momento, mas essa impressão dura pouco. Depois de alguns dias há uma mudança de pensamento, já que a percepção temporal agora é possível.
j
Uma situação contraditória forma-se então. Ao mesmo tempo em que o tédio invade as residências e o tempo parece passar devagar, o avanço rápido das folhas do calendário assusta. As pessoas percebem que estão perdendo momentos de suas vidas, algo antes inimaginável, uma vez que as atividades habituais não favorecem essa reflexão.

Enfim, ao domesticar o tempo, o ser humano tornou-se escravo. A alienação constante das sociedades impede pensamentos sobre como a noção temporal é perdida no cotidiano. A pandemia, apesar de todos os problemas, traz uma reflexão. E que essa sirva de inspiração para que quando tudo voltar ao normal, as pessoas façam uma avaliação sobre como gastam seu tempo, desde as horas necessárias para o trabalho até os segundos gastos em redes sociais e aplicativos.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A pandemia em família: as estratégias de cada um

Fugir das notícias ruins e orar são maneiras de manter a estabilidade emocional

Por Leonardo Henrique Simões Franguelli – 9º A

Como os principais países do mundo, o Brasil foi severamente atingido pela pandemia de covid-19, que mudou rotinas e afetou drasticamente as empresas de pequeno, médio e grande porte, reduzindo o faturamento e levando à demissão de milhões de trabalhadores, devido à queda na atividade comercial.

O novo coronavírus atinge as pessoas de forma indiscriminada, mas a doença afeta mais severamente os idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como: câncer, diabetes, pressão alta, colesterol e problemas cardíacos, entre outros. A forçada também serviu para mudar hábitos: muitas pessoas que se dedicavam principalmente ao trabalho estão aprendendo a reservar mais tempo para a família, para cozinhar e para momentos de reflexão.

“Devido a essa pandemia, mudei completamente a minha rotina, só saio de casa para ir trabalhar e, às vezes ao mercado bem rápido, procurando ficar o menor tempo possível no estabelecimento, e volto para casa, isso durante a semana. E nos finais de semana fico na residência da minha companheira Sônia, não viajamos e nem passeamos mais, está sendo muito difícil cumprir a quarentena, pois não podemos visitar os netos e os filhos, e nem eles nos visitar. Eu sou uma pessoa que pertenço ao grupo de risco, pois tenho problema cardíaco”, relatou o meu avô Wagner Simões, 71 anos.

Sônia Maria, de 64 anos, sua companheira, foi diretamente afetada em seu trabalho no comércio. “Eu nunca fiquei tanto tempo dentro de casa, tenho que deixar as portas do meu estabelecimento fechadas. Emocionalmente, estou muito triste, depressiva, e com muita saudade, pois estou longe dos meus familiares, amigos e das pessoas que eu amo, pertenço ao grupo de risco devido à idade”, explica.

“Desde o início da quarentena, devido ao vírus que se alastrou pelo mundo, a minha rotina mudou bastante. Trabalho somente meio período, pois já tivemos redução de jornada de trabalho, devido à queda de serviços. Tenho dois filhos, que tiveram totalmente restritos o lazer e a diversão; também não visito mais meu pai, familiares e amigos, não podendo ser visitada, devido ao isolamento social”, disse a minha mãe, Tânia Regina Simões, de 46 anos.

Sua irmã, Sônia, manteve a rotina do trabalho fora de casa, apenas recorrendo a mais cuidados, como o uso de máscara e o álcool gel. E evita ficar muito ligada nas notícias mais catastróficas. “Quando chego em casa não assisto às notícias, para não entrar nessa loucura. Minha vida pessoal é que mudou muito, tenho aproveitado a necessidade de ficar em casa para dedicar-me a família, casa, oração e meditar a palavra de Deus, que me fortalece a cada dia. Isso ajudou para a pandemia não me afetasse emocionalmente”, conclui.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Os comerciantes aprendem a se desdobrar para sobreviver à pandemia

Medidas de isolamento forçaram a restrição de muitas atividades, e espírito empreendedor precisou falar mais alto

Por Artur Salvador Moro e Henderson Mavignier Gaspar Thenório Pinto – 9º B

Uma das ações mais complexas e controversas para frear a pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-Cov2, foi a adoção de medidas de isolamento social e restrição das atividades comerciais. Num primeiro momento, apenas supermercados, farmácias, padarias e outras atividades consideradas essenciais foram liberadas para continuar abertas.

A decisão afetou principalmente lojas, restaurantes e shoppings. Muitos comerciantes deixaram de faturar com o fechamento e passaram a correr risco de ir à falência por problemas como a quantidade de estoque que possuem na loja e o aluguel do imóvel em que se encontram. Foi então que os comerciantes tiveram que adotar a criatividade e mais do que nunca explorar seu espírito empreendedor. 

“Ficou complicado manter a loja fechada, mas, como todo bom empreendedor, nessas horas difíceis passamos a criar estratégias e competências para lidar com essa situação adversa e usar criatividade para tentar amenizar a situação. Tenho certeza que esta lição veio para nos fortalecer e deixar os empresários mais fortes”, conta Márcia Mavignier Gaspar Paiva, dona de uma loja de roupas e calçados em Marechal Deodoro, no interior de Alagoas.

Entre as medidas adotadas pelos comerciantes no momento inicial está o sistema de delivery, ou seja, de entregas em domicílio – muito comum para a venda de comida, ele passou a ser adotado até por outros setores, como roupas, calçados e até mesmo de eletrônicos.

Nas últimas semanas, medidas adotadas pelos governos, a pedido dos empresários, passaram a permitir a abertura com restrições dos comércios, com uso de máscaras por funcionários e clientes e limitação da entrada de clientes nas lojas – em alguns casos, as pessoas são atendidas na rua pelos comerciários, com faixas que impedem a entrada no recinto.

As medidas de isolamento são necessárias porque o novo coronavírus é transmitido por meio de secreções e de contato direto com uma pessoa contaminada, ou até mesmo ao tocar em algum objeto (botão do elevador, corrimão, computador, caneta) contaminado. Além disso, as pessoas demoram em média cinco dias para apresentar os sintomas, mas a ciência ainda não tem conclusões definitivas sobre a transmissão do vírus no período antes dos sintomas

Assim, fica o recado de Márcia para seus parentes aqui de Sorocaba, e que na verdade vale para todos. “As regras de prevenção contam para todo o país: lavar as mãos com cuidado, usar álcool gel, evitar aglomerações, ficar em casa o quanto foi possível. Não deixem de se prevenir, porque eu não estou com vontade perder ninguém!” 

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Como será o mundo pós-pandemia? Nossos estudantes opinam

Otimista, ela acredita que as pessoas passarão mais a valorizar as pequenas coisas

Por Maria Eduarda Dias da Costa – 9º C

O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Esse novo agente foi descoberto no fim de 2019, daí o nome Covid-19 para a doença que ele causa. De lá para cá, o mundo todo tem feito desde quarentena até isolamento social para tentar controlar a epidemia, variando a postura entre os países e respectivos líderes. Devido a todos os fatos que tem ocorrido desde que começou a propagação do vírus, minha opinião é que o mundo vai ser melhor do que era antes.

Um dos fatos é que a poluição diminuiu drasticamente devido ao vírus, pois as pessoas pararam de viajar, de circular com o carro e indústrias produziram menos; por isso, a poluição do ar caiu consideravelmente. Em Nova York, o tráfego diminuiu 35% desde a chegada do novo coronavírus. Na China, epicentro inicial da pandemia, as emissões de CO2 caíram 25% em apenas duas semanas, o que, segundo estimativas, pode resultar numa redução de 1% em 2020 em relação ao ano passado.

O total de CO2 na atmosfera também ficou menor de forma repentina no norte da Itália, um dos países mais afetados pela pandemia. Por lá, a queda foi de 40% – a diferença é tão grande que dá para ver a mancha de poluição diminuindo em imagens de telescópio. No Brasil, no estado de São Paulo, houve queda de 50% na poluição do ar após uma semana de quarentena.

Devido a isso, minha opinião é que as coisas vão ser melhores depois que a epidemia passar. A população aprenderá a dar mais valor para o meio ambiente e para o planeta em si. Nosso cotidiano durante os últimos anos apenas mostrou que o mundo precisava de mudança, mas tivemos que aprender isso de uma forma ruim, obrigados a ficar em casa e a repensar nossos costumes como cidadãos. A mudança não é apenas de país, e sim da população se unindo para fazer a diferença. 

Portanto, daremos mais valor às nossas famílias, que têm sido nossa base e porto seguro durante a pandemia, seja emocionalmente ou financeiramente. Criamos laços diferentes entre amigos, a maioria deles mais fortes. Ficaremos próximos como seres humanos, de forma mais intensa. Toda mudança que estamos tendo neste momento é necessária para a evolução interior e exterior do que estamos vivendo e do que viveremos no futuro.


Pessimista, ele questiona se medidas de segurança serão cumpridas quando o pior momento passar

Por Nicolas Gimenez Alcalde – 9º C  

O mundo está passando por uma forte pandemia, e no momento as pessoas costumam pensar apenas no presente, mas e o futuro? Infelizmente, não tenho um forte otimismo sobre esse assunto.

Queria pensar que as pessoas que sobreviverem a esta pandemia terão um pensamento melhor, e mais cuidadoso, usando máscara ao sair de casa, passando álcool gel e mantendo a higiene das mãos devidamente, mas acabo pensando que a humanidade já passou por tantas “crises” de doenças, como tuberculose, H1N1, febre amarela, dengue e, mais antigamente, a gripe espanhola e a peste bubônica. E mesmo assim as coisas não melhoraram: aparentemente quem conseguiu sobreviver a essas epidemias não levou o aprendizado adiante.

Também penso que, se durante a pandemia algumas pessoas não respeitam o isolamento social e discordam da  OMS (Organização Mundial da Saúde), que praticamente implora para as pessoas ficarem em casa, imagina depois de tudo isso acabar? Boa parte da população não vai respeitar mais as recomendações da segurança, e o pior é que essa doença “evolui”com a falta de empatia das pessoas, a falta de pensar no próximo. Não usar máscara e não praticar o que está sendo pedido afeta você mesmo e todos a sua volta.

Além disso há a economia, que já está sendo muito afetada. As vendas varejistas caíram cerca de 70% e muitas pessoas estão ficando desempregadas, fora que muitos comércios estão fechando as portas. 

Então, espero que ao fim dessa pandemia minha opinião seja alterada: torço para as pessoas terem mais empatia e que sejam respeitosos com as medidas que serão tomadas, mas pelo que já expressei, ainda penso que o mundo pós-pandemia infelizmente não será melhor.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Atividade física em casa: um desafio durante a pandemia


Manter a rotina de exercícios no período de isolamento é fundamental, mas exige cuidado
 
Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Considerada uma das principais medidas preventivas para evitar o contágio do novo coronavírus, a recomendação de não sair de casa causou uma mudança no hábito de praticar atividades físicas, que agora precisa ser dentro de casa e com os materiais mais diversos e acessíveis.

Como já sabemos, estamos lutando contra o novo covid-19 e nosso dever nesse momento é ficar em casa, sair apenas quando necessário e sempre com máscara, entre várias outras medidas sugeridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Em meio a essa situação, deve-se evitar reuniões comemorativas; comércios não essenciais foram fechados, assim como bares, academias e parques; shoppings têm sua entrada restrita; e escolas estão tendo aulas online.

Com isso, deixamos nossos canais de comunicações ligados mais da metade do dia e podemos dizer que o mundo está vidrado em uma tela de celular ou de uma televisão, adquirindo novas soluções, notícias, datas e índices. Já estamos há meses nessa situação, mas você já analisou seu dia-a-dia? Já pensou o quão produtivo está sendo? Ou até mesmo o quanto seu psicológico pode estar sendo afetado?

Dentro isso, é fundamental relembrar a importância de manter em dia os exercícios físicos. A OMS publicou em uma nota que o corpo e a mente são beneficiados pela atividade física, que reduzi ainda riscos de doenças do coração, acidente vascular cerebral, diabetes, alguns tipos de câncer, hipertensão arterial. 

Professores de educação física recordam ainda que a obesidade é um fator de risco para quem foi infectado pelo coronavírus, e que a atividade física ajuda também a manter a saúde mental, reduzindo o risco de depressão e demência, aliviando o estresse e provocando uma sensação de bem-estar.

É possível manter uma rotina saudável dentro de casa, sem quebrar as normas de isolamento, utilizando objetos simples, como cordas, tapetes ou colchonetes, e pesos dos mais variados, como, por exemplo, pacotes de alimentos. “O tempo ideal é de, no mínimo, 20 minutos, podendo variar conforme o condicionamento físico de pessoa para pessoa. Vídeos na internet podem ajudar, mas não esqueça: toda atividade física deve ser orientada por um profissional capacitado. 

terça-feira, 14 de julho de 2020

A importância do isolamento social para salvar vidas

Ainda sem vacina contra um vírus desconhecido, ficar em casa é a melhor prevenção

Por Júlia Machado Galvão – 9º B
 
Atualmente a maior parte do Brasil está sob alguma forma de isolamento social por conta da pandemia do covid-19. Uma pandemia, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é a disseminação mundial de uma doença. Descoberta no dia 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China, a covid-19 é causada pelo Sars-Cov2, um tipo de coronavírus, que é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, desde um simples resfriado até síndromes respiratórias graves.

Infectologista do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS), André Luiz Machado da Silva fala sobre o covid-19, quais os sintomas da doença e as recomendações atuais para se evitar o contágio: “A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através do contato, pelo ar, com secreções respiratórias como: gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro do paciente infectado. Os principais sintomas são: febre, tosse, dificuldade para respirar, coriza e dor de garganta; esses sintomas surgem de 2 a 14 dias após o contágio”, explica.

O especialista falou também sobre os grupos mais suscetíveis à contaminação e às complicações da doença, tais como os casos em indivíduos acima dos 70 anos e naqueles com patologias pré-existentes como doença cardiovascular, diabetes, doença respiratória crônica, hipertensão e neoplasia.

Algumas possíveis prevenções indicadas pelo Ministério de Saúde são: lavar com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienizar com álcool em gel 70%; ao tossir ou espirrar, cobrir nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos; evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas e, ao tocar, lavá-las sempre como já indicado; manter uma distância mínima de cerca de dois metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando; e quando necessária a saída de casa, o uso da máscara é essencial.

Claro que outro modo de prevenção é o isolamento social, determinado pelos governos para evitar a proliferação da doença. Assim, deve-se evitar aglomerações, estão suspensos grandes eventos e as pessoas devem ficar em casa o máximo possível, mantendo-se a distância segura umas das outras. Nesses casos, atividades que são impossíveis de serem promovidas sem distanciamento, como aulas presenciais, estão suspensas enquanto as autoridades sanitárias julgarem necessário. No caso das escolas, há uma possibilidade de que as aulas voltem no mês de setembro.

O infectologista Benedito Antônio Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, diz que o isolamento é importante porque. “Neste momento em que nós não temos uma vacina, nem mesmo um medicamento definido contra esse vírus, o que a gente pode fazer é minimizar a transmissão dele. E uma maneira de minimizar a transmissão dele é minimizar o contato dessa pessoa infectada com outras pessoas que são suscetíveis. E nesse momento todo mundo é suscetível porque ninguém nunca foi infectado por esse vírus."

Silvana Nunes Ferreira, moradora da Grande São Paulo, relata como o isolamento afetou sua rotina diária. “Ele me trouxe preocupações com os meus familiares no sentido de ficarem doentes. E apesar de eu não ter parado de trabalhar, estou tendo mais tempo nos finais de semana para ler e assistir filmes.” Ela fala também que acha o isolamento social a prevenção mais eficaz, pois como no momento ainda não existe uma cura para a doença; e sobre como tem feito sua parte nessa situação de tanta necessidade de empatia. “Estou colaborando também com cestas básicas para as famílias carentes.”

Esse é um momento de empatia e autocuidado: ficando em casa, além de você estar se prevenindo, você está protegendo os próximos também. Ler, praticar atividades físicas, ouvir música e fazer cursos pela internet são algumas atividades recomendadas para quem está entediado com a situação; o mais importante agora é manter a estabilidade psicológica emocional para que problemas como a depressão e ansiedade não entrem na rotina. Este período de isolamento, para quem tem o privilégio de estar com a família, deve ser visto como uma oportunidade para aprender e se redescobrir.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Uma pandemia que apresenta impacto em várias áreas

Funcionamento das igrejas também foi afetado pela necessidade de isolamento social

Por Isabela Almeida Mascarenhas e Natalia Victoria Souza Jonas – 9º C

O período de isolamento social impede muitas pessoas de sair de casa e obriga a adaptação de muitas atividades. Na cidade de Sorocaba, por exemplo, supermercados e outros tipos de comércio estão abrindo com restrições e horários diferentes, enquanto crianças e adolescentes estão tendo aulas online para cumprir o calendário escolar.

Entrevistando moradores da cidade de Sorocaba, perguntamos como está sendo a rotina das pessoas nesse período para entender como a quarentena afetou o dia a dia das pessoas. “Eu não trabalho fora, porém tenho meus compromissos. Um deles é com a igreja, onde não pude exercer meu cargo nesse período de epidemia, e afetou bastante foi não poder ter contato com minha família e entes queridos”, diz Darlene Mascarenhas

Rosângela, que trabalha com vendas, teve sua rotina bastante afetada. “Tenho muito contato com o público, e nesse período de quarentena caiu bastante o consumo na área em que atuo, de produtos perecíveis. Já em minha rotina eu e meus colegas de trabalho tivemos que mudar alguns aspectos, como o uso de máscara e um maior distanciamento uns dos outros. Em casa, com minha família, estamos tomando todos os cuidados devidos, pois eu sou a única que saio e tenho minha mãe, que é idosa e tem risco maior de contágio", diz.

Beatriz Almeida, enfermeira, conta um pouco da rotina no hospital. “Estamos tomando muito cuidado. Uso de máscara e roupas protetoras é obrigatório, tendo que passar por máquinas, medir febre e fazer esterilização das roupas, além do uso do álcool gel. Nós estamos fazendo o possível para melhor a situação em que estamos vivendo hoje."

Os sintomas da Covid-19 mais conhecidos são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar. A intensidade vai depender de cada pessoa: pode variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Cerca de 20% dos casos podem requerer atendimento hospitalar, por apresentarem dificuldades respiratórias, e parte desses pacientes podem necessitar de suporte artificial para o tratamento de insuficiência respiratória.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Saúde mental: conselhos para continuar bem durante a pandemia

Psicóloga explica como lidar com tantas coisas novas de uma só vez   

Por Isabela Zanin de Souza e Luiza Oliva de Morais Paes – 9º A

Todos nós sabemos o quão difícil está sendo lidar com uma pandemia. Muitas coisas mudaram desde o fim de fevereiro, desde foi anunciado aqui no Brasil o primeiro caso de covid-19, doença causada pelo coronavírus, família de vírus responsável por diversas doenças respiratórias.

Na verdade, o problema vai muito além disso. Em consequência da pandemia, veio uma longa quarentena, que tenta manter as pessoas em casa, fazendo com que elas saiam o mínimo necessário. Isso tem prejudicado a economia, com a redução da atividade em vários negócios, mas fala-se menos de outro impacto: no psicológico das pessoas, uma vez que se adaptar a um novo estilo de vida sem contato físico é realmente muito difícil.

Não podemos nos deixar abater. Precisamos nos manter informados, mas também ocupar nossas cabeças com coisas produtivas que não conseguíamos realizar por falta tempo antes. Essa é uma das dicas de nossa entrevistada, a psicóloga  Flávia Elizabeth Oliva de Morais Paes.

Como profissional, o que você aconselharia as pessoas para que consigam manter uma boa saúde mental em meio uma crise mundial?
Flávia – A primeira coisa é não desanimar, pensar positivo e pensar que isso vai passar, que não é o fim do mundo. Segundo, tentar manter uma rotina. Mesmo que você não tenha que fazer nada durante o dia, precisa ter uma, senão bate o desanimo, e pode até acabar virando uma depressão. Nós ficamos ociosos, o que nos deixa ansiosos, então você tem que tentar manter um ritmo parecido ou quase igual de quando você tinha sua rotina normal. Tenha um hobby, coloque uma coisa que você gosta na rotina, e tente se ocupar da melhor forma. Não fique vendo noticiário: acompanhe só uma vez por dia, de preferência de manhã, o excesso de informação pode te deixar ansioso.

É possível tirar bons aprendizados dessa experiência? Se sim, como?
Flávia – Sim, tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, então, de toda a situação, mesmo que seja uma tragédia, a gente acaba tirando uma coisa boa, tudo vai do olhar que você tem da situação, se você mantiver um olhar positivo, vai conseguir tirar coisas boas daquilo. Aproveite a sua família, tente se conhecer melhor, ler um livro que você gostaria de ler mas no dia a dia acaba sem tempo. Esse é o momento de fazer as coisas que você reclamava antes que não tinha tempo mas agora tem.
    
O que você, pessoalmente, está fazendo para conseguir lidar com esse momento?
Flávia – Estou vivendo um dia após o outro, ou seja, estou tentando fazer as coisas sem ficar pensando no dia de amanhã. Fazendo coisas que eu gosto como cuidar dos meus filhos, produzir artesanato, decorar a minha casa, receitas diferentes. Não sabemos o que o futuro nos guarda, então não adianta ficar preocupado com o que vai acontecer.

Entrevistamos também Taís Zanin de Souza, moradora de Sorocaba, para conhecer um pouco de sua rotina.

Quais os cuidados que você está tomando para evitar contrair a covid-19?
Taís – Bom, estou seguindo todas as regras de isolamento social e tomando todos os cuidados necessários de higiene, como lavar sempre as mãos e higienizar as compras ao chegar do mercado. O uso de máscara ao sair já virou um hábito também 

Como têm sido os seus dias isolada?
Taís – Procuro sempre estar em família, assistindo a filmes, com pensamentos positivos sem perder a fé. Manter o contato com familiares através de videochamadas é essencial para mim, nos faz sentirmos mais unidos, também gosto de me manter informada, mas não com excesso de informações, seguindo em frente sempre positiva.”

E como está cuidando da sua saúde física nesse tempo de pandemia?
Taís = Estou me exercitando através de aulas online, mantendo uma boa alimentação e tomando banhos de sol para que não falte vitamina D. Criei um hábito de fazer saladas bem mais saudáveis no intuito de me manter em forma e com a imunidade bem alta.

Como podemos ver, todos nós estamos fazendo o possível para fazer a diferença! E é importante lembrar, fiquem em casa e se cuidem! Essa doença não é brincadeira, o remédio mais eficaz nesse momento é se prevenir e não deixar que o vírus entre nas nossas casas.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Home office: alternativa para o trabalho não parar

Cerca de 60% dos brasileiros tiveram de optar pelo trabalho remoto durante a pandemia

Por Carla Roberta Camargo da Silva e Clara Moura Fé Xavier – 9º B

Seis de cada dez brasileiros estão trabalhando diretamente de suas casas durante o período de restrição do contato social provocado pela pandemia do novo coronavírus. Antes restrito a alguns profissionais, o home office, ou trabalho remoto, agora é praticado por milhares de trabalhadores no Brasil e no mundo por causa da pandemia.  

Diversas empresas que trabalham com serviços de escritório, feitos em computador se adaptaram a essa nova maneira de trabalhar, entre elas empresas e órgão públicos, que optaram por preservar a saúde dos funcionários e manter uma grande porcentagem da sua produtividade. 

Pesquisa realizada pela empresa Hibou revela que 59,9% dos brasileiros está trabalhando em casa e, destes, 41,6% estão usando vídeo conferencias para isso. Os entrevistados alegam estar trabalhando mais em casa do que quando trabalhavam em seus escritórios. Uma categoria que afirma isso é a dos professores.

“Achei que o impacto não seria algo tão grande no Brasil, foi uma surpresa, um pouco assustador, porque a gente começou a saber das coisas e na semana seguinte já não havia crianças na escola”, comenta a professora Sheila Moura Fé Xavier, que precisou passar por um processo de adaptação dos métodos. “Toda a apresentação das aulas tem de ser preparada pelo computador, com slides, tive que aprender a mexer em vários aplicativos para conseguir atender a demanda, além de adaptar minha casa”, conta a docente.

Ela pelo menos teve a vantagem de não ter seu salário reduzido, como aconteceu com profissionais de vários setores, mesmo com o trabalho remoto. Além disso, ainda há a dificuldade de conciliar profissional à vida familiar. Para que o serviço a distância seja eficiente, é importante a colaboração de pessoas que moram junto com o profissional. 

“A adaptação da rotina foi complicada, porque tinha a questão de internet não suportar o uso dela para as aulas. Também tivemos que fazer mudanças na sala, para eu conseguir dar aula, tanto que eu dou aula na sala de jantar. Tive ainda que comprar uma webcam”, relata. “É preciso cuidar de tudo, fechar as janelas para não ter tanto ruído, ajustar a luz. Mas hoje já estou acostumada e o trabalho vem transcorrendo da melhor forma possível.”

Se para os professores trata-se de uma mudança provisória, para alguns a mudança vem para ficar. Antes visto como uma estratégia de modernização e agora como questão de sobrevivência, o home office deve se manter ativo em várias áreas de comércio e serviços, uma vez que não se sabe até quando a pandemia vai durar e, mesmo depois, muitos hábitos podem ser modificados permanentemente. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A vida atribulada de uma obstetriz em tempos de pandemia

O número de casos de covid-19 tem aumentado no mundo inteiro, e entrevistados contam como tiveram a vida afetada 

Por Ana Clara Migliari Claro Gomes e Carolina Júlia Lourenço Antunes – 9º C

É inegável que com a chegada da Covid-19 o mundo mudou completamente e a vida de milhares de pessoas foi afetada; muitos trabalhadores tiveram seus salários reduzidos ou estão sem receber, várias pessoas ficaram desempregadas e muitas estão passando necessidades.

A vida dos profissionais de saúde, por exemplo, foi completamente afetada, com uma rotina desgastante já na chegada ao trabalho, conta Aline Paschoal Costa, 32, obstetriz (médica que cuida de partos humanizados) do Hospital e Maternidade Amador Aguiar. “Assim que chego a meu setor coloco uma roupa privativa, com máscara e touca. Vejo todas as gestantes e por último vou ao quarto de uma gestante com covid-19. A gente tem que colocar uma touca nova, máscara especial, viseira de proteção, avental, protetor no pé, outro avental por cima, duas luvas na mão e aí pode entrar no quarto”, diz, enumerando as ações preventivas.

Ela admite que o atendimento é bem mais complicado. “Tento avaliar o mais distante possível, mas às vezes não tem jeito porque preciso auscultar o neném, apalpar a barriga, ver os sinais, enfim. Na hora de sair, o primeiro par de luvas eu tiro dentro do quarto, mexo na maçaneta e tiro o resto da paramentação do lado de fora. Quando acabo de tirar, vou para a pia lavar as mãos e aí troco tudo o que estava usando. O pessoal do pronto socorro trabalha à noite inteira com a paramentação como se todo mundo estivesse com o coronavírus, porque a gente nunca sabe se quem está chegando na porta tem ou não.”

Mas profissionais de outros setores também foram afetados. ”Quem tem mais de 60 anos ficou afastado por ser do grupo de risco, porque as pessoas mais idosas são mais propicias a pegar o coronavírus, então elas foram afastadas e estão há mais de três meses em casa, sem trabalhar”, conta Edson Carlos Teles, 57, mecânico de aviões, há 30 anos funcionário da Embraer.

Ele conta que a empresa está se esforçando para não demitir funcionários. “O pessoal do escritório está trabalhando em home office, alguns fizeram acordos com redução de jornada de trabalho e também redução de salário, só as pessoas essenciais estão trabalhando e tem muita gente em casa que está esperando a pandemia terminar. Por enquanto, ninguém ainda foi despedido do meu trabalho”, relata.

Uma tentativa do governo de ajudar as pessoas que não possuem renda fixa foi disponibilizar um auxilio emergencial no valor de R$ 600, porém a medida não obteve total sucesso, pois muitas pessoas que não precisam dessa ajuda se inscreveram e estão recebendo o dinheiro no lugar de famílias que realmente precisam desse apoio.

Com o fechamento compulsório das instituições de ensino, a maioria optou por aulas online. “Para mim tem seus pontos fortes e fracos. As aulas ficam gravadas, então você tem muito mais liberdade nesse aspecto; mas, é muito mais difícil você se concentrar na aula porque em casa tem muito mais distrações”, relata Ingrid Musalska Claro Gomes, 18, estudante de psicologia da PUC-SP. “Acho que a gente não tem que se culpar, pois é uma situação complicada para todo mundo, e isso atrapalha nosso aprendizado”, analisa.

Uma medida muito interessante que o governo do Estado de São Paulo tomou foi formar uma parceria com a TV Cultura. O canal 2.3 passou a ser TV Cultura Educação, que tem até 10 horas de programação diária ao vivo, com transmissão de aulas para estudantes que não contam com acesso fácil à internet.

Para não perdermos as esperanças, a estudante Carolina Júlia Lourenço Antunes, 14, deixou-nos uma mensagem de otimismo. “Em meio a tantas incertezas, a única coisa que nos resta fazer é esperar e acreditar que novos tempos virão. Este período de pandemia é estressante para todos nós, mas tudo ficará bem.”

segunda-feira, 6 de julho de 2020

O impacto da quarentena nos trabalhadores

A pandemia de Covid-19 nos obrigou a mudanças para as quais não estávamos preparados  

Por Lucas Guedes Mendonça Franco e Vitor Benavides Pitaluga – 9º A

O isolamento social causou impacto nas pessoas em quase todos os aspectos e um dos setores afetados foi o ensino, já que escolas são ambientes fechados, repletos de pessoas de todas as idades e que seriam uma enorme possibilidade para o Sars-Cov2 se disseminar. Então, para a segurança de todos que vivem nos ambientes escolares, foram suspensas as aulas presenciais por tempo indeterminado.

Mas, apesar de preservar a saúde física, a quarentena e as aulas online acabam afetando o lado financeiro e psicológico. Ao entrevistarmos duas trabalhadores de áreas diferentes tivemos como tirar conclusões sobre o assunto.

Jeane Guedes Mendonça Franco, professora de 49 anos, mãe de três filhos, casada e que trabalha em duas escolas da rede municipal em Sorocaba (SP) diz o seguinte sobre a pandemia do Covid-19: “O primeiro impacto foi emocional, por ver as salas vazias e meus filhos sem participar da rotina escolar. Além disso tive que alterar a rotina da casa, como a limpeza, higiene pessoal e principalmente mental. Também há uma preocupação em relação ao meu marido, que está se expondo para trabalhar e sustentar a casa.’’ 

Outro fator que a professora comenta foram as muitas duvidas em relação a essa doença e o medo de contaminação. Segundo ela, até o momento a família não sofreu impacto financeiro, porém a instabilidade geral preocupa e mais recentemente o retorno ao trabalho tem criado muita expectativa, sendo dividido em trabalho remoto e presencial nas escolas. "Também temos a falta de recursos tecnológicos necessários nas escolas públicas fazendo com que não se possa ter aulas online e atividades em domicílio", diz.

Em outras áreas, como a medicina, também houve impacto. A dermatologista Laura Yoshizaki Dini opina fala sobre como isso afetou sua vida: "A doença acabou nos forçando a mudar horários e se prevenir fazendo uma redução de pessoas no trabalho e também com os pacientes diminuindo a exposição. Também sofremos uma redução salarial e temos de nos prevenir higienicamente em situações normais do dia a dia, como ao chegar em casa e retirar sapatos, colocar a roupa para lavar e tomar banho.",

Ela conta que precisou mudar alguns hábitos de higiene, como como tomar banho molhando apenas o cabelo com sabão sem deixar a água escorrer para o rosto. Ela também cita a alteração do humor das pessoas em consequência da doença que mudou completamente o estilo de vida. "Essa doença pegou todos desprevenidos e forçou um cuidado que ninguém esperava ter."

Apesar de todo o cuidado, o número de contaminados e mortos em todo o mundo não para de subir. Uma das poucas notícias boas é que o número de assaltos, homicídios e de acidentes de trânsito diminuiu com o isolamento social, porém muitos restaurantes, comércios e outras indústrias estão demitindo funcionários e chegando até a fechar por não estarem lucrando e conseguindo pagar as dívidas.

"Em meio a tudo isso podemos dizer que nosso lugar de descanso, também conhecido como ‘’local de chegada’’, hoje se tornou local de permanência", reflete a professora Jeane. Temos agora que aguardar o que acontecerá nos prevenindo e tomando as medidas de segurança e higiene providas pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O Covid-19 mudou o mundo e mudará os tempos à frente; sabemos que o mundo não será mais o mesmo que sempre foi.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Os desafios do isolamento social

Profissionais de diversas áreas relatam seu processo de adaptação durante o período de quarentena

Por Maria Eduarda Morina Brito – 9º B

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 30 de janeiro deste ano, o surto da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Logo depois, em 11 de março, informou que a situação já se caracterizava como uma pandemia, pois o contagio estava fora de controle em várias partes do mundo.

No Brasil hoje o número de casos passa de 1,5 milhão, e com cerca de 1.200 mortes por dia. Desde março,  porém, os primeiros casos provocaram a adoção de medidas preventivas, como: lavar as mãos com cuidado por cerca de 40 segundos, usar o cotovelo para cobrir a tosse, não tocar o rosto, não sair de casa e se precisar sair manter uma distância segura (cerca de 1,5 metro de distância).

Com as novas medidas de prevenção muitas pessoas tiveram sua rotina afetada, principalmente pelo distanciamento social. Uma das formas adotadas foi o trabalho remoto, ou “home office”, que consiste na pessoa trabalhar na sua própria casa de forma segura, utilizando a internet para se comunicar com seus superiores, colegas de trabalho e funcionários.

Mas o isolamento social não afetou positivamente todas as pessoas. Ao contrário, causou uma grande quantidade de pessoas perdendo seus empregos e uma crise econômica em vários países.

Escolas e faculdades também adotaram o sistema remoto, “Estou achando um desafio, ainda mais por ter uma profissão que necessita de contato físico e isso acaba dificultando, por não ter um retorno como de costume, por não conseguir dar o suporte como se é esperado, por depender da participação e compreensão dos responsáveis nesse momento em que o isolamento social está acontecendo.”, afirma Fernanda Morina, professora de educação Infantil.

E também há empresas que não adotaram o isolamento social, mas aderiram medidas preventivas, “Na minha empresa não foi adotado o sistema de quarentena, porém tivemos que colocar em prática o uso de equipamentos para tentar minimizar a propagação do vírus”, conta Ethore Ortiz Fulco, que trabalha numa empresa de mineração.

O distanciamento social não afetou apenas as pessoas e sim o ambiente também. Por exemplo, os famosos canais de Veneza, que têm suas águas lamacentas por conta da alta circulação de gôndolas de turistas, voltaram a ter água cristalina. “A água agora parece mais clara porque há menos tráfego nos canais, permitindo que o sedimento permaneça no fundo", explicou um porta-voz da prefeitura local à CNN. Com isso, peixes se multiplicando nadando ao fundo voltaram a ser vistos.

Esse momento delicado por qual estamos passando possibilitou a especialistas em estudos da mente constatar que o aumento da solidariedade, gratidão e empatia entre as pessoas aumentou nesse momento de pandemia, com pessoas se mostrando mais preocupadas com o bem-estar umas das outras, “Eu acho que essa situação veio para as pessoas darem mais valor pra família, pais conviverem mais com os filhos. Para nos ensinar que o dinheiro não é tudo e ele não pode comprar a saúde. E para as pessoas aprenderem a conviver na terra com mais compaixão, ajudar uns aos outros. E principalmente para termos consciência que somos totalmente dependentes de Deus. Para as pessoas voltarem a exercer sua fé,” afirma Angélica da Silva Brito.

Cientistas estão no caminho para achar a vacina conta o Covid-19 e em diversos países já estão sendo feitos testes em pessoas e a população aguarda ansiosamente por ela, ”A ansiedade por essa vacina é incontrolável e inevitável. Queremos o fim disso, para poder rever familiares e amigos que tanto amamos, mesmo que nem todos estejam lá,” diz Maria Eduarda Morina Brito.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

A vida na tentativa de um novo normal

Relatos de brasileiros sobre como têm agido em frente ao isolamento da pandemia de Covid-19

Por Letícia Rodrigues da Silva – 9º C 

Com as medidas de distanciamento social tomada em decorrência da pandemia de Sars-CoV-2, nome científico do novo coronavírus, as pessoas tiveram que se adaptar rapidamente a uma vida sem contato físico com amigos e familiares e, por vezes, até sem poder comunicar-se com eles.

“Se no início do ano alguém falasse que um vírus de Wuhan, na China, do outro lado do mundo chegaria ao Brasil em tão pouco tempo, isso pareceria algo ‘absurdo’, porém, em uma época na qual o mundo é extremamente interligado, vemos de perto um dos pontos negativos disso: a rápida propagação do coronavírus”, afirmou Luciana Pereira Rodrigues da Silva, profissional de saúde.

A quarentena é tida pelos especialistas como o mais eficaz método de contenção do contágio do Covid-19 até onde se tem conhecimento. Ficar em casa nesse período de pandemia é necessário para que os hospitais se preparem e para que o número de casos não cresça a ponto de lotá-los, evitando uma possível sobrecarga do sistema de saúde.

No entanto, há pessoas que não respeitam o isolamento, seja por questão de desprezo aos avisos, seja porque estão se sentindo sozinhas ou até mesmo porque o trabalho que realizam não possibilita essa parada repentina e precisam da renda para se sustentar. A estudante Karolyne Rodrigues Silva conta que está difícil conter a avó em casa. “Ela já está louca pra ir ‘bater perna’ no centro”, disse, em tom de indignação.

Já a dona Alzira Pereira Rodrigues, aposentada de 65 anos, responde que não tem sido fácil ficar direto em casa, mas acredita ser algo necessário. “Estou me sentindo presa. Apesar de querer sair, a gente já é de idade e estamos no grupo de risco, o que aumenta as chances de complicações. Se eu preciso comprar algo, peço para meus filhos trazerem aqui”. Ela conta também que o medo aumentou após o falecimento de uma conhecida: “A mãe de um parente meu morreu há pouco tempo e os familiares nem puderam fazer um velório para ela”.

Leonardo da Silva, coordenador de enfermagem do Samu regional de Sorocaba, afirma que os cuidados no serviço dobraram e faz uma observação: “Agora, qualquer ocorrência com dificuldade respiratória é atendida como caso suspeito de Covid-19. O que tenho percebido foi uma diminuição em acidentes de rua, como atropelamentos e acidentes automobilísticos.”

Quanto à rotina, Leonardo diz que para ele não mudou muito e, por ter trabalhado como socorrista, já estava acostumado com certa agitação na profissão. Afirma que a quarentena possibilita um tempo de reflexão, mas confessa que lidar com a distância não tem sido tão fácil. “É uma forma de querer estar mais próximo dos familiares. Meus pais moram em outra cidade e sempre viajávamos para visitá-los nos feriados. Sem as viagens sinto saudades deles, mas essa também foi uma oportunidade de me aproximar mais dos meus filhos”, afirmou.

A professora de escola pública Leonice da Silva Pereira, que vive em Itapecerica da Serra, relata sua experiência. “Tive que me adaptar para criar aulas online. No começo foi um desafio, mas aos poucos fui me acostumando”. Ela conta também que teve que cancelar uma viagem para o Japão: “Fomos convidados a ir a Kyoto para um evento cultural que tem relação com nossa cidade, mas os aeroportos de lá fecharam poucos dias após os primeiros decretos de restrição no Japão.”

O estudante Luiggi Rodrigues da Silva aponta algumas dificuldades como aluno: “Ficar o dia inteiro em casa sentado em frente ao computador cinco dias por semana tem me causado certas dores de cabeça e nas costas”. Já em seu tempo livre, Luiggi diz ter aproveitado para aprender a jogar futebol com seu pai. “Quando tudo voltar ao normal, talvez eu possa jogar como goleiro no interclasses do colégio”, afirma, esperançoso.

Há ainda pessoas que desacreditam nos efeitos do isolamento, como é o caso do senhor Wagner Oliveira, desempregado. “A quarentena é uma perda de tempo. O isolamento deveria ser apenas para os velhos e pessoas doentes. Todo mundo vai morrer um dia, os velhos vão ter que morrer mesmo e se eu tiver que ir eu vou também”, justifica.

Para a microempresária Marinilda da Silva, as vendas melhoraram, ainda mais com a disponibilidade de entregas. Apenas relata dificuldade na reposição de estoques, sendo que boa parte de seus produtos são importados da Ásia. Com relação ao isolamento pessoal ela diz que, apesar de defender as restrições, tem saído de casa com alguma frequência: “Confesso que tenho frequentado algumas festas em casas de amigos”.

Todavia, a profissional de saúde Luciana Pereira Rodrigues da Silva alerta: “Sem o isolamento os casos aumentariam ainda mais e pessoas que precisem de assistência médica, não apenas pelo coronavírus como outros tipos de enfermidade, podem vir a óbito pela falta de leitos com a lotação dos hospitais.”

“O fato de a pessoa estar fora do grupo de risco não a torna isenta dos sintomas e de dias de sofrimento pela recuperação”, comenta a enfermeira na rede pública de saúde Márcia Cristina Ribeiro, por experiência própria. Ela pegou o vírus de uma colega de serviço. “Chegou um ponto em que pensei que fosse morrer”, conta ela, já recuperada.