segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O impacto invisível da pandemia: que dia é hoje?

Novas rotinas exigem cuidado para não desajustar a percepção do tempo

Por Ana Julia Pedretti Raiz – 2º B

Dentre tantas mudanças e adaptações que estamos passando neste período de pandemia, vale ressaltar as diferentes percepções para a velocidade do tempo na vida de cada um. Muitos especialistas citam o fato de que este momento fase trouxe o conhecimento de como é necessário organizar o nosso tempo para conseguir concluir todas as tarefas e como é ruim não poder ter da sua vida uma “loucura” com várias obrigações.

Ao mesmo tempo, algumas das pessoas que se sentiam muito atarefadas sentiram a diferença nesta pandemia em que muita coisa parou, e a impressão é de que o tempo também parou. Os dias começaram a passar mais lentamente, a ponto de não sabermos distinguir em qual dia da semana estamos.

Estamos em tempos de inovações e principalmente, de reinvenção., para não acostumar com o fato de ficar em casa deixando a loucura e os pensamentos ruins tomarem conta de nossas mentes. Já existem diversos especialistas que alertam sobre o isolamento social nos trazer a sensação de perda de noção de tempo e o fenômeno tem até nome: distorção temporal.

Com isso, devemos nos organizar diariamente com tarefas diversas, nos exercitar, praticar a leitura, se arriscar na cozinha e experimentar diversas coisas. Com mudanças no cotidiano, manter-se ativo acabou sendo algo de grande esforço para muitas pessoas.

A disciplina, o foco, e a persistência em ter dias melhores e mais ativos trarão ainda mais a noção e a percepção do tempo mais ajustada, ajudando todo mundo a conseguir driblar esta crise que todos estamos enfrentando.


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Covid-19: os números em forma de infográfico

Dados de acordo com o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba

Os gráficos abaixo foram produzidos por estudantes do 2º A com orientação da prof. Rosa, de Matemática. Os alunos pesquisaram o boletim epidemiológico da cidade de Sorocaba, com dados de 7 a 11 de agosto de 2020, utilizando o Microsoft Excel para confecção de gráficos.

O boletim traz informações sobre casos confirmados de Covid-19, óbitos, internações e pacientes recuperados.







 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Cuidado e precaução enquanto a vacina não vem

População não pode relaxar nas medidas de prevenção enquanto medicamento preventivo não for aprovado

Por Nicolas de Paula Batista Doles – 9º C

Desde que começou a pandemia de Covid-19, todos se perguntam quando tudo isso acabará, quando as coisas voltarão ao normal. É claro que o “normal” será levemente alterado, mas mesmo assim esperamos ansiosamente retornar as nossas rotinas e ao nosso dia a dia habitual, na escola, no trabalho e nas atividades sociais.

O “normal” aguardado só será possível com a tão sonhada vacina, que nos deixará imunes ao temido novo coronavírus. Há muitas opiniões sobre o progresso e avanço dessas vacinas: alguns especialistas acham que ela sairá ainda neste ano, já outros só esperam para o ano que vem.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais 120 projetos sendo desenvolvidos no mundo todo. Oito deles já estão em fase final de testes em humanos e quatro podem sair ainda em 2020. Os projetos devem garantir que a vacina seja eficaz, segura e acessível, protegendo as pessoas sem causar efeitos colaterais.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura, acredita que esperar que a vacina esteja disponível nos postos de saúde ainda neste ano é de um otimismo exagerado. “Como o acompanhamento dos testes dura três meses, não acredito que saia ainda neste ano. O primeiro trimestre de 2021 já seria um cenário muito positivo e otimista”, afirmou. Ela explica que há fatores que podem colaborar para que o medicamento esteja disponível ainda em 2020, como a aceleração na inclusão dos participantes no estudo de fase 3, a de testes em larga escala, e a apresentação imediata de resultados positivos, o que ela considera difícil.

O professor titular do Instituto de Química da Unicamp e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Carlos Dias, também aponta para uma disponibilização da vacina da covid-19 apenas no ano que vem. “Se tudo der muito certo, teremos uma vacina para julho de 2021 e se tudo der muito, muito, muito certo, no primeiro trimestre de 2021. É preciso cautela e é importante lembrar que precisamos de produção em larga escala, pois estamos falando em vacinar oito bilhões de pessoas no mundo todo e 212 milhões no Brasil”, disse.

Enfim, é preciso ter paciência. E, enquanto as vacinas não estiverem à disposição, manter as ações de prevenção e distanciamento social para evitar que a doença continue a se espalhar na velocidade atual.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Novas mutações no Sars-Cov2 e suas possíveis implicações

Variações genéticas dificultam as pesquisas para obtenção de remédios e vacinas contra a Covid-19

Por Breno Garcia, João Igor Pisaniello Alves de Oliveira, Julia Medeiros, Leonardo de Souza. Luan Caue Rodrigues Alves, Lucas Dorta Leister Camelim e Shuyani Farias Silva – Terceirão

Compreender as mutações do Sars-CoV-2 é de extrema importância para a produção de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. Hoje, há registros de sete espécies do vírus que podem causar infecção em humanos, sendo que três delas podem acarretar doenças graves: 

  • o Sars-CoV é o agente da pandemia de Sars (síndrome respiratória aguda grave) que afetou o mundo entre 2002 e 2003;
  • o Sars-CoV2 é o vírus responsável pela atual pandemia que enfrentamos; 
  • o Mers-CoV provoca a síndrome respiratória do Oriente Médio, que ganhou esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na Arábia Saudita, em 2012, e não chegou a ser uma pandemia, pois teve casos restritos a aquela região.

Essas mutações são pequenas alterações no código genético dos vírus, o que pode gerar novas características para as doenças por eles causadas. Segundo cientistas do Laboratório Nacional Los Alamos, houve por volta de 14 mutações no Sars-CoV2, e a que eles consideram mais alarmante é a D614G, que demonstrou muita facilidade em se espalhar pelo mundo.

Quando o vírus se mantém estabilizado, as pesquisas e estudos ficam mais fáceis, pois todos sabem com o que estão lidando, mas quando os vírus vão se alterando a situação se complica, porque as reações e sintomas passam a ser diferentes, dificultando o combate e a prevenção da doença.

O biólogo molecular Andrew Rambaut. da Universidade de Edimburgo, na Escócia, afirmou que em média o Sars-CoV2 sofre de uma a duas mutações por mês. Apesar de parecer alarmante, é um ritmo de transformação mais lento que o vírus que causa a gripe tradicional, cuja vacina, por causa disso, precisa ser renovada todos os anos.

Há mais de mil sequenciamentos genéticos do novo coronavírus, os quais são divididos em três grupos: A, B e C. O tipo A é considerado o “original” que foi encontrado em morcegos e pangolins; o tipo B, uma variação deste, tem maior incidências no Leste da Ásia, mas não se espalhou muito; o C é o majoritário na Europa, e foi encontrado também na França, Itália, Suécia e Brasil. 

Não se sabe ainda como esse vírus foi passado de animais para humanos, e nenhum estudo ainda conseguiu comprovar que as mutações podem torná-lo mais contagioso ou letal – mas notoriamente percebe-se que elas dificultam as pesquisas e o trabalho para a obtenção da vacina que pode nos tirar desta pandemia.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

À espera da vacina contra o Covid-19: paciência e tranquilidade

Não adianta ter pressa: é preciso aguardar os testes e continuar em distanciamento social até o resultado definitivo

Por Lucas Timpano Salles Pimentel – 9º B

Atualmente há várias vacinas contra a Covid-10 em estado avançado para teste, algumas delas sendo testadas aqui no Brasil. É preciso ter cuidado e paciência: claro que desejamos que todas essas vacinas possam dar certo para serem a cura de uma doença que já se mostrou mortal, porém pode ser que o resultado não seja tão rápido quanto gostaríamos e talvez algumas falhem na missão de conseguir servir como prevenção contra o Covid-19. 

A chance de essas vacinas darem certo é alta, porém ninguém sabe se vai ser a cura ou uma vacina igual à da gripe H1N1, cujo vírus tem mutações constantes e com isso há necessidade de fazer alterações constantes na vacina, mas o objetivo final é alcançar a cura definitiva. Para isso, os testes normalmente são feitos em pessoas de diversas idades.

Um estudo sul-coreano menciona crianças e adolescentes de 10 a 19 anos espalham muito mais facilmente o vírus do que se era imaginado. Os métodos de teste são explicados em vários artigos científicos, mas de uma forma geral eles verificam o desenvolvimento de anticorpos nas pessoas, além de eventuais reações, os chamados efeitos colaterais.

Nos estudos atuais, o que mais aponta para uma cura rápida e talvez mais certa de que vá funcionar é o uso da célula T, que tem uma ação forte contra o vírus já que produz mais anticorpos que ajudam o sistema imunológico a se defender. Essa informação pode ser vista em mais detalhes no artigo publicado no site Science Translational Medicine.

 As conclusões que podemos tirar sobre essas informações é que talvez em 2021 saia uma vacina efetiva contra o Covid-19 e temos que manter a calma nesses momentos, pois já há o bastante de preocupação e ansiedade com tudo que está acontecendo no mundo, já que tudo está mais complicado e desesperador por causa das crises econômicas e da pressão sobre os sistemas de saúde que vivemos atualmente. O ideal é que todos tenham paciência até a vacina sair e continuem a se adaptar às rotinas de distanciamento social que vamos enfrentar até que as vacinas possam ser aprovadas e usadas por todas as pessoas.


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Qual o impacto de um vírus na vida das pessoas?

Pandemia forçou mudanças de rotina e trabalhadores buscam adaptação a um jeito diferente de viver

Por Beatriz Aparecida Silva Sanches Alberto e Yasmin Galvez Assunção de Araújo – 9º A

Com a pandemia de covid-19 se espalhado freneticamente pelo Brasil, os governos tomaram atitudes para impedir que os índices da contagio cresçam ainda mais. Uma das medidas foi a restrição de atividades comerciais, a fim de garantir índices maiores de isolamento social. Isso afetou muito algumas profissões, então entrevistamos algumas pessoas para saber como estão lidando com a pandemia e a mudança de rotina. 

Ester, uma das gerentes de um salão de cabeleireiros no Shopping Iguatemi, em Sorocaba, afirma que sua rotina pessoal mudou como a de muitas pessoas graças ao vírus. Ela e a equipe não tiveram muita escolha: seguindo as determinações das autoridades e do próprio shopping, fecharam as portas no começo da pandemia. Encontraram como alternativa começar a atender os clientes em suas casas em horários espaçados, e, agora retomaram as atividades com as restrições impostas. “Tenho esperança e desejo de que tudo voltará ao normal em breve.”, diz. 

Camila mora em São Paulo e está no segundo ano do Ensino Médio; Ela está gostando da experiência de ter aulas online, mas se sente sobrecarregada pelo excesso de atividades. A distância dos amigos foi amenizada com as conversas online. “Acredito que tudo isso irá passar logo e no final teremos participado de um momento histórico”, avalia.

Aguinaldo, 42, técnico eletrônico, começou a trabalhar em casa. “Um colega foi demitido recentemente e está com dificuldades para sustentar toda a sua família, é uma situação muito complicada para várias pessoas” conta. Ele se mostra otimista por um futuro melhor quando a situação melhorar e o novo coronavírus puder ser evitado com vacinas.

Podemos concluir, assim, que embora as coisas não estejam muito boas para algumas pessoas, devemos ter fé de que tudo isso passará e nossas rotinas voltarão ao normal.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Um novo mundo para o consumo após a pandemia

O coronavírus mudou muita coisa, inclusive a maneira de fazer compras e de acessar produtos culturais  

Por Nathalia Macedo Oliveira – 1º A 

O coronavírus pegou o mundo todo de surpresa. Ninguém imaginava que viveríamos em 2020 com algo tão devastador, que está matando milhares de pessoas ao redor do planeta, indo além da gripe espanhola, pandemia vivida no século passado, mas que não alcançou o mundo com a extensão do atual fenômeno.

Nunca houve nada parecido na história humana. Já sabemos que a pandemia afetou não só o cotidiano das pessoas, mas também a economia e o consumo. Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostrou que os brasileiros aumentaram suas compras online, passaram a usar meios digitais de pagamento e devem continuar com esses hábitos de compra e consumo no pós-pandemia. 

Segundo os dados, 61% dos clientes que compraram online durante a quarentena aumentaram o volume de compras devido ao isolamento social. De acordo com essa pesquisa, o destaque foi para compras de alimentos e bebidas para consumo imediato, índice que cresceu 79%. 

De uma forma geral, temos quatro pilares de impactos causados pela covid-19, que podemos dividir em:

Impacto radical: causa choque social e ao mesmo tempo coloca as marcas contra parede por um posicionamento. Os grandes especialistas do mundo sobre comunicação são praticamente unânimes ao dizer que a velocidade e a humanização na comunicação nesse cenário são vitais para qualquer marca. 

Novos comportamentos: Sendo obrigados a ficar em casa, é evidente que as pessoas mudem o seu comportamento, não só psicologicamente, mas também com relação ao consumo. As pessoas estão entediadas sem poder sair de cada, e consequentemente, elas acabam comprando mais como tentativa de preencher o vazio que sentem. 

Cultura: Com todas essas mudanças na cabeça do consumidor, inicia-se um processo de mudança na cultura, que afeta inicialmente apenas o indivíduo, mas que vai se proliferando em sua rua, seu bairro, sua cidade. Obviamente não sabemos ainda a velocidade em que isso ocorrerá, mas sabemos que é um caminho sem volta. Por exemplo: a pandemia ampliou o número de empresas que recorrem ao trabalho remoto, ou seja, sem que o funcionário saia de casa.

Hábitos de consumo: com tudo isso, o consumo começa a ser questionado pelas pessoas; não apenas o consumo tradicional, mas a forma e os locais em que consumimos. Isso fica claro com o movimento “compre do pequeno”, que ganha muitos adeptos em todo o país incentivando comprar do mercadinho do bairro e outros serviços que estão à sua volta. Isso traz rapidamente o senso de comunidade forte que estava já ganhando atenção de todas as marcas no mundo, impulsionado pelo digital, mas que agora também tem força fora dele. 

Outro hábito que será afetado é o entretenimento presencial, como cinema e teatro, ainda suspensos e que naturalmente, mesmo depois de liberados, serão alvo de temor e dúvidas. E, naturalmente, mesmo depois de passada a crise, isso irá mudar a forma como nos envolvemos com esses formatos, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia e que tiveram a oportunidade de, neste período, experimentar como é ver um filme no celular. Será um novo mundo para o consumo, ainda em formação.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

No século 14, mundo viveu outra pandemia: a Peste Negra

Estima-se que doença dizimou 25% da população do planeta durante o século 14

Por Bárbara Verdicchio Colletti, Camila Aguine Correa, Giulia Ribeiro e Paulo Henri Yabiku Antunes –  1º B
            
A peste é uma doença infecciosa aguda, transmitida principalmente por picada de pulga infectada. A doença se manifesta sob três formas clínicas principais: bubônica, septicêmica e pneumônica. Hoje, a peste é uma doença controlada, que tem poucos registros de casos em todo o mundo. Mas houve um momento, no século 14, em que ela foi responsável pelo primeiro registro histórico de uma pandemia. O fenômeno ganhou o nome de Peste Negra.

Um surto de peste bubônica começou a se espalhar na Ásia por volta de 1343, num período em que já havia grande circulação de pessoas e mercadorias entre o continente e a Europa. Esse contato permitiu que a doença se espalhasse, causando um grande impacto sócio-econômico mundial, causado pela grande mortandade sobretudo na Europa e na Ásia. Estima-se que a população mundial tenha se reduzido de pouco mais de 400 milhões para 300 milhões, uma perda de 25%.

Na Europa, a taxa de mortalidade era mais elevada e isso mexeu com a economia e o ritmo de vida das sociedades, com queda da produção econômica, por falta de trabalhadores, e aumento da criminalidade, sem que houvesse agentes suficientes para impor a lei. As pessoas com maior poder aquisitivo se isolavam e fugiam para outras cidades; os mais pobres se contaminavam e morriam mais facilmente pela falta de nutrição do corpo.

Novos surtos de peste atingiram o mundo nos séculos posteriores, o último deles no século 19. A melhoria das condições sanitárias, uma vez que a doença geralmente é transmitida por picadas de pulgas ou de pequenos roedores, e o desenvolvimento dos antibióticos permitiram um maior controle da doença a partir do século 20, mas estudiosos estimam que a peste já matou, na história da humanidade, cerca de 200 milhões de pessoas.

Os infectados com peste geralmente desenvolvem sintomas parecidos com os da gripe após um período de incubação de 3 a 7 dias. Seus sintomas são febre alta, arrepios constantes, dores de cabeça, cansaço excessivo, respiratórias e principalmente manchas negras na pele com inchações que se concentravam na axila e virilha, também conhecidos como bubões, por isso o nome “peste bubônica”

O diagnóstico atualmente é feito por exames laboratoriais, a partir de uma amostra de bubo, sangue ou escarro. A peste pode tratada com antibióticos e medicamentos laboratoriais, e a pessoa que está passando pelo tratamento tem que ser isolada. É necessário localizar e parar a fonte de infecção na área onde o caso humano foi exposto. O ideal é que o tratamento comece em até 15 horas depois do aparecimento dos sintomas, para reduzir os riscos de complicação.