quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Vem aí um novo mundo, mais limpo e cuidadoso

Pandemia deixa ensinamentos que as pessoas devem continuar cumprindo, especialmente enquanto vacina não fica pronta

Por Maria Eduarda Paes Coivo – 9º B

Uma coisa é certa: o mundo que existia em 2019, antes da pandemia, já não existe mais. Depois de um período de isolamento, em que a realidade se limitou a ficar em casa, vivemos agora a readaptação, com o uso obrigatório de máscaras para o deslocamento e a ampliação dos cuidados com a higiene pessoal e o distanciamento.

Acredito que, depois desse impacto inicial, o mundo vai melhorar daqui para a frente. Com a pandemia, a ciência se desenvolveu, a empatia entre as pessoas aumentou e muitos adotaram hábitos de higiene, como lavar as mãos e desinfetar os alimentos depois de chegar do supermercado.

Essas rotinas podem ser mantidas. As máscaras serão parte do dia a dia, até porque servem não só para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, mas para uma série de outros problemas. A rotina de limpeza também é fundamental para a manutenção da saúde.

Acredito ainda que as mudanças de rotina estabelecidas pela pandemia também podem causar melhorias no longo prazo. Aprenderemos a valorizar mais os momentos com as pessoas que amamos e a oportunidade de contato pessoal.

No campo da ciência também haverá desenvolvimentos. A busca por vacinas para a covid-19 é um bom exemplo, visto que a grande expectativa da população está acelerando os processos de pesquisa – ainda que tenham sido mantidos todos os protocolos de segurança e provavelmente os primeiros lotes só serão liberados em 2021.

Assim, enquanto a esperada vacina não vem, é preciso controlar a ansiedade, sair de casa apenas quando necessário e sempre tomar as medidas adequadas de higiene. Apesar de todos os sustos, podemos dizer que o mundo está mudando para melhor, seguindo os caminhos da evolução.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Globalização: seria ela a grande responsável pela propagação do coronavírus?

Expansão do comércio e do turismo entre países possibilitou que a pandemia alcançasse níveis inéditos mundo afora

Por Ana Júlia da Costa Tavares, Felipe Machado dos Santos, Gabriela Silva da Costa, Isabelle Cristine de Oliveira, Matheus Meck dos Santos e Naomi.Obara de Souza – Terceirão

O mundo se viu obrigado a parar suas atividades por conta de um vírus que surgiu na China em dezembro de 2019 e que se espalhou para o mundo em março deste ano. O gigante asiático hoje é líder mundial em comércio: exporta roupas, autopeças, telefones celulares, entre muitos outros produtos de grandes marcas, o que abriu as portas do mundo para o vírus entrar e causar a maior crise sanitária do século.

A união dos mercados de diferentes nações quebra os limites de fronteira por meio da globalização, grande responsável pela rapidez de informações e interação dos países, não só economicamente, como socialmente.

É inegável que a rede de turismo, facilitou a propagação do novo coronavírus pelo mundo, já que proporciona a interação de variados territórios e, sem dúvidas, foi o mercado mais afetado pela crise mundial consequente da pandemia.

Assim como a velocidade dos veículos de informação, o vírus se espalhou rapidamente, atingindo cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo e causando quase 1 milhão de mortes, em números atualizados nesta terça-feira, resultado em grande parte da demora das autoridades em tomar atitudes.

Com uma interação bem menor, com vacinas ainda em desenvolvimento e lidando com um inimigo invisível, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a pandemia está longe do fim. O que resta para a humanidade agora é a esperança.


terça-feira, 8 de setembro de 2020

A importância das Instituições Científicas e Tecnológicas

Conheça mais sobre lugares que fazem pesquisas de excelência no Brasil

Julia Machado Galvão – 9º B 

As Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) são órgãos de administração pública ou privada com propósitos definidos, sendo eles desenvolver e executar atividades de pesquisa (básica ou aplicada) de caráter científico ou tecnológico com tópicos diversos. 

A pesquisa científica é de extrema importância na formação profissional, no conhecimento científico e tecnológico, e consequentemente no desenvolvimento de uma sociedade em geral. 

Ciência e tecnologia são uma das fontes principais de criatividade e progresso da sociedade moderna, afetando assim o padrão e a qualidade de vida em todo o mundo. Por exemplo: nos países desenvolvidos onde há investimento em pesquisas científicas os IDHs são altos e a população tem uma ótima qualidade de vida. Isso torna as instituições de pesquisa muito importantes para o desenvolvimento de uma nação. 

Pesquisa e desenvolvimento são atividades que vêm ganhando mais espaço no Brasil. Principalmente nesse momento de pandemia as pesquisas científicas são primordiais para os estudos na eficácia de drogas, para avaliação de vacinas, para a busca de testes mais rápidos, para o teste da Covid-19, etc. 

Alguns exemplos de institutos científicos brasileiros: 

• Instituto Butantã: centro de estudos e pesquisa básica nas áreas de biologia e de biomedicina; localizado no bairro do Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo; foi fundado em 1901, e é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considerado um dos principais centros científicos do mundo. O instituto também produz uma grande variedade de soros imunoterápicos fornecidos ao Sistema Único de Saúde (SUS). É responsável por um grande volume da produção nacional de antígenos vacinais.

• Instituto Atlântico: promove a inovação com foco em Tecnologias da Informação e Comunicação. O desenvolvimento é realizado de forma rápida e tradicional. Para isso, o Instituto Atlântico oferece soluções de software, hardware, além de fornecer consultoria para implementação. Algo específico do instituto é a metodologia Tomorrow Lab, que é um framework de resolução rápida de problemas, ele aplica técnicas de desenvolvimento rápido para identificar problemas do cliente e propor uma solução de forma rápida. Fundado em 2001 pelo maior centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América Latina. 


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A ciência muda o mundo

Ações de institutos de pesquisa ajudam a sociedade a enfrentar o desafio do novo coronavírus

Por Eduarda Carriel Barros – 9º A

Os institutos de pesquisa são responsáveis por buscar novas informações que solucionem problemas na sociedade. Com o novo coronavírus, que se espalhou pelo mundo e provocou uma grande pandemia, os profissionais do ramo da saúde e ciência buscam soluções para evitar o contagio contínuo, assim como a vacina para conter este vírus. 

A Universidade de Brasília (UnB) que foi inaugurada no ano de 1962. é uma das instituições que busca uma resposta a respeito do Covid-19, com cerca de 90 pesquisadores na área da pandemia atualmente. Uma grande preocupação dos pesquisadores e dos profissionais da saúde é a respeito do contágio em que é transmitido o vírus, uma vez que a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de máscaras como forma preventiva de propagação. As máscaras N95 possuem matérias que filtram a maioria de partículas que podem ser inaladas, impedindo assim a transmissão, entretanto a falta de equipamentos de proteção individuais (EPIs) é um problema grave. Assim, chega a ser 50% dos profissionais que afirmam a falta de proteção, de acordo com pesquisas da Associação Paulista de Medicina (APM). 

O projeto Égide, que significa "escudo"; "proteção", estuda a produção de uma proteção facial mais eficaz, como a de barrar e inativar o vírus; outro projeto que podemos citar é o de descontaminar as mesmas, garantindo assim a total segurança de ser reaproveitada por profissionais. A criação da máscara vem de uma substância encontrada em cascas de camarões, chamada Vesta, que, além de ser uma substância biodegradável e que pode barrar o vírus, é também um material de baixo custo. Já a descontaminação pode acontecer por uma iluminação específica, a luz ultravioleta, porém, podem degradar outros tipos de materiais como o plástico; a construção desse dispositivo pode nos proporcionar a descontaminação de 2.400 máscaras por dia, o mesmo pode ser encaminhado para hospitais como os de Tocantins, Goiás e Distrito Federal, acompanhado com um protocolo de manuseio, pois certos cuidados devem ser praticados. 

Um grupo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) estão praticando uma tarefa que poderia ser comum no Brasil e não apenas em épocas de crise, pois os integrantes começaram a consertar ventiladores pulmonares mecânicos que se encontravam parados, sem uso em ambientes hospitalares. Eles verificam a segurança elétrica e a parte funcional do aparelho. 

Com a grande demanda de ventiladores parados, principalmente de hospitais públicos, as empresas especializadas não estavam conseguindo atender todas as solicitações, portanto, a universidade agirá tanto contra a pandemia quanto responderá positivamente a sociedade, podendo ajudar inúmeros profissionais da área de saúde com bons e adequados exemplos na restauração de ventiladores.  

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O impacto invisível da pandemia: que dia é hoje?

Novas rotinas exigem cuidado para não desajustar a percepção do tempo

Por Ana Julia Pedretti Raiz – 2º B

Dentre tantas mudanças e adaptações que estamos passando neste período de pandemia, vale ressaltar as diferentes percepções para a velocidade do tempo na vida de cada um. Muitos especialistas citam o fato de que este momento fase trouxe o conhecimento de como é necessário organizar o nosso tempo para conseguir concluir todas as tarefas e como é ruim não poder ter da sua vida uma “loucura” com várias obrigações.

Ao mesmo tempo, algumas das pessoas que se sentiam muito atarefadas sentiram a diferença nesta pandemia em que muita coisa parou, e a impressão é de que o tempo também parou. Os dias começaram a passar mais lentamente, a ponto de não sabermos distinguir em qual dia da semana estamos.

Estamos em tempos de inovações e principalmente, de reinvenção., para não acostumar com o fato de ficar em casa deixando a loucura e os pensamentos ruins tomarem conta de nossas mentes. Já existem diversos especialistas que alertam sobre o isolamento social nos trazer a sensação de perda de noção de tempo e o fenômeno tem até nome: distorção temporal.

Com isso, devemos nos organizar diariamente com tarefas diversas, nos exercitar, praticar a leitura, se arriscar na cozinha e experimentar diversas coisas. Com mudanças no cotidiano, manter-se ativo acabou sendo algo de grande esforço para muitas pessoas.

A disciplina, o foco, e a persistência em ter dias melhores e mais ativos trarão ainda mais a noção e a percepção do tempo mais ajustada, ajudando todo mundo a conseguir driblar esta crise que todos estamos enfrentando.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Covid-19: os números em forma de infográfico

Dados de acordo com o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba

Os gráficos abaixo foram produzidos por estudantes do 2º A com orientação da prof. Rosa, de Matemática. Os alunos pesquisaram o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba, com dados de 7 a 11 de agosto de 2020, utilizando o Microsoft Excel para confecção de gráficos.

O boletim traz informações sobre casos confirmados de Covid-19, óbitos, internações e pacientes recuperados.







 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cuidado e precaução enquanto a vacina não vem

População não pode relaxar nas medidas de prevenção enquanto medicamento preventivo não for aprovado

Por Nicolas de Paula Batista Doles – 9º C

Desde que começou a pandemia de Covid-19, todos se perguntam quando tudo isso acabará, quando as coisas voltarão ao normal. É claro que o “normal” será levemente alterado, mas mesmo assim esperamos ansiosamente retornar as nossas rotinas e ao nosso dia a dia habitual, na escola, no trabalho e nas atividades sociais.

O “normal” aguardado só será possível com a tão sonhada vacina, que nos deixará imunes ao temido novo coronavírus. Há muitas opiniões sobre o progresso e avanço dessas vacinas: alguns especialistas acham que ela sairá ainda neste ano, já outros só esperam para o ano que vem.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais 120 projetos sendo desenvolvidos no mundo todo. Oito deles já estão em fase final de testes em humanos e quatro podem sair ainda em 2020. Os projetos devem garantir que a vacina seja eficaz, segura e acessível, protegendo as pessoas sem causar efeitos colaterais.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura, acredita que esperar que a vacina esteja disponível nos postos de saúde ainda neste ano é de um otimismo exagerado. “Como o acompanhamento dos testes dura três meses, não acredito que saia ainda neste ano. O primeiro trimestre de 2021 já seria um cenário muito positivo e otimista”, afirmou. Ela explica que há fatores que podem colaborar para que o medicamento esteja disponível ainda em 2020, como a aceleração na inclusão dos participantes no estudo de fase 3, a de testes em larga escala, e a apresentação imediata de resultados positivos, o que ela considera difícil.

O professor titular do Instituto de Química da Unicamp e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Carlos Dias, também aponta para uma disponibilização da vacina da covid-19 apenas no ano que vem. “Se tudo der muito certo, teremos uma vacina para julho de 2021 e se tudo der muito, muito, muito certo, no primeiro trimestre de 2021. É preciso cautela e é importante lembrar que precisamos de produção em larga escala, pois estamos falando em vacinar oito bilhões de pessoas no mundo todo e 212 milhões no Brasil”, disse.

Enfim, é preciso ter paciência. E, enquanto as vacinas não estiverem à disposição, manter as ações de prevenção e distanciamento social para evitar que a doença continue a se espalhar na velocidade atual.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Novas mutações no Sars-Cov2 e suas possíveis implicações

Variações genéticas dificultam as pesquisas para obtenção de remédios e vacinas contra a Covid-19

Por Breno Garcia, João Igor Pisaniello Alves de Oliveira, Julia Medeiros, Leonardo de Souza. Luan Caue Rodrigues Alves, Lucas Dorta Leister Camelim e Shuyani Farias Silva – Terceirão

Compreender as mutações do Sars-CoV-2 é de extrema importância para a produção de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. Hoje, há registros de sete espécies do vírus que podem causar infecção em humanos, sendo que três delas podem acarretar doenças graves: 

  • o Sars-CoV é o agente da pandemia de Sars (síndrome respiratória aguda grave) que afetou o mundo entre 2002 e 2003;
  • o Sars-CoV2 é o vírus responsável pela atual pandemia que enfrentamos; 
  • o Mers-CoV provoca a síndrome respiratória do Oriente Médio, que ganhou esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012, e não chegou a ser uma pandemia, pois teve casos restritos a aquela região.

Essas mutações são pequenas alterações no código genético dos vírus, o que pode gerar novas características para as doenças por eles causadas. Segundo cientistas do Laboratório Nacional Los Alamos, houve por volta de 14 mutações no Sars-CoV2, e a que eles consideram mais alarmante é a D614G, que demonstrou muita facilidade em se espalhar pelo mundo.

Quando o vírus se mantém estabilizado, as pesquisas e estudos ficam mais fáceis, pois todos sabem com o que estão lidando, mas quando os vírus vão se alterando a situação se complica, porque as reações e sintomas passam a ser diferentes, dificultando o combate e a prevenção da doença.

O biólogo molecular Andrew Rambaut. da Universidade de Edimburgo, na Escócia, afirmou que em média o Sars-CoV2 sofre de uma a duas mutações por mês. Apesar de parecer alarmante, é um ritmo de transformação mais lento que o vírus que causa a gripe tradicional, cuja vacina, por causa disso, precisa ser renovada todos os anos.

Há mais de mil sequenciamentos genéticos do novo coronavírus, os quais são divididos em três grupos: A, B e C. O tipo A é considerado o “original” que foi encontrado em morcegos e pangolins; o tipo B, uma variação deste, tem maior incidências no Leste da Ásia, mas não se espalhou muito; o C é o majoritário na Europa, e foi encontrado também na França, Itália, Suécia e Brasil. 

Não se sabe ainda como esse vírus foi passado de animais para humanos, e nenhum estudo ainda conseguiu comprovar que as mutações podem torná-lo mais contagioso ou letal – mas notoriamente percebe-se que elas dificultam as pesquisas e o trabalho para a obtenção da vacina que pode nos tirar desta pandemia.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

À espera da vacina contra o Covid-19: paciência e tranquilidade

Não adianta ter pressa: é preciso aguardar os testes e continuar em distanciamento social até o resultado definitivo

Por Lucas Timpano Salles Pimentel – 9º B

Atualmente há várias vacinas contra a Covid-10 em estado avançado para teste, algumas delas sendo testadas aqui no Brasil. É preciso ter cuidado e paciência: claro que desejamos que todas essas vacinas possam dar certo para serem a cura de uma doença que já se mostrou mortal, porém pode ser que o resultado não seja tão rápido quanto gostaríamos e talvez algumas falhem na missão de conseguir servir como prevenção contra o Covid-19. 

A chance de essas vacinas darem certo é alta, porém ninguém sabe se vai ser a cura ou uma vacina igual à da gripe H1N1, cujo vírus tem mutações constantes e com isso há necessidade de fazer alterações constantes na vacina, mas o objetivo final é alcançar a cura definitiva. Para isso, os testes normalmente são feitos em pessoas de diversas idades.

Um estudo sul-coreano menciona crianças e adolescentes de 10 a 19 anos espalham muito mais facilmente o vírus do que se era imaginado. Os métodos de teste são explicados em vários artigos científicos, mas de uma forma geral eles verificam o desenvolvimento de anticorpos nas pessoas, além de eventuais reações, os chamados efeitos colaterais.

Nos estudos atuais, o que mais aponta para uma cura rápida e talvez mais certa de que vá funcionar é o uso da célula T, que tem uma ação forte contra o vírus já que produz mais anticorpos que ajudam o sistema imunológico a se defender. Essa informação pode ser vista em mais detalhes no artigo publicado no site Science Translational Medicine.

 As conclusões que podemos tirar sobre essas informações é que talvez em 2021 saia uma vacina efetiva contra o Covid-19 e temos que manter a calma nesses momentos, pois já há o bastante de preocupação e ansiedade com tudo que está acontecendo no mundo, já que tudo está mais complicado e desesperador por causa das crises econômicas e da pressão sobre os sistemas de saúde que vivemos atualmente. O ideal é que todos tenham paciência até a vacina sair e continuem a se adaptar às rotinas de distanciamento social que vamos enfrentar até que as vacinas possam ser aprovadas e usadas por todas as pessoas.


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Qual o impacto de um vírus na vida das pessoas?

Pandemia forçou mudanças de rotina e trabalhadores buscam adaptação a um jeito diferente de viver

Por Beatriz Aparecida Silva Sanches Alberto e Yasmin Galvez Assunção de Araújo – 9º A

Com a pandemia de covid-19 se espalhado freneticamente pelo Brasil, os governos tomaram atitudes para impedir que os índices da contagio cresçam ainda mais. Uma das medidas foi a restrição de atividades comerciais, a fim de garantir índices maiores de isolamento social. Isso afetou muito algumas profissões, então entrevistamos algumas pessoas para saber como estão lidando com a pandemia e a mudança de rotina. 

Ester, uma das gerentes de um salão de cabeleireiros no Shopping Iguatemi, em Sorocaba, afirma que sua rotina pessoal mudou como a de muitas pessoas graças ao vírus. Ela e a equipe não tiveram muita escolha: seguindo as determinações das autoridades e do próprio shopping, fecharam as portas no começo da pandemia. Encontraram como alternativa começar a atender os clientes em suas casas em horários espaçados, e, agora retomaram as atividades com as restrições impostas. “Tenho esperança e desejo de que tudo voltará ao normal em breve.”, diz. 

Camila mora em São Paulo e está no segundo ano do Ensino Médio; Ela está gostando da experiência de ter aulas online, mas se sente sobrecarregada pelo excesso de atividades. A distância dos amigos foi amenizada com as conversas online. “Acredito que tudo isso irá passar logo e no final teremos participado de um momento histórico”, avalia.

Aguinaldo, 42, técnico eletrônico, começou a trabalhar em casa. “Um colega foi demitido recentemente e está com dificuldades para sustentar toda a sua família, é uma situação muito complicada para várias pessoas” conta. Ele se mostra otimista por um futuro melhor quando a situação melhorar e o novo coronavírus puder ser evitado com vacinas.

Podemos concluir, assim, que embora as coisas não estejam muito boas para algumas pessoas, devemos ter fé de que tudo isso passará e nossas rotinas voltarão ao normal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Um novo mundo para o consumo após a pandemia

O coronavírus mudou muita coisa, inclusive a maneira de fazer compras e de acessar produtos culturais  

Por Nathalia Macedo Oliveira – 1º A 

O coronavírus pegou o mundo todo de surpresa. Ninguém imaginava que viveríamos em 2020 com algo tão devastador, que está matando milhares de pessoas ao redor do planeta, indo além da gripe espanhola, pandemia vivida no século passado, mas que não alcançou o mundo com a extensão do atual fenômeno.

Nunca houve nada parecido na história humana. Já sabemos que a pandemia afetou não só o cotidiano das pessoas, mas também a economia e o consumo. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamento e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia. 

Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social. De acordo com essa pesquisa, o destaque foi para compras de alimentos e bebidas para consumo imediato, índice que cresceu 79%. 

De uma forma geral, temos quatro pilares de impactos causados pela covid-19, que podemos dividir em:

Impacto radical: causa choque social e ao mesmo tempo coloca as marcas contra parede por um posicionamento. Os grandes especialistas do mundo sobre comunicação são praticamente unânimes ao dizer que a velocidade e a humanização na comunicação nesse cenário são vitais para qualquer marca. 

Novos comportamentos: Sendo obrigados a ficar em casa, é evidente que as pessoas mudem o seu comportamento, não só psicologicamente, mas também com relação ao consumo. As pessoas estão entediadas sem poder sair de cada, e consequentemente, elas acabam comprando mais como tentativa de preencher o vazio que sentem. 

Cultura: Com todas essas mudanças na cabeça do consumidor, inicia-se um processo de mudança na cultura, que afeta inicialmente apenas o indivíduo, mas que vai se proliferando em sua rua, seu bairro, sua cidade. Obviamente não sabemos ainda a velocidade em que isso ocorrerá, mas sabemos que é um caminho sem volta. Por exemplo: a pandemia ampliou o número de empresas que recorrem ao trabalho remoto, ou seja, sem que o funcionário saia de casa.

Hábitos de consumo: com tudo isso, o consumo começa a ser questionado pelas pessoas; não apenas o consumo tradicional, mas a forma e os locais em que consumimos. Isso fica claro com o movimento “compre do pequeno”, que ganha muitos adeptos em todo o país incentivando comprar do mercadinho do bairro e outros serviços que estão à sua volta. Isso traz rapidamente o senso de comunidade forte que estava já ganhando atenção de todas as marcas no mundo, impulsionado pelo digital, mas que agora também tem força fora dele. 

Outro hábito que será afetado é o entretenimento presencial, como cinema e teatro, ainda suspensos e que naturalmente, mesmo depois de liberados, serão alvo de temor e dúvidas. E, naturalmente, mesmo depois de passada a crise, isso irá mudar a forma como nos envolvemos com esses formatos, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia e que tiveram a oportunidade de, neste período, experimentar como é ver um filme no celular. Será um novo mundo para o consumo, ainda em formação.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

No século 14, mundo viveu outra pandemia: a Peste Negra

Estima-se que doença dizimou 25% da população do planeta durante o século 14

Por Bárbara Verdicchio Colletti, Camila Aguine Correa, Giulia Ribeiro e Paulo Henri Yabiku Antunes –  1º B
            
A peste é uma doença infecciosa aguda, transmitida principalmente por picada de pulga infectada. A doença se manifesta sob três formas clínicas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. Hoje, a peste é uma doença controlada, que tem poucos registros de casos em todo o mundo. Mas houve um momento, no século 14, em que ela foi responsável pelo primeiro registro histórico de uma pandemia. O fenômeno ganhou o nome de Peste Negra.

Um surto de peste bubônica começou a se espalhar na Ásia por volta de 1343, num período em que já havia grande circulação de pessoas e mercadorias entre o continente e a Europa. Esse contato permitiu que a doença se espalhasse, causando um grande impacto sócio-econômico mundial, causado pela grande mortandade sobretudo na Europa e na Ásia. Estima-se que a população mundial tenha se reduzido de pouco mais de 400 milhões para 300 milhões, uma perda de 25%.

Na Europa, a taxa de mortalidade era mais elevada e isso mexeu com a economia e o ritmo de vida das sociedades, com queda da produção econômica, por falta de trabalhadores, e aumento da criminalidade, sem que houvesse agentes suficientes para impor a lei. As pessoas com maior poder aquisitivo se isolavam e fugiam para outras cidades; os mais pobres se contaminavam e morriam mais facilmente pela falta de nutrição do corpo.

Novos surtos de peste atingiram o mundo nos séculos posteriores, o último deles no século 19. A melhoria das condições sanitárias, uma vez que a doença geralmente é transmitida por picadas de pulgas ou de pequenos roedores, e o desenvolvimento dos antibióticos permitiram um maior controle da doença a partir do século 20, mas estudiosos estimam que a peste já matou, na história da humanidade, cerca de 200 milhões de pessoas.

Os infectados com peste geralmente desenvolvem sintomas parecidos com os da gripe após um período de incubação de 3 a 7 dias. Seus sintomas são febre alta, arrepios constantes, dores de cabeça, cansaço excessivo, respiratórias e principalmente manchas negras na pele com inchações que se concentravam na axila e virilha, também conhecidos como bubões, por isso o nome “peste bubônica”

O diagnóstico atualmente é feito por exames laboratoriais, a partir de uma amostra de bubo, sangue ou escarro. A peste pode tratada com antibióticos e medicamentos laboratoriais, e a pessoa que está passando pelo tratamento tem que ser isolada. É necessário localizar e parar a fonte de infecção na área onde o caso humano foi exposto. O ideal é que o tratamento comece em até 15 horas depois do aparecimento dos sintomas, para reduzir os riscos de complicação. 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Os cuidados na pandemia também passam pelo bolso

Investimentos foram necessários para se adequar à nova rotina, mas é preciso cuidado especial com as finanças

Por Ana Julia Vieira Assato – 2º B

Nesse momento de pandemia que estamos vivendo, temos que nos adaptar às mudanças na rotina para que não soframos atrasos ou prejuízos em nossas atividades.

No meu caso, como estudante de Ensino Médio, tive que reinventar minha rotina escolar para acompanhar as aulas em plataforma online. Comprei um celular novo que suprisse todas as minhas necessidades e também um laptop para assistir às aulas online. Essas compras também foram feitas de modo virtual, devido ao fato de lojas e shoppings terem ficado fechados no começo da pandemia. 

Tudo isso foi novidade para mim, que nunca tinha feito compras online, mas gostei, pois senti uma certa facilidade. Muitas pessoas também aderiram ao comércio eletrônico diante do cenário de isolamento, e mesmo com o retorno de alguns setores, a tendência é que esse comércio cresça.

Como grande parte das famílias, meus pais também tiveram que fazer algumas mudanças em suas rotinas e planos e estão comprando somente o necessário, pois não sabemos até quando a pandemia irá durar. A pizzaria do meu pai também foi afetada, e agora o atendimento é somente por delivery.

A pandemia está nos ensinando a viver somente com o necessário e termos mais consciência na hora das compras. É um aprendizado importante, para evitar que tenhamos prejuízos futuros e nossa vida possa voltar logo à normalidade.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

A pandemia vai gerar um consumo mais responsável

Pessoas estão pensando mais sobre a necessidade e a origem dos produtos que consomem 

Por Millene Rodrigues Baptista – 2º A

O consumismo é um jeito de levar a vida no qual consumidores compram mesmo sem a necessidade real de ter os produtos. Carro, roupas de marca e celulares não são apenas utilitários, mas sinônimos de status, segurança e reconhecimento social. Porém a sociedade questiona cada vez mais quão sustentáveis são os produtos e serviços que consomem e o papel das marcas nessa dinâmica.

A pandemia de Covid-19 está provocando uma transformação comportamental, fazendo as pessoas buscarem por hábitos sustentáveis mais essenciais. O confinamento impulsionou a valorização de coisas pequenas e corriqueiras do dia a dia.

Muitas pessoas passaram a questionar o que compram essencialmente ou por impulso, a quantidade de lixo produzida, itens acumulados como roupas, produtos no armário e suas datas de vencimento. Mesmo que de forma inconsciente, o consumidor passou a ter um olhar mais questionador sobre o que consome e o impacto disso no ambiente.

Quando a pandemia acabar, parte das pessoas tentarão voltar a ter a vida que tinham antes, mas o cotidiano será diferente. O ambiente de consumo em lojas físicas por um tempo estará pautado com o distanciamento social e medidas preventivas de saúde, colocando barreiras no consumo impulsivo. Outros seguirão as mudanças iniciadas durante o atual período, reduzindo o consumo e com foco em produtos mais sustentáveis.


terça-feira, 28 de julho de 2020

Infodemic: coronavirus and the fake news pandemic

“We’re not just fighting na epidemic; we’re fighting an infodemic”
World Health Organisation

Por 2º B*

During this coronavirus pandemic, ‘fake news’ is putting lives at risk. As the coronavirus spreads, so does an infodemic of misinformation.
Durante essa pandemia de coronavírus, 'notícias falsas' estão colocando vidas em risco. À medida que o coronavírus se espalha, o mesmo ocorre com um “infodêmico” de desinformação.

Read these tips, and don't get fooled!
Leia estas dicas e não se deixe enganar!

HOW TO AVOID FAKE NEWS
Como evitar notícias falsas.

1. CHECK THE DATE – Reposting old news stories doesn’t mean they’re relevant to current events. 
VERIFIQUE A DATA: Repostar notícias antigas não significa que sejam relevantes para os eventos atuais.

2. CHECK THE SOURCE – Investigate the site, its misson and its contact info. 
VERIFIQUE A FONTE - Investigue o site, sua missão e suas informações de contato.

3. CHECK THE STORY IS IN OTHER PLACES - Look to see if the story you are reading is on other news sites that you know and trust. Moreover, it's always best to read multiple sources of information to get a variety of viewpoints. 
VERIFIQUE A HISTÓRIA EM OUTROS LUGARES - Veja se a história que você está lendo está em outros sites de notícias que você conhece e confia. Além disso, é sempre melhor ler várias fontes de informação para obter uma variedade de pontos de vista.

4. DISTINGUISH AN OPINION FROM A FACT – facts don’t care about your opinion or feelings. Facts are facts.
DIFERENCIE UMA OPINIÃO DE UM FATO - os fatos não se importam com sua opinião ou sentimentos. Fatos são fatos.

5. READ BEYOND – Headlines can be outrageous in na effort to get clicks. Read the article in full to make sure the title accurately reflects the content and that the site is reputable. 
LEIA ALÉM - As manchetes podem ser ultrajantes em um esforço para obter cliques. Leia o artigo na íntegra para garantir que o título reflita com precisão o conteúdo e se o site é respeitável.

6. DO NOT TRUST MESSAGES SENT BY WHATSAPP - Do not assume that anything sent to you via a messaging app or social media site is true, simply because a friend has shared it, or because it claims to be from an official source.
NÃO CONFIE EM MENSAGENS ENVIADAS PELO WHATSAPP - Não presuma que tudo o que é enviado a você por meio de um aplicativo de mensagens ou site de mídia social é verdadeiro simplesmente porque um amigo o compartilhou ou porque afirma ser de uma fonte oficial.

7. THINK BEFORE YOU SHARE - Do not share if you are in doubt about the information. 
PENSE ANTES DE COMPARTILHAR - Não compartilhe se tiver dúvidas sobre as informações.

REMEMBER: When you read a news story, think about who can benefit from such information. 
LEMBRE-SE: Ao ler uma notícia, pense em quem pode se beneficiar com tais informações.

*Este texto foi escrito coletivamente a partir de trabalhos dos alunos do 2º ano B do Colégio Renascer, com revisão e edição da professora Ana Laura.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O impacto da pandemia sobre a sociedade de consumo

O isolamento e o temor a respeito do futuro mudam os hábitos; é hora de pensar melhor antes de comprar

Por Fernanda de Barros Testa – 2º A

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem gerado grande impacto na sociedade, até mesmo da área de consumo, que passa a ser cada vez mais questionado. Muitos consumidores encontram-se cada vez mais críticos, indo em busca do conhecimento da cadeia produtiva, dos materiais utilizados para poder encontrar alternativas que sejam capazes de reduzir o consumo exacerbado de água e energia. 

A ação humana nesse momento é de absoluta necessidade, pois no período de isolamento social é ideal analisarmos nossas prioridades e seus respectivos valores. Por esse motivo, é fundamental a mudança de comportamento, como consumir de forma mais sustentável, visando preservar o meio ambiente. Outra mudança de hábito é a adoção das compras online: 61% dos clientes aumentaram o volume desse tipo de devido ao isolamento social. 

Alguns supermercados estão considerando novas regras, como determinar uma quantidade específica de produtos por cliente nos produtos de alimentação básica, por exemplo, para que o estoque não se esgote. De acordo com pesquisa feita pela consultoria Accenture, foi constatado que os consumidores alegaram estar comprando mais produtos de higiene, comidas enlatadas e alimentos frescos, contudo, estariam consumindo menos itens de moda e beleza. Afinal, 60% temem que sua renda irá diminuir em razão da pandemia. 

O ideal seria dar continuidade a esses novos hábitos mesmo após a superação, impulsionando um consumo mais ético a partir do momento em que se questiona e repensa o caminho que o futuro da sociedade deve seguir. Deixar de comprar por impulso gera menos lixo acumulado, bem como a redução de itens que acabam não tendo utilidade. O esforço para que a mudança ocorra será mútuo e gradual se todos agirem de forma engajada 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A pandemia de Covid-19 e a matemática

Mapas e gráficos nos ajudam a entender o ritmo de contágio e a evolução da doença

Por Gabriela Carrocha Tavares – 9º C

A pandemia de Covid-19 pode ser analisada sob vários campos do conhecimento, e um deles é a matemática. No site Rastreador de Covid-19, apresentado em aula pela professora Isabel, podemos acompanhar um panorama geral do mundo em relação ao contágio pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira, 24 de julho, na hora da publicação do texto, o número passa de 15 milhões de casos.

O interessante do site é que ele é atualizado diariamente com informações de todo o mundo, o que nos deixa informados de tudo que está acontecendo fora e dentro do Brasil, por meio de infográficos. Também é possível, por meio dos infográficos, entender os movimentos da pandemia desde o início.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 29 de fevereiro quando já havia casos fatais espalhados ao redor do mundo. Os gráficos permitem que façamos as observações de números separados por cada Estado – hoje, o mais afetado é São Paulo.

O mapa apresenta a possibilidade de ver os números detalhados por países e por regiões dentro de cada país – abaixo vemos a situação de momento no Brasil. Círculos avermelhados de diferentes tamanhos registram o grau de intensidade de Covid-19: quanto maior o círculo, mais a região está sofrendo com a doença.

Fonte: site Rastreador da Covid-19, salvo em 24/07/2020, às 8h

Para ver a porcentagem de casos fatais em relação ao de pessoas infectadas, ou seja, a taxa de letalidade, é preciso pegar o número de mortes e dividir pelo total de casos confirmados e, depois, multiplicar por 100. Por exemplo, na tela acima, capturada na manhã desta sexta-feira (24 de julho), com 84.207 mortes em 2.289.951 casos, a taxa de letalidade é de 3,68%.

Desta forma, podemos perceber que, conforme aumenta o número de casos, vai aumentar também o número de mortes. É por isso que é preciso sempre relembrar: se você tiver a chance de poder ficar em casa, fique. Talvez você não tenha os sintomas, mas pode passar o vírus para outras pessoas e prejudicá-las. Use máscaras e álcool em gel se tiver necessidade de sair e evite aglomerações. Prevenção é o melhor remédio!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A pandemia, o tempo e os cuidados com a saúde mental

Cuidados tornam-se ainda mais necessários num momento em que o isolamento social é necessário

Por Marilia Eliza Vieira de Carvalho – Terceirão

Já nos primórdios da vida humana em civilização, homens do período paleolítico seguiam uma determinada rotina, de caça, descanso, quando mover-se de território. No período neolítico, onde se tornaram sedentários, as populações já tinham uma senda de cuidados a seguir com o plantio e os animais que adestravam. O ser humano sempre precisou de hábitos e costumes, que ajudam a diminuir a ansiedade, pois podem nos preparar para os imprevistos do dia e consequentemente nos ajudam a nos manter o controle e diminuir o estresse.

Entretanto, com a chegada da pandemia, nossa rotina foi totalmente “quebrada”. Isso pode causar danos diversos à saúde mental. Indivíduos portadores de ansiedade severa ou transtornos do espectro autista precisam de rotina não apenas para manter a concentração no dia a dia, mas também para ter uma melhor qualidade de vida. Com a pandemia, não é possível mais estabelecê-la, pois academias e escolas – por exemplo – estão fechadas, e cabe às pessoas levar esses hábitos para dentro das casas, porém não estamos no melhor momento da história e manter um costume diário pode ser penoso.

Outro exemplo: o Brasil é o país latino com mais pacientes de depressão, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. E por que isso é relevante? A pandemia nos apresenta um sentimento de medo e angústia, o futuro incerto traz preocupações e, quando os dias parecem ser todos iguais, não conseguimos manter produtividade, o que aumenta a sensação de estarmos parados no tempo e a consequente desesperança para com o mundo.

O conceito de produtividade, imposto pelo capitalismo, leva o ser humano a querer produzir para se sentir satisfeito, e se não consegue, é sinônimo de fracasso. Mas quem pode culpar os homens por não conseguirem produzir quando o próprio conceito de tempo parece distorcido?

terça-feira, 21 de julho de 2020

Tempo: uma contradição em tempos de pandemia

Os dias passam parecendo sempre os mesmos, sem nos damos conta de quanto tempo já passou

Por Murilo de Oliveira Torres – Terceirão

Se há uma dimensão da vida que nunca foi ou será totalmente compreendida, é o tempo. Muitas ideias aparecem na mente ao discuti-lo, pois não se trata de apenas da divisão entre passado, presente ou futuro. Pelo contrário, a noção temporal é algo que se perde facilmente – mas que, em tempos de pandemia, pode ser recuperada de diversas maneiras.
 
O cotidiano acelerado que as pessoas enfrentam normalmente impede um pensamento mais profundo sobre as horas, os dias, os meses e os anos que passam. Quando se dão conta, essas mesmas lamentam e imploram por um tempo para si, um desligamento do mundo por determinado período. Entretanto, na prática, isso pode não ser como desejado.

Boa parte do planeta está isolada desde março. À medida que o tempo passa crescem os pedidos pela volta à normalidade. O afastamento da rotina parece ser algo maravilhoso em um primeiro momento, mas essa impressão dura pouco. Depois de alguns dias há uma mudança de pensamento, já que a percepção temporal agora é possível.
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Uma situação contraditória forma-se então. Ao mesmo tempo em que o tédio invade as residências e o tempo parece passar devagar, o avanço rápido das folhas do calendário assusta. As pessoas percebem que estão perdendo momentos de suas vidas, algo antes inimaginável, uma vez que as atividades habituais não favorecem essa reflexão.

Enfim, ao domesticar o tempo, o ser humano tornou-se escravo. A alienação constante das sociedades impede pensamentos sobre como a noção temporal é perdida no cotidiano. A pandemia, apesar de todos os problemas, traz uma reflexão. E que essa sirva de inspiração para que quando tudo voltar ao normal, as pessoas façam uma avaliação sobre como gastam seu tempo, desde as horas necessárias para o trabalho até os segundos gastos em redes sociais e aplicativos.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A pandemia em família: as estratégias de cada um

Fugir das notícias ruins e orar são maneiras de manter a estabilidade emocional

Por Leonardo Henrique Simões Franguelli – 9º A

Como os principais países do mundo, o Brasil foi severamente atingido pela pandemia de covid-19, que mudou rotinas e afetou drasticamente as empresas de pequeno, médio e grande porte, reduzindo o faturamento e levando à demissão de milhões de trabalhadores, devido à queda na atividade comercial.

O novo coronavírus atinge as pessoas de forma indiscriminada, mas a doença afeta mais severamente os idosos e pessoas com doenças pré-existentes, como: câncer, diabetes, pressão alta, colesterol e problemas cardíacos, entre outros. A forçada também serviu para mudar hábitos: muitas pessoas que se dedicavam principalmente ao trabalho estão aprendendo a reservar mais tempo para a família, para cozinhar e para momentos de reflexão.

“Devido a essa pandemia, mudei completamente a minha rotina, só saio de casa para ir trabalhar e, às vezes ao mercado bem rápido, procurando ficar o menor tempo possível no estabelecimento, e volto para casa, isso durante a semana. E nos finais de semana fico na residência da minha companheira Sônia, não viajamos e nem passeamos mais, está sendo muito difícil cumprir a quarentena, pois não podemos visitar os netos e os filhos, e nem eles nos visitar. Eu sou uma pessoa que pertenço ao grupo de risco, pois tenho problema cardíaco”, relatou o meu avô Wagner Simões, 71 anos.

Sônia Maria, de 64 anos, sua companheira, foi diretamente afetada em seu trabalho no comércio. “Eu nunca fiquei tanto tempo dentro de casa, tenho que deixar as portas do meu estabelecimento fechadas. Emocionalmente, estou muito triste, depressiva, e com muita saudade, pois estou longe dos meus familiares, amigos e das pessoas que eu amo, pertenço ao grupo de risco devido à idade”, explica.

“Desde o início da quarentena, devido ao vírus que se alastrou pelo mundo, a minha rotina mudou bastante. Trabalho somente meio período, pois já tivemos redução de jornada de trabalho, devido à queda de serviços. Tenho dois filhos, que tiveram totalmente restritos o lazer e a diversão; também não visito mais meu pai, familiares e amigos, não podendo ser visitada, devido ao isolamento social”, disse a minha mãe, Tânia Regina Simões, de 46 anos.

Sua irmã, Sônia, manteve a rotina do trabalho fora de casa, apenas recorrendo a mais cuidados, como o uso de máscara e o álcool gel. E evita ficar muito ligada nas notícias mais catastróficas. “Quando chego em casa não assisto às notícias, para não entrar nessa loucura. Minha vida pessoal é que mudou muito, tenho aproveitado a necessidade de ficar em casa para dedicar-me a família, casa, oração e meditar a palavra de Deus, que me fortalece a cada dia. Isso ajudou para a pandemia não me afetasse emocionalmente”, conclui.